21 comentários:
De VSC a 22 de Novembro de 2009
Muito curioso e interessante!
E como quem pouco faz, muito exige, não há possibilidade de datar a fotografia com precisão ou uma margem de erros de poucos anos?
De Bic Laranja a 22 de Novembro de 2009
As edificações mais próximas representadas que pude identificar correspondem com muita exactidão à planta topográfica 12 K do Levantamento da Planta de Lisboa. A data da planta é de 1909. Não me adiantaria muito a esta data.
Cumpts.
De VSC a 22 de Novembro de 2009
Muito obrigado pela sua boa vontade e prontidão!
Francamente, não tenho presentes os dados da aviação, mas, se a fotografia é de avião e não de balão a data não iria para 1914/15 - não muito longe daquela que fixou.

Aproveito para dar os parabéns pelo blog, que visito com assiduidade muito gosto.
De VSC a 22 de Novembro de 2009
Falta um ponto de interrogação em "1914/15"?
Agradeço o link da planta. :)
De Bic Laranja a 22 de Novembro de 2009
A fotografia é tomada do alto da Penha de França e é de certeza anterior a 1915. Nesse ano já há notícia da Rua Edith Cavell, que não existe na panorâmica.
Certezas maiores só a história do loteamento destas quintas nos dirá.
Cumpts.
De VSC a 23 de Novembro de 2009
Confundir a Penha de França com uma vista de avião! Obrigado pelo seu esclarecimento.
De Bic Laranja a 23 de Novembro de 2009
Também me pus essa hipótese quando vi a imagem pela primeira vez. É uma panorâmica bastante alta.
Cumpts.
De Luciana a 22 de Novembro de 2009
Bela panorâmica!
Agora tenho de olhar bem com atenção para a coisa…
:-)

Abraço
De Bic Laranja a 23 de Novembro de 2009
Pena não ter mais qualidade. Cumpts. :)
De Luciana a 25 de Novembro de 2009
É bem verdade... Assim torna-se difícil descobrir contornos familiares.

Não lhe dá vontade de ter as fotos todas do arquivo em tamanho "reconhecível"? A mim dá. E algumas, aqui da minha zona, bem gostaria de ter...
Quanto será que cobram, nos dias de hoje, para fazer uma reprodução de jeito? Sei que o preço varia consoante o fim a que se destina… O Bic sabe valores?

Abraço
De Bic Laranja a 25 de Novembro de 2009
Não. Não sei. E o original desta no arquivo está mais manchado.
Cumpts.
De Funes, el memorioso a 22 de Novembro de 2009
O post é muito interessante, mas não tenho competência para adiantar nada que possa ajudar a datar a foto.
Venho só choramingar, porque o Marques da Silva que deu o nome à rua referida no texto não é, como pensei inicialmente, o Arquitecto Marques da Silva, pai da escola de arquitectura do Porto (de onde saíram Álvaro Siza e Souto de Moura, por exemplo), autor, entre dezenas de outras obras de relevo, do Teatro Nacional de S. João, da estação de S. Bento, da Casa de Serralves (parcialmente)e vulto incontornável da cultura portuguesa da primeira metade do século XX.
De Bic Laranja a 23 de Novembro de 2009
Muito obrigado!
De feito o Marques da Silva do Caracol da Penha era só um comerciante dos Anjos. Mas não estamos numa era em que empreendedores valem mais que eruditos? Pois já vê...
Cumpts.
De [s.n.] a 22 de Novembro de 2009
Sim senhor! Trabalhinho assím, nem o Sherlock Holmes! Quanto ao Lgº Mendonça e Costa, como sempre o conhecí mais coisa, menos carros, com é actualmente, intuí automáticamente que anteriormente só por lá haveriam terrenos de cultivo. Afinal a realidade, ao tempo do Manuel dos Passarinhos era bem diferente. Podia muito bem ser um cenário para algumas personagens de Eça de Queiroz. Uma caixinha de surpresas,este blogue.
Quanto á foto das tais "varandas" da Barão de Sabrosa, o prédio que se lhes segue tinha, à esquina, como é visível um estabelecimento. Tratava-se de uma padaria, com a área do balcão toda decorada com azulejos representando coloridas cenas campestres, guarda-ventos espelhados e tetos de estuque trabalhado. Um primor. O próprio prédio era muito bonito, todo revestido a azulejo e com estatuetas na platibanda. Foi tudo substituído por um mamarrcho execrável.
A.v.o.
De Bic Laranja a 23 de Novembro de 2009
Só o lado baixo do Largo Mendonça e Costa tinha casas. O restante era uma quinta, tal como conjecturou, cortado pela Tr. dos Baldaques, que descia até às casas.
Cumpts.
P.S.: As estatuetas na platibanda e a azulejaria na fachada lá no prédio do Alto do Pina lembro-me. Os estuques trabalhados e os interioes só os posso imaginar. Valores artísticos do género derretem-se por grosso. Nem sei que lhe diga...
De Carlota Joaquina a 23 de Novembro de 2009
Muito obrigada por estas e outras preciosidades que coloca aqui no seu blog a Lisboa de que meu Pai contava .

De Bic Laranja a 23 de Novembro de 2009
De nada. Foi um gosto. Cumpts.
De tron a 25 de Novembro de 2009
lisboa antes dos especualdores imobiliarios, coisa rara
De Bic Laranja a 26 de Novembro de 2009
Eram outros tempos. E havia menos gente a estragar e a deixar estragar.
Cumpts.
De José Carlos Almeida a 9 de Fevereiro de 2016
O fios eléctricos que cortam o céu vindos de um poste implantado atrás do fotógrafo, poderão ser uma boa referência para a datação aproximada da foto, caso se saiba em que época se procedeu à electrificação dos arredores de Lisboa. Terá sido antes de 1920?
Também é curioso o facto do observador aparentemente se encontrar mais ou menos à mesma altitude do Casal Vistoso no alto da sua colina do Areeiro (lado direito ao fundo)

De Bic Laranja a 13 de Novembro de 2017
Respondo-lhe com atraso, mas não me apercebi do seu comentário antes.
Temo bem que os fios sejam a chapa fotográfica mutilada. Mas, a não serem, eis uma boa pista para a datação. Todavia terá de ser antes de 1914-15.
Da Penha vê-se por cima do Casal Vistoso. Tanto que se lhe apanha o horizonte baixo a seguir, até à Portela.
Cumpts.

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