6 comentários:
De Carlos Portugal a 15 de Outubro de 2010
Nem mais, Caro Bic. Aliás, quando Mértola foi entregue à Ordem de Santiago, D. João Fernandes, o Mestre da Ordem, mandou alterar a antiga mesquita, convertendo-a na bela igreja de que ainda subsistem os elementos góticos e não só, e apenas ordenou que não tocassem no Mihrab, pois (se não me falha a memória) terá dito: «Não toquem no Alcoorã (o Mihrab), pois não se profana um Templo dedicado ao Deus Único. Apenas lhe Coloquem em frente a Imagem do Salvador». Por isso, a Igreja de Mértola tem o Altar-mor virado a Sudeste, como que para Meca, e não a Nascente, como nas Igrejas da Cristandade.

Mas a Ordem de Santiago, sendo Templária, tinha uma visão muito peculiar e iluminada de todos estes conceitos, que não cabe nas estreitíssimas modas de antolhos de agora, que tudo querem classificar contra o Cristianismo - que é, e sempre foi, a Fé de Portugal.

«Não por nós, Senhor, não para nós, mas para a Glória do Vosso Nome».

Falta-nos Gente desta.

Cumprimentos.
De Bic Laranja a 15 de Outubro de 2010
O 'mirhab' foi entaipado no séc. XVII e desentaipado pelos Monumentos Nacionais em 1949. Pode a planta ser da antiga mesquita. Claro que para ser mesquita lhe falta o característico minarete e, obviamente, o culto. Mas ninguém impede um muçulmano de lá ir. Basta seguir as placas turísticas.
Cumpts.
De Carlos Portugal a 16 de Outubro de 2010
Exacto, Caro Bic. E mais um pormenor: no início da funestíssima república, um «iluminado» com ideias «modernistas» decidiu pintar as colunas de mármore a tinta «Ripolin», para ficarem mais «modernas, republicanas e laicas». Felizmente que, nas obras dos finais da década de 1940, conseguiram raspar a dita tinta republicana... Também tinham caiado o castelo de Beja...

Pelos vistos, a ânsia de meter a marca tosca em tudo, não é de agora.

Cumprimentos.
De Bic Laranja a 16 de Outubro de 2010
Espantoso!
Cumpts.
De Afonso Henriques a 18 de Outubro de 2010
Há uma espécie de frenesim pró árabe nos republicanos tempos que correm. Desde a invenção de mesquitas à alarve adopção de pseudo toponimias árabes nas vilas aldeias e lugarejos. Proliferam em abundância nas placas (brasonadas, por sinal...) esculpidas em pedra proveniente da pedreira amiga do pato-bravo mais pró activo da região. É vê-las nas cercanias de Cascais e Sintra.
Cumpts,
De Bic Laranja a 18 de Outubro de 2010
É sim senhor. Elucide-me todavia com alguns exemplos. Tenho viajado pouco para essas 'envolventes' de Aschbouna.
Cumpts.

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