Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

Vouzela: a locomotiva

Vouzela. (c) 2006

Locomotiva E 202, Vouzela. (c) 2006
Escrito com Bic Laranja às 19:21
Verbete | comentar
9 comentários:
De Attenti al Gatti a 21 de Junho de 2010 às 23:00
Não confundir com vuvuzela - a praga. Quando vejo imagens deste tipo de locomotiva, lembro-me que há um mistério que ainda não esclarecí: como é que engrenavam a marcha-atrás?
A.v.o.
De Bic Laranja a 21 de Junho de 2010 às 23:10
Algum ferroviário que por cá apareça que o diga. Tmbém estou curioso.
Cumpts.
De Carlos Portugal a 22 de Junho de 2010 às 10:23
Caro Attenti ai Gatti:

Todas as locomotivas a vapor, especialmente as locomotivas-tander (levavam o próprio carvão e água, não necessitando de tander separado), incluindo estas Mallet, conseguem facilmente a marcha-atrás, invertendo a válvula de admissão do vapor nos cilindros. Recordemos que estes cilindros (dois de alta pressão e dois de baixa pressão, segundo me parece) são actuados pelo vapor nas duas faces, ou seja, tanto na frontal como na da haste primária da biela, alternadamente.

As locomotivas-tander conseguiam geralmente a mesma velocidade em marcha à frente como em marcha-atrás. De notar que as locomotivas a vapor, não tendo potências muito elevadas (esta teria talvez pouco mais de 500 Cv), possuíam um binário extremamente elevado, que se traduzia num excelente esforço de tracção. Além disso, não estavam dependentes do petróleo, nem da electricidade, ou sequer do carvão, pois podiam queimar lenha.

Se algum ferroviário achar que estou errado, peço-lhe o favor de me corrigir.

Cumprimentos.
De Bic Laranja a 22 de Junho de 2010 às 21:47
Muito interessante. Grato pelo comentário.
Cumpts.
De Carlos Caria a 22 de Junho de 2010 às 19:45
Assim consta à entrada da ponte:
A testemunhar uma época em que este meio de transporte era primordial na região de Lafões , a locomotiva a vapor E202 , foi adquirida pelos Caminhos de Ferro do Estado em 1911, à firma Alemã Henschel & Sohn, para as linhas de via estreita.
De Carlos Portugal a 22 de Junho de 2010 às 20:57
Pois é, Caro Carlos Caria; bem me parecia que a locomotiva era uma prussiana, possivelmente uma P13, embora com caixas de água expandidas. Que pena que apenas esteja em exposição e não a rolar por um dos mais belos trajectos ferroviários do País.

Cumprimentos
De Attenti al Gatti a 26 de Junho de 2010 às 00:37
A possibilidade de inverter a marcha invertendo a admissão de vapôr nos cilidros, já anteriormente considerada, deixa-me dúvidas pelo seguinte: o êmbolo, no interior do cilindro, tem sempre o mesmo movimento, quer se inverta ou não a admissão do vapôr ou seja, neste caso, anda sempre para trás e para a frente. Idem, no que toca à biela e assim sucessivamente, pelo que parece que deverá haver uma engrenagem intercalar (à semelhança da caixa de velocidade nos automóveis)que altere o sentido da fôrça que provem das bielas. Mas isto é apenas produto das minhas congeminações logo, passível de erro.
De todo o modo, os meus agradecimentos pela atenção dada ao caso.
De Carlos Portugal a 26 de Junho de 2010 às 16:27
Caro Attenti ai Gatti:

Na verdade, o princípio é como lho descrevi, embora haja várias formas de accionar essa válvula para inverter a alimentação do vapor. Tome, por exemplo, duas das mais comuns, de entre quatro para as locomotivas a vapor (artigo da Wikipedia):

«Control mechanism on locomotives

Reversing lever

This is the most common form of reverser. It consists of a long lever mounted, parallel to the direction of travel, on the driver’s side of the cab. It has a handle and sprung trigger at the top and is pivoted at the bottom so as to pass between two notched sector plates. The reversing rod, which connects to the valve gear, is attached to this lever, either above or below the pivot, in such a position as to give good leverage. A square pin is arranged so as to engage with the notches in the plates and hold the lever in the desired position when the trigger is released.

The advantages of this design are that change between fore and back gear can be made very quickly as is needed in, for example, a shunting engine. Disadvantages are that, because the lever must rest at one of the notches, fine adjustment of the cutoff to offer best running and economy is not possible. On large locomotives it can be difficult to prevent the mechanism from jumping into full forward gear (“nose-diving”) when adjusting the cutoff once the locomotive has gathered speed: with such engines it was the practice of drivers to select an appropriate degree of cutoff before opening the regulator, and to leave it in that position for the duration of the journey.

Screw reverser

In this mechanism the reversing rod is controlled by a screw and nut, worked by a wheel in the cab. The nut either operates on the reversing rod directly or through a lever, as above. The screw and nut may be cut with a double thread and a coarse pitch to move the mechanism as quickly as possible. The wheel is fitted with a locking lever to prevent creep and there is an indicator to show the percentage of cutoff in use. This method of altering the cutoff offers finer control than the sector lever, but it has the disadvantage of slow operation. It is most suitable for long-distance passenger engines where frequent changes of cutoff are not required and where fine adjustments offer the most benefit. On locomotives fitted with Westinghouse air brake equipment and Stephenson valve gear it was common to use the screw housing as an air cylinder, with the nut extended to form a piston. Compressed air from the brake reservoirs was applied to one side of the piston to reduce the effort required to lift the heavy expansion link, with gravity assisting in the opposite direction.[1]»
De Attenti al Gatti a 28 de Junho de 2010 às 21:45
Caro Carlos Portugal
Reitero os meus agradecimentos por mais esta achega.

Comentar

Dezembro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Visitante


Contador

Selo de garantia

pesquisar

Ligações

Adamastor (O)
Apartado 53
Arquivo Digital 7cv
Bic Cristal
Blog[o] de Cheiros
Carmo e a Trindade (O)
Chove
Cidade Surpreendente (A)
Corta-Fitas(pub)
Delito de Opinião
Dragoscópio
Eléctricos
Espectador Portuguez (O)
Estado Sentido
Eternas Saudades do Futuro
Fadocravo
Firefox contra o Acordo Ortográfico
H Gasolim Ultramarino
Ilustração Portuguesa
Lisboa
Lisboa de Antigamente
Lisboa Desaparecida
Menina Marota
Mercado de Bem-Fica
Meu Bazar de Ideias
Paixão por Lisboa
Pena e Espada(pub)
Perspectivas(pub)
Pombalinho
Porta da Loja
Porto e não só (Do)
Portugal em Postais Antigos(pub)
Retalhos de Bem-Fica
Restos de Colecção
Rio das Maçãs(pub)
Ruas de Lisboa com Alguma História
Ruinarte(pub)
Santa Nostalgia
Terra das Vacas (Na)
Tradicionalista (O)
Ultramar

arquivo

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

RSS

____