Domingo, 17 de Janeiro de 2010

Lisboa: praia de Madrid...

Praia da Matinha, Lisboa (E. Portugal, 1938)

 

... jovens surfistas com mar flat

https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o961249c6/20419216_lNJIz.jpeg

 

... produção de ondas artificiais para prática de surf

Praia da Matinha, Lisboa (E. Portugal, 1938)

 

... alicerces da futura estação do T.G.V. sobre a praia

Praia da Matinha, Lisboa (E. Portugal, 1938)

 

... vista do hotel de charme sobre a praia

Praia da Matinha, Lisboa (E. Portugal, 1938)

 

... acessibilidades antes do T.G.V.

Praia da Matinha, Lisboa (E. Portugal, 1940)

 

... hotel de charme

Matinha, Lisboa (E. Portugal, c. 1941)

 

... turismo de habitação

Matinha, Lisboa (E. Portugal, c. 1941)

 


...
hostal de la juventud

Praia da Matinha, Lisboa (E. Portugal, c. 1940)


 


Fotografias: Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 10:45
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27 comentários:
De Luísa a 17 de Janeiro de 2010
Meu caro Bic, se estas fotografias (e ainda se arranjam mais umas quantas a cores) chegam ao conhecimento das altas instâncias espanholas, estou certa de que o projecto do TGV estremece. E talvez o nosso Governo se veja então forçado a orientar baterias para a tal requalificação urbana. ;-)
De Bic Laranja a 17 de Janeiro de 2010
Nada detém o T.G.V.. É ditame dos que mandam verdadeiramente cá, não dos de cá que vemos a fazer que mandam.
Está na calha essa requalificação com que ironiza. Saiba que há um projecto muito jeitoso, com traço de arquitecto afamado, para a quinta da Matinha. Fala-se até num rico jardim, mas cheira-me que é para não notarmos o cimento.
Cumpts.
De Attenti al Gatti a 17 de Janeiro de 2010
Boas notícias: o edifício de três arcos que vê nas 6ª, 7ª e 9ª fotos, ainda lá se encontra e, aparentemente, em bom estado de conservação. Tal como outro, talvez contemporâneo deste e que lhe fica próximo.
E por falar em TGV: porque não congregar vontades, através deste forum, (p.ex.,a obtenção das 7 500 assinaturas que fundamenten um pedido de referendo) de modo a pressionar o Governo no sentido de fazê-lo passar na estação de Chelas? Numa altura em que há vários autarcas a querer o TGV a passar lá na terra, porque é que não há-de passar em Chelas também? Que diabo! Ao longo de várias geraçôes o comboio mais conhecido em Portugal era o "Comboio de Chelas". Então e isso não merece respeito? E, de caminho, uma vez que é "nuestros hermanos", até se podia exigir a reposição da Praia da Marabana (in Mário Furtado, "Do Antigo Sítio de Xabregas", ed. Vega, foto nº30)
A.v.o.
De Ricardo Moreira a 17 de Janeiro de 2010
Por acaso a estação central de Lisboa (com ou sem TGV) era para ter sido construída na zona do apeadeiro de Chelas, sensivelmente onde se cruzam a via férrea e a linha vermelha do Metro de Lisboa. Todos os terrenos daquele vale são do domínio público ferroviário (a vedação da Refer é vísivel do outro lado do vale, oposto ao da via férrea). Esta estação só não foi construída porque entretanto veio a Expo 98, mais a sua obra de arte do Oriente!
Ficou o terreno e a organização das linhas a norte de Lisboa, pensada para servir essa estação, com os comboios de longo curso a circularem pelas mais afastadas do rio e os suburbanos do lado do rio, ao contrário do que deveria ser, sem a tal estação, pois a maioria dos comboios de longo curso seguem para Santa Apolónia e a dos suburbanos para a Linha de Cintura!
De Bic Laranja a 17 de Janeiro de 2010
Há males que vêm por bem. O apeadeiro de Chelas mantém-se, apesar dalguma ruína. E isso agrada-me.
Cumpts.
De Bic Laranja a 17 de Janeiro de 2010
Calculava que subsistissem as casas. O seu alerta levou-me à procura e verifico que ficam na Rua do Vale Formoso de Baixo, 124-132. É a quinta da Matinha. A casa dos arcos fica voltada a N e as da última imagem no corpo S do mesmo bloco. As restantes ficam a N do pátio para onde dão as dos arcos.
O referendo é boa ideia sim, senhor! O T.G.V. devia parar nas terras todas porque nenhuma é menos que Lisboa. Só me aflige a obliteração do apeadeiro de Chelas, que é muito pitoresco.
Cumpts.
De Blondewithaphd a 17 de Janeiro de 2010
Absolutamente fabulástico!
De Bic Laranja a 17 de Janeiro de 2010
Gentileza sua. Obrigado!
De Luísa a 17 de Janeiro de 2010
Com as imagens que apresenta, fiquei com vontade de ser uma surfista madrilena e fazer a viagem de TGV entre as capitais dos países ibéricos só par "apanhar uns tubos", ou fazer ou lá que linguagem técnica é essa... :D

Também estou pela ideia do Chelas, quer dizer, da passagem por Chelas...
De Bic Laranja a 17 de Janeiro de 2010
As imagens são um chamariz. Não há madrileno que vá resistir. O T.G.V. agora vai mesmo ser um êxito.
Cumpts.
De Gastao de Brito e Silva a 17 de Janeiro de 2010
Fantásticos documentos...gostava de saber onde fica esta magnífica praia onde os nuestros hermanos se bronzearão quando aterrarem de TGV...

Estou a explorar a zona oriental de Lisboa para o projecto Ruin'Arte, onde fiz um post recente com algumas pérolas recolhidas...gostava de saber mais sobre o património que referi, além de que aceito com gosto propostas para novas reportagens...

Obrigado

http://ruinarte.blogspot.com/
De Bic Laranja a 17 de Janeiro de 2010
Esta praia jaz debaixo da Av. Infante D. Henrique e do cais da Matinha. Foi tudo aterrado Tejo a dentro para construção do que foi a Sacor. Agora como a indústria acabou vamos ganhar uma extensão da Expo até ao Poço do Bispo.
Cumpts.
De Ibraim a 17 de Janeiro de 2010
As fotografias são todas fantásticas. Pena que não se possa dizer o mesmo do estado de conservação de alguns imóveis e daquele verdadeiro crime contra o ambiente
De Bic Laranja a 17 de Janeiro de 2010
A fotografia nº 3 (julgo que é a isso que se refere) é apenas descarga de areias para aterro da margem do Tejo. Toda a beira Tejo, de Algés a Moscavide, tem crescido com aterros atrás de aterros.
Cumpts.
De Ibraim a 18 de Janeiro de 2010
Nesse caso, fico mais descansado. ;-)
O tempo passa, ainda assim este blogue, mantêm o interesse e a qualidade.
Abraço.
De Bic Laranja a 18 de Janeiro de 2010
Obrigado!
De Lara a 18 de Janeiro de 2010
Boa tarde!

Tenho uma pergunta para fazer que não tem a ver com este post mas vim ter através do google a um post de 2006 sobre a Picheleira.

Gostaria de perguntar se a zona da Picheleira, nomeadamente a rua Frei Fortunato de São Boaventura é uma zona perigosa para viver (com muitos assaltos, droga, etc)?
É que eu não sou de Lisboa mas regresso agora de Erasmus e preciso de uma casa para ficar e vou ver uma aí. Mas tenho medo que seja 1 zona perigosa.

Obrigada,
Lara
De Bic Laranja a 18 de Janeiro de 2010
Se vai comprar casa desaconselho a Picheleira.
Cumpts.
De Costa a 18 de Janeiro de 2010
Lara,

Lisboa é toda ela perigosa - fie-se pouco nas declarações que sustentam ser Lisboa, ainda, uma das mais seguras cidades da Europa; isso é estatística para ser debitada por quem tem segurança paga por todos nós e para com isso tentar iludir a sua incompetência (ou pior) -, suja, desordenada, vítima de toda a sorte de impunes atentados de arquitectura, urbanismo, planeamento e respeito pelo passado (como, entre outros, este blogue tão bem demonstra). Lisboa tornou-se deprimente, profundamente entristecedora, e habitada por uma massa de gente embrutecida, talvez de irrepreensível higiene e civilidade das portas para dentro, mas que, uma vez na rua, insiste em bater recordes de javardice e desfigurar ainda mais a sua cidade.

Está fora, a fazer um Erasmus? Tente ficar por aí Ou por onde for. Pense, pense muito, antes de regressar a Lisboa.

Costa
De tron a 18 de Janeiro de 2010
Bic laranja está mesmo uma preciosidade estas fotos da nova praia da única provincia autonómica espanhola com governo prórprio, isto é, Portugal só falta uma casa de diversão nocturna ou mesmo uma tasca para o guia fcar completo ou uma sucata para por o Sr. Godinho a trabalhar para os robalos
De Bic Laranja a 19 de Janeiro de 2010
Há-de haver muito desperdício com o T.G.V. para todos os godinhos e godões que nos assucatam.
Cumpts.
De Attenti al Gatti a 18 de Janeiro de 2010
Aos edifícios que menciona, no Vale Formoso de Baixo e próxima dos mesmos, há ainda o nº 114, uma casa apalaçada, talvez setecentista, aparentando bom estado de conservação.
Para a LARA: arranje casa onde gostar e lhe der mais jeito e não se preocupe com o resto. E se for numa zona mal-afamada, melhor. Fica mais barata e correrá tantos riscos como noutro sítio qualquer.A insegurança é mais uma paranóia que uma realidade. Mas tem de ser alimentada porque dá dinheiro a muita gente e garante audiências e leitores a alguns meios de comunicação social.
Até hoje, viví sempre em bairros que não servem para cartão de visita, Picheleira incluída e nunca tive problemas. Não pode ser só sorte.
De Bic Laranja a 20 de Janeiro de 2010
Parece restaurado. Procurei algo sobre ele, em vão. Possivelmente seria da mesma quinta.
Cumpts.

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