Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Cautela e caldos de galinha

 Tem-me certas vezes dito alguém que prezo que as ironias daqui sobre alguma gente grada despertam poucos comentários porque as pessoas se arreceiam.
 Bom! Sei que no tempo antigo o respeitinho era muito bonito, mas oiço por todo lado dizer que isso era dantes e que entretanto acabou. Em boa verdade, ele pode ser que sim, pode ser que não... Não sei. Certo é que uma mentira muitas vezes repetida parece que se torna verdade; a gente convence-se. Mas também sei que a ironia é um exercício difícil e, em sendo fraca, tende a não suscitar comentários de espécie nenhuma. — Como no caso da gente grada que viso daqui! — Cuido que é disso que se trata: falta de acerto com a ironia. Vale-me que cativam facilmente, sem obrigar a tomar partidos, umas fotografias nostálgicas ou umas historietas de quando era miúdo... — Como aquela de eu gostar de comer caldos Knorr aos bocadões, sem moderação. A minha mãe não apreciava aquilo; dava-me só umas lascas e dizia: — "Cautela, filho, que isso em demasia pode fazer mal!"

Caldo de galinha(Imagem adaptada dos Dias que Voam.)

 Não acho que tenha nada a ver. A Origem das Espécies fechou.

Escrito com Bic Laranja às 19:16
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14 comentários:
De j. (drengo) a 16 de Abril de 2009
ora, acho que isso pode ser um bocadinho verdade no que a mim diz respeito, porque o encontro aqui neste seu espaço até me saca nostalgia, é certo. mas olhe que, muitas vezes, sem ser a pensar em "tempos a voltar para trás", as suas memórias, emprestadas a quem o visita, mostram-me o que hoje, por vezes, existe em demasia: falta de jeito, ou de vontade, de cuidar do que é de todos.
pode ser que alguma dessa gente de bem que o visita, e supostamente pode cuidar de algumas dessas coisas, consiga dar bom uso a memórias, ou ironias, que aqui apresenta.
em escrita fina. (que não caia em vista grossa, digo eu...)
bem haja,
J.
De Bic Laranja a 16 de Abril de 2009
Olho vivo, o seu, sobre o que nos rodeia.
Obrigado pelo gentil comentário.
Cumpts.
De Once a 17 de Abril de 2009
eu que costumo orgulhosamente convencer-me que não tenho medo de nada "nem da chuva" confesso que por vezes nada digo porque simplesmente me encanta o olhar nos conjuntos que por aqui vou encontrando.

Ainda que a "cautelas" tenha sido educada.

:)
Bom fim-de-semana
De Bic Laranja a 18 de Abril de 2009
:) Bom fim de semana. Obrigado!
De T a 17 de Abril de 2009
Sem receios. O Senhor Bic é um dos anfitriões mais simpáticos e cordatos da blogosfera . Além de atento.

O exercício da nostalgia faz parte do imaginário de todos nós e sabe exercê-la como poucos.
Cumpts amigos.
De Bic Laranja a 18 de Abril de 2009
Simpatia sua. O mérito que atribui é mais seu, em boa verdade. Cumpts.
De Attenti al Gatti a 18 de Abril de 2009
Talvez se resuma tudo a uma questão de sentimentos: as fotos ou as histórias de outros tempos provocam saudade, nostalgia ou, até, revolta ou pena. Tratando-se de políticos, nas mais das vezes, provocarão apenas fastio.
A.v.o.
De Bic Laranja a 18 de Abril de 2009
Bem sei. Cumpts.
De jose quintela soares a 18 de Abril de 2009
Ou será que as pessoas já estavam demasiado cansadas (e sofridas...)de certos personagens que por aqui passam, e entendem que nem vale a pena comentar?
Mas tem razão.
Por vezes, continua (35 anos depois...) a haver receio de opinar, principalmente de quem não se esconde sob a capa de um anonimato cómodo.
De Bic Laranja a 18 de Abril de 2009
O anonimato através da rede de computadores é só aparente. Mas vamos crer que é o assunto que desmotiva.
Cumpts.
De Luciana a 18 de Abril de 2009
É (só aparente)?
Nessa matéria eu confesso a minha total – e talvez intencional – ignorância!

Abraço
De Bic Laranja a 19 de Abril de 2009
É sim. As 'torradeiras' em rede fazem muitas 'migalhas'. Cumpts.
De Luciana a 18 de Abril de 2009
Eu vou mais para o problema ser o “politicamente correcto”, que domina quase todas as cabecinhas destes tempos…
Eu cá, que sofro de ausência de ambição – para além de um maior conhecimento das coisas – e que sinto até uma certa fobia a poleiros e polidores (e por isso nunca passarei de uma “trabalhadora”), tenho a enorme vantagem de, a maioria das vezes (mas só quando vale a pena), dizer o que me vai na alma. Na alma ou na raiva.
Infelizmente, neste país, até a raiva já é chamada - e tratada - de “pequeno incómodo”. :-X
O que falta mesmo é chamar os bois pelos nomes. Felizmente eu nunca tive medo disso!

Quanto aos caldos… nunca gostei lá muito. Mas, de quando em vez, lá tinha de gramar um! :-)

Abraço

PS- E ainda assim, a galinha - e a memória - é bem gira! :-)
De Bic Laranja a 19 de Abril de 2009
Não se incomode. Uma voz dissonante espelha pluralismo e serve em beleza a democracia. Tenha-se já por elevada a colaboradora. Faça o favor de gozar o dia. Cumpts.

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