9 comentários:
De Attenti al Gatti a 21 de Junho de 2010
Não confundir com vuvuzela - a praga. Quando vejo imagens deste tipo de locomotiva, lembro-me que há um mistério que ainda não esclarecí: como é que engrenavam a marcha-atrás?
A.v.o.
De Bic Laranja a 21 de Junho de 2010
Algum ferroviário que por cá apareça que o diga. Tmbém estou curioso.
Cumpts.
De Carlos Portugal a 22 de Junho de 2010
Caro Attenti ai Gatti:

Todas as locomotivas a vapor, especialmente as locomotivas-tander (levavam o próprio carvão e água, não necessitando de tander separado), incluindo estas Mallet, conseguem facilmente a marcha-atrás, invertendo a válvula de admissão do vapor nos cilindros. Recordemos que estes cilindros (dois de alta pressão e dois de baixa pressão, segundo me parece) são actuados pelo vapor nas duas faces, ou seja, tanto na frontal como na da haste primária da biela, alternadamente.

As locomotivas-tander conseguiam geralmente a mesma velocidade em marcha à frente como em marcha-atrás. De notar que as locomotivas a vapor, não tendo potências muito elevadas (esta teria talvez pouco mais de 500 Cv), possuíam um binário extremamente elevado, que se traduzia num excelente esforço de tracção. Além disso, não estavam dependentes do petróleo, nem da electricidade, ou sequer do carvão, pois podiam queimar lenha.

Se algum ferroviário achar que estou errado, peço-lhe o favor de me corrigir.

Cumprimentos.
De Bic Laranja a 22 de Junho de 2010
Muito interessante. Grato pelo comentário.
Cumpts.

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