17 comentários:
De André Santos a 26 de Agosto de 2010
Da fotografia apenas resta o edificio estreito com varandas (logo após o AVIS) e os dois do fundo de 3 pisos, tudo o resto desapareceu.

Por curiosidade, o eléctrico 321 começou a sua vida por ser um electrico tipo "salão" aberto, da serie 283-322 entrada ao serviço em 1902, que entre 1952 e 1955 recebeu uma nova carroçaria tipo "caixote" (a presente na foto), tendo sido aproveitado quase todo o equipamento mecanico e electrico do inicio do século.
Em 1984 alguns componentes do elctrico 321 tinham 82 anos de serviço.

Um abraço.
De Bic Laranja a 26 de Agosto de 2010
Bem me parecia que asim era. E ao prédio estreito não sei se lhe não comeram o miolo para fazer 'lofts' ou algo do género...
Muito interessante as notas sobre o eléctrico.
Obrigado!
De TX a 11 de Outubro de 2010
Deixe-me acrescentar que o proprietário do retaurante 2 amazonas adquiriu o prédio estreito com varandas e remodelou-o segundo a traça original , sendo eu um dos orgulhosos proprietários dos ditos apartamentos e homenageio o espirito de recuperação , pois esta bodega de derrubar obras de arte para construir condominios ridiculos com garagem e segurança privada tem de acabar.Viva Lisboa rejuvenescida
De Bic Laranja a 11 de Outubro de 2010
Pessoas que recuperam como conta e que compram como fez devíamos ser mais.
Grato pelo seu comentário.
De Ricardo Moreira a 26 de Agosto de 2010
A própria rua (faixas de rodagem e passeios) também quase levaram sumiço à conta da extensão do metro. Quanto mais tempo ficará aquela Duque d'Ávila naquele estado?
De Bic Laranja a 26 de Agosto de 2010
Bem lembrado. Temo que as cicatrizes do Metro nos tenham deixado mais a avenida amputada. A auto-estrada da República e os dromedários das 'requalificações urbanísticas' não hão-de parir senão dois becos Duque de Ávila.
Cumpts.
De Carlos Portugal a 26 de Agosto de 2010
Caro Bic:

É Lisboa que desaparece, para se tornar em mais uma subúrbia de qualquer coisa cinzenta e informe, cheia de mamarrachos minimalistas e horrendos, iguais a tantos outros em qualquer das metrópoles sem história do mundo.

São os transportes públicos que desaparecem, com a «desculpa» insolente de que é para «melhorar a qualidade de serviço», e depois apregoam «dias sem carros», «ande de transportes públicos» e outras imbecilidades no género. Pois é, transportes públicos. Quais? Se cada vez existem menos? De bicicleta? Só um fanático da modalidade, com uma conta-corrente nos hospitais por quedas devidas a circular numa cidade como Lisboa. Então com chuva ou calor estival, deve ser uma delícia, não haja dúvida...

Há muitos anos, na minha juventude, atrevi-me a experimentar andar de bicicleta por Roma (vivia então lá), que é, em muitos aspectos, semelhante a Lisboa (sete colinas, ruas calcetadas, etc.). Desisti ao terceiro dia, por motivos evidentes. Pois, em Roma, sê romano: comprei uma moto.

E, ao menos, lá ainda mantêm a alma da cidade, não destruindo estupidamente o que faz parte integrante dela. O que aconteceria se substituíssem o Coliseu, a Praça Navona, o Fórum, etc. por «centros comerciais» ou edifícios de escritórios? Roma deixava de ser Roma, simplesmente. Deixava de ter interesse, pois perderia a alma.

Mas estão a fazer isso com Lisboa, a nossa Lisboa...

Cumprimentos.
De Bic Laranja a 26 de Agosto de 2010
É verdade. A descaracterização de Lisboa é ditada por visões de subúrbio sem rasgo nem horizontes.
A estimada Luísa que me perdoe por socorrer-me dela para exemplificar.
http://nocturno-la.blogspot.com/2010/08/lisboa-moderna.html
Cumpts.
De Carlos Portugal a 26 de Agosto de 2010
Caro Bic:
Que coisa horrenda! Bem os militares do antigo Depósito de Beirolas (o nome original do agora pomposo «Parque das Nações») chamavam à zona o «Aterro Tóxico nº1», pois durante mais de 60 anos foram despejadas para aquelas terras (em tanques de terra) lamas tóxicas da refinaria da Sacor e resíduos de explosivos, metais perigosos, combustíveis, óleos, etc., de Beirolas.

Mas, o pior, é a intoxicação das mentalidades, que querem transformar toda uma cidade (ainda) linda e histórica como Lisboa num horror como o que a Cara Luísa retratou.

Cumprimentos.
De Bic Laranja a 26 de Agosto de 2010
Pois!... Já sobra pouca...
Cumpts.
De Luísa a 27 de Agosto de 2010
Estou em choque... Lisboa é assim tão feia?!? Juro que nunca me tinha apercebido da monumentalidade da aberração... :S
De Bic Laranja a 27 de Agosto de 2010
Pois!... Já vê.
Cumpts.
De JC Duarte a 27 de Agosto de 2010
Está para breve a reabertura total desta avenida. Talvez então o autocarro retome o seu trajecto, que dos eléctricos não acredito. Até porque já nem há cantenárias ou linhas!
De Ricardo Moreira a 27 de Agosto de 2010
... nem veículos para o serviço.
De Bic Laranja a 27 de Agosto de 2010
Houve anúncio disso. Muito requalificada com avantajada obra, que ela vai ser: pedonal e ciclística, como manda o figurino das modas.
O 16 não volta. Quem quiser ir de Benfica ao Chile que dê umas voltas de Metro até lá chegar.
Do eléctrico falta tudo menos a freguesia que haveria de ter.
Cumpts.
De Attenti al Gatti a 27 de Agosto de 2010
Não quero ser iconoclasta mas, na infância, tinha um ódio de estimação aos électricos "caixote". Tinham as janelas muito altas. E nos atrelados ainda era pior. E era sempre para aí, por azar, que o meu pai embicava. Daí, que prefira vê-los no museu, que tería ficado muito bem na falecida Estação do Arco do Cego. Começava-se logo por evitar o triste esectáculo daquele car-barn a definhar, solitário e sem préstimo.
A.v.o.
De Bic Laranja a 27 de Agosto de 2010
Iconoclastia é outra coisa (felizmente).
Concordo consigo sobre os caixotes e sobre o museu.
Cumpts.

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