10 comentários:
De cabo carvoeiro a 31 de Janeiro de 2009
Também passava horas a ver calcetar os passeios, só tenho pena que com a tecnologia moderna não tivessem inventada uma maquina para que os passeios pudessem ficar lisos, que é o único defeito que têm os nossos passeios, é pena, que é uma das nossas características , e estou a ver que daqui por uns anos vai deixar de haver profissionais neste ramo.
De Bic Laranja a 31 de Janeiro de 2009
Vai. Mas ao depois não se calam com o desemprego.
Cumpts.
De Isadora a 31 de Janeiro de 2009
É pena não haver um Calceteirozinho para tapar os buracos das nossas estradas ,o peneuzito dos nossos carros agradecia
Cumpts
De Bic Laranja a 1 de Fevereiro de 2009
Mas há concessões para grandes redes rodoviárias no Baixo Tejo e no Baixo Alentejo...
Cumpts.
De Luciana a 2 de Fevereiro de 2009
É impressão minha, ou os calceteiros agora só sabem “pregar” as pedras todas aos altos e baixos?

Quanto à Picheleira, ainda me lembro dela no tempo em que parecia quase campestre. Em que as Olaias eram só campo aberto e barracas. E nada de prédios pseudo-finos.
No início dos anos 80 ia lá muitas vezes. Tinha lá um namoradito… :-)

Abraço
De Bic Laranja a 3 de Fevereiro de 2009
No início dos anos 80 passou por lá o Taveira. Pela encosta das Olaias e pela que lhe fica defronte, na zona J. Os vindouros hão-de possivelmente admirar o legado. Eu não.
De calceteiros sabe-se hoje muito pouco...
Cumpts.
De Attenti al Gatti a 2 de Fevereiro de 2009
O prédio do "Careca da Leitaria" era a casinha entre o prédio do Exército de Salvação (também ele com mau início, pois teve um desabamento durante a construçáo) e o jornaleiro (ex-tasca onde pontificavam as tripulações do 11 e do 11A)? A ser assim, foi demolida já neste século, não haverá mais de 4 anos para dar origem a um prédio em cunha, cujas áreas habitáveis, atendendo à área do terreno, devem primar pela exiguidade. Também foi óbvia a dificuldade em concluir a obra.
a.v.o.
De Bic Laranja a 3 de Fevereiro de 2009
Preciosas achegas. Que agradeço. O Manel jornaleiro ainda nos meados de oitenta fazia a volta ao bairro apregoando o jornal da tarde. Foi o último a que ouvi o pregão. Não sei se já não faleceu.
Cumpts.
De Attenti al Gatti a 5 de Fevereiro de 2009
Infelizmente também não sei o que é feito do Manel Jornaleiro. Há muitos anos ter-lhe-ei comprado um dos últimos exemplares do "Diário Popular", já moribundo, a um Sábado, que era quando o jornal publicava um suplemento que eu muito apreciava. Tenho ideia que, mais ou menos nessa altura, o Manel terá deixado a sua itenerância de ardina, fixando-se mais a mulher na antiga tasquita, cujo final antecedeu, creio, a mudança do término dos autocarros para a porta do Príncipe Ibor (a propósito, nunca soube se tinha sido a alcunha do "Príncipe" a dar o nome ao "estaminé" ou vice-versa). Aos poucos a mulher e o filho assumiram maior presença no estabelecimento enquanto a do Manel se ia diluindo, até desaparecer de vez, passando à história.
Quanto aos calceteiros, recordo-me que rodavam pela cidade, em busca de passeios necessitados de reparação, empurrando um carrinho-de-mão onde carregavam os instrumentos e materiais do ofício, nomeadamente o martelo-picão, o maço, o regador de zinco (e não de alumínio), a pá, uma vassoura, areia e pedras de calçada. Enfiado no braço do carro-de-mão traziam o banquinho, que mais não era que quatro peças de cortiça, unidas em forma de um pequeno quadrado, raramente utilizado pois as mais das vezes trabalhavam de cócoras assentando, frequentemente, o queixo num dos joelhos, posição que eu e outros putos tínhamos tendência em copiar, vá-se lá saber porquê.
A.v.o.
De Bic Laranja a 5 de Fevereiro de 2009
O careca da leitaria devia achar-se príncipe...
Tomo nota do regador de zinco. Cumpts.

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