11 comentários:
De Pianoman a 26 de Setembro de 2010
Eu sugeria uma Sinfonia de Mahler para a próxima vez.
É capaz de ter algum resultado tal como a Aretha.

(já comprei um aparelho desses, mas com capacidade de reproduzir vídeo também. Obrigado pela dica).
De Bic Laranja a 26 de Setembro de 2010
A Aretha foi recado expresso. Mas registo a sua sugestão para a próxima.
Cumpts.
De Mário cruz a 26 de Setembro de 2010
Mas ele estava ouvir rádio ou estava a reproduzir CD. Consegiu parar a martelada?
De Bic Laranja a 26 de Setembro de 2010
Ele estava a ouvir telefonia. A 'martelada' passou a ser a minha. Não tardou que o freguês calasse o relalejo.
Cumpts.
De [s.n.] a 26 de Setembro de 2010
Pois fez muito bem, eu se pudesse faria o mesmo. Tenho uns jovens vizinhos que se mudaram para o meu prédio há cerca de seis anos e que dia sim dia não, para não dizer dia sim dia sim, resolvem pôr no volume máximo uma batucada que nos enfurece, ensurdece e passado algum tempo, quase enlouquece. Não os tenho querido incomodar nem aos pais porque estes, coitados, nem sabem da algazarra pois passam o dia e parte da noite, fora, em trabalho. Porém graças a Deus e a todos os Santos este inferno foi passando, pois até há pouco tempo estavam neste forrobodó "só" cerca de duas a três horas, isto é das nove ou dez até à uma da manhã(!!). A mãe (ou madrasta, nem sei bem) é brasileira e o pai é actor..., talvez este facto determine o comportamento descontraído dos rapazes. Ùltimamente têm estado mais calmos, isto deve-se, calculo eu, ao facto de terem crescido mais um bocadinho - um deles creio que entrou agora na Universidade e, apesar de tudo, a frequência desta somada à idade adulta sempre se há-de traduzir nalgum civismo, espera-se - o que leva a que o mau comportamento face aos vizinhos se tenha alterado para melhor (ou porque algum outro vizinho se tenha queixado, pela certa). A realidade é que desde há uns 6 anos, todos os dias à noite, nas horas de maior sossego, nos infernizavam o juízo. Embora, repito, ùltimamente bastante menos, ainda que volta e meia o façam durante menos tempo e com o volume ligeiramente mais atenuado (todavia ainda incomoda). E isto, deduzo, porque estão menos tempo em casa e também porque como adultos a parvoeira foi-lhes passando. Ou quase.
Maria
De [s.n.] a 27 de Setembro de 2010
Parece que está a pedir desculpa de se sentir vítima!
O ruído é um grave risco para a saúde com reflexo até na fluidez do sangue!
Devia ter chamado a policia há muito, se uma conversa com essa gente não bastasse.
De Bic Laranja a 27 de Setembro de 2010
Quem responde acima tem razão. Os barulhentos passam alegremente impunes e as vítimas padecem incómodos. É tudo um desconsolo.
Cumpts.
De Anónimo a 27 de Setembro de 2010
Chamar a polícia!

Esses níveis de ruído são proíbidos pelo Regulamento do Ruído (Decreto-Lei n.o 9/2007)
Artigo 24.o
Ruído de vizinhança
1—As autoridades policiais podem ordenar ao produtor
de ruído de vizinhança, produzido entre as 23
e as 7 horas, a adopção das medidas adequadas para
fazer cessar imediatamente a incomodidade.
2—As autoridades policiais podem fixar ao produtor
de ruído de vizinhança produzido entre as 7 e as 23 horas um prazo para fazer cessar a incomodidade

Nota: para se ter noção «(artº 11º) b) As zonas sensíveis não devem ficar expostas a ruído
ambiente exterior superior a 55 dB(A), expresso pelo
indicador Lden, e superior a 45 dB(A), expresso pelo
indicador Ln;»
45 dB é o ruído de um aparelho de ar condicionado para uma divisão normtal e em estado novo.
De Bic Laranja a 27 de Setembro de 2010
Suporta-se a má vizinhança dos barulhentos porque chamar a polícia gera pior vizinhança. De resto - quase lhe garanto - a polícia não está para ser incomodada. Está para lutar pela vida...
Grato pelo Dercreto.
Cumpts.
De [s.n.] a 29 de Setembro de 2010
Os comentadores acima têm razão e o autor do Blogo também: realmente é proibido por lei fazer barulho a partir de determinada hora; também é verdade que se chamarmos a polícia para pôr fim ao ruído ensurdecedor dos jovens, pode provocar atritos desnecessários entre vizinhos. Mas devo dizer que não somos incomodados só pelos rapazes. Desde há muitos anos, quinze ou vinte, juntam-se aqui nas redondezas onde há uns jardins frondosos e espaçosos, grupos de africanos para festejar não sei o quê, umas vezes guineenses, outras cabo-verdianos, com aparelhos enormes no género daqueles que se vêm nas mãos de afro-americanos em altos berros nas ruas de Nova Iorque e que resolvem pôr uma batucada horrível a tocar altíssimo e sempre a mesma, semana após semana, quase de certeza com altifalantes agregados. E começa logo ao fim da tarde e segue (seguia) pela noite fora. Isto passava-se e passa-se ainda, mas agora por menos tempo, todos os sábados, domingos e feriados sem excepção.

Telefonámos vezes sem conta para a polícia, porque o ruído era de tal ordem que não se podia estar na parte da frente da casa, que dá para esses jardins, enquanto durasse a festança. Sabem a resposta da polícia e foi sempre a mesma de todas as vezes que os contactámos? Que não podiam fazer nada porque esses grupos estavam autorizados a fazer essas festas...pela autarquia! Por fim e depois de os massacrarmos com telefonemas todos os fins de semana, finalmente lá nos disseram que a única coisa que podiam fazer era pedir aos da festarola que baixassem um pouco o volume da música, mas que não sabiam se eles iriam acatar a ordem já que tinham autorização para as ditas festas e que mais nada podiam fazer! Isto durou anos a fio.

Agora e desde há poucos anos a esta parte fazem as festas com o volume do aparelho ligeiramente atenuado (só ligeiramente) e terminam a chinfrineira pela meia-noite/meia-noite e trinta, porque dantes durava até às duas da manhã! Vá lá, já não é mau. A autarquia deve ter acordado de um sono profundo e resolveu ditar novas regras. E enquanto a batucada (esta sim, autêntica) em altos berros perdura, com gritaria à mistura, nós estamos do lado oposto da casa onde aquelas felizmente mal se ouvem. Desistimos de telefonar para a polícia, porque por um lado eles sabem que não podem ultrapassar a meia-noite a fazer barulho, por outro e segundo as palavras do agente, a polícia não podia intrometer-se em festas que estavam autorizadas pela autarquia, porque não podia ir podia ir contra a lei.

Quanto aos rapazes aqui do prédio, devo acrescentar um pormenor que não disse no anterior comentário e que me inibiu de certo modo de lhes chamar à atenção para o barulho que causavam e ainda causam, mas em menor escala. Nós, cá em casa, somos mais de ouvir música clássica. Agora imaginem só o que é ouvir este tipo de música com música metálica como ruído de fundo...(dizem que há heavy-metal do bom, só que nós não suportamos nem do bom, nem do mau) em contraponto a um Kraus, um Carreras, um P. Domingo, uma Callas, etc.?... Por outro lado - e sei que muita gente não gosta de música clássica - um dos melómanos cá de casa tinha o hábito de ouvir este tipo de música um bocadinho alto demais sobretudo à noite e nós sabíamos que poderíamos estar a incomodar os vizinhos. Por minha instância e dos filhos, sobretudo para não incomodarmos os vizinhos, deixou disto acontecer quando apareceram os auscultadores e o problema ficou resolvido. Mas ele diz que não é mesma coisa.

Devo acrescentar que nunca fomos incomodados pelos vizinhos (talvez gostassem de música clássica...). Mas sabemos que os nossos vizinhos do lado (excelentes pessoas, diga-se de passagem) mudaram de casa há poucos anos, mas entretanto e enquanto cá viveram a determinada altura passaram a sala onde viam televisão, que era pegada com a nossa onde ouvíamos ópera, para o outro lado da casa. Por algum motivo o fizeram, está visto...
Eis porque, com algum peso na consciência, sou sincera, eu tenha querido tomar a mesma atitude que os nossos tolerantes vizinhos tomaram, ou seja, nunca nos incomodaram enquanto cá viveram e eu tento fazer o mesmo, isto é, evito incomodar os vizinhos. Mas como disse e repito, felizmente a coisa melhorou bastante por parte dos rapazes.
Maria

De Bic Laranja a 29 de Setembro de 2010
As leis são postulados. Que os alvarás da Câmara ou qualquer feirante é livre de cumprir. À polícia é imperativo não coarctar a liberdade a ninguém.
Cumpts.

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