Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Será possível...

 ... Isto ser a Praça do Areeiro? Na embocadura da Av. Gago Coutinho?!...
 Repare-se: o eléctrico 8 que ia para o Areeiro dá a pista;  onde se começa a levantar um prédio (o da pastelaria Cinderela) vê-se ainda só a embocadura da Av. Padre Manuel da Nóbrega, em embrião; ao fundo nota-se bem a Quinta dos Lagares de El-Rei, do séc. XIV, hoje totalmente abafada pela altura das construções em redor; mais longe o casario que se estende deve ser na Travessa Henrique Cardoso que ligava a Estrada de Entrecampos à Estrada das Amoreiras na pré-história da Av. de Roma.

 

Se prova faltasse...

 O cimo da Av. Almirante Reis antes dos arranha céus. - Via-se a Estatística desde o lugar da Praça do Areeiro, vá lá imaginar-se!
 Identificando a prova de ciclismo saberei a data; para já é certo que as imagens são posteriores a Dezembro de 1941 e anteriores a 24 de Março de 1947 quando o eléctrico 8 deixou de ir à Praça da Figueira, ficando-se pelo Martim Moniz.



Fotografias: Praça do Areeiro, Lisboa, 1940-47.
Estúdio de Horácio de Novais, in Galeria da Biblioteca de Arte da F.C.G.

Escrito com Bic Laranja às 12:35
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16 comentários:
De Angelo a 11 de Dezembro de 2009
Lindíssimo!
De Bic Laranja a 12 de Dezembro de 2009
E bastante curioso. Cumpts. :)
De Attenti al Gatti a 12 de Dezembro de 2009
A quantidade de coisas curiosas que estas fotos revelam: os terrenos vagos levam a crêr que o local tinha uma cota mais elevada e foi terreplanado para fazer a actual praça, os ciclistas com o pneu de reserva às costas, o diminuto número de mulheres (na foto de baixo só há uma, humilde, pé-descalço, escondida atrás do que pareceser o cronometrista), o relativamente elevado número de personagens fardados (para além dos polícias, há um expedidor da Carris,um "magala" um legionário, e o que poderá sêr um graduado da Polícia), etc. Dá-me ainda para pensar que tudo isto se passa a um Domingo, único dia de descanso e que estes ciclistas (talvez operários) apesar da jornada de trabalho ser, em regra, de 50 horas semanais, (bem duras, bastas vezes), seis dias por semana e sem férias, ainda arrajavam tempo e fôrças para treinar e competir com brio. Que diferença para os dias de hoje, onde há tanta gente permanentemente cansada com 35 horas semanais de trabalho mole, um mês de férias, "pontes" e intervalos para a "bica.
A.v.o.
De Bic Laranja a 12 de Dezembro de 2009
Também notei a cota do terreno. Mas afundava-se para o lado da Quinta do Dr. Lobo (a velha estrada de Sacavém tinha ali uma cota bem inferior, como certamemente se recorda) para voltar a subir entre a Quinta das Ameias e a Barão de Sabrosa, que entretanto a Afonso Costa desbastou.
No mais obrigado pelo seu olhar sempre atento e perspicaz.
Cumpts.
De Attenti al Gatti a 16 de Dezembro de 2009
Curioso o "Quinta das Ameias". Sempre a conhecí como Casal Vistoso. Lembro-me perfeitamente desse desnível e da azinhaga que conduzia a essa quinta, donde os meus olhos infantis custavam a despegar e de que quase nada resta.
A.v.o.
De Bic Laranja a 17 de Dezembro de 2009
Tem ambos os nomes. Cuido que é o Guia de Portugal que no-los dá.
Cumpts.
De Luciana a 12 de Dezembro de 2009
Nada como o seu belo “estaminé”, para recuarmos a um tempo maravilhoso da nossa Lisboa…
É como beber um belo chá quentinho! :-)

E que música divinal logo à entrada!...
Também eu a cantei, em tempo longínquos, “na rua onde ele vivia”! :-)

Abraço
De Bic Laranja a 14 de Dezembro de 2009
Obrigado! É muito simpática.
Cumpts.
De tron a 15 de Dezembro de 2009
quando ainda se podia andar a vontade em lisboa sem poluição e meu amigo caso possa lhe recomndo a colecção de livros lisboa desaprecda que talvez te possa servir de inspiração para manter estre delicioso blog
De Bic Laranja a 17 de Dezembro de 2009
É verdade. Obrigado pela sugestão. Cumpts.
De tron a 17 de Dezembro de 2009
Só sei que são mais de dez livros e pelo que desfolhei são uma delícia
De Bic Laranja a 17 de Dezembro de 2009
E agora mais um. Veja.
Cumpts.
De tron a 18 de Dezembro de 2009
obrigado pela lembrança
De Susana Almeida a 17 de Julho de 2010
Obrigada pela partilha!
Moro exactamente neste local, num dos tais prédios "altos", hoje tão pequeninos.
Adoro descobrir Lisboa desaparecida, e conto com uma tia que viu nascer a Praça do Areeiro como a conhecemos hoje. Por ela, andamos sempre em busca deste tipo de imagens, que a leva a histórias que nos deliciam. Por nós, gostamos de mostrar ao filhos o que o tempo faz aos lugares. E às pessoas.

Um abraço.
De Susana a 17 de Julho de 2010
Já agora... talvez se possa mesmo dizer que são fotos de 1940, já que a inscrição na pedra do edifício onde moro (o 260 da Almirante Reis) diz "construído em 1940".
De Bic Laranja a 10 de Setembro de 2011

Cumpts.

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