6 comentários:
De Carlos Portugal a 18 de Janeiro de 2011
Que absurdo, Caro Bic! E depois, a maquineta enguiça, falta-lhe a bateria e puf! Adeus livro ou livros! É como tudo nesta triste época que vivemos: tudo transitório, «desmaterializado», como usa dizer-se. Tudo impermanente, e portanto sem memória, ou com uma tão frágil que se apaga ou altera ao menor «puf».

Tudo isto recorda-me amargamente o «trabalho» de reescrever livros e jornais de Winston Smith no «Ministério da Verdade» de 1984, ou a queima de livros impressos do Fahrenheit 451... Hoje não se queimam, «desmaterializam-se» e metem-se num frágil «brinquedo» imprático como tudo. «Oh... avariou! Paciência!...»

Cumprimentos.
De Bic Laranja a 18 de Janeiro de 2011
É quase como o teletransportador do capitão Kirk. concordo. E todavia, por absurdo que pareça, como hei eu de ler este «Diálogo do Sítio de Lisboa» ou outras obras publicadas há cem, duzentos, trezentos, quatrocentos ou quinhentos anos atrás. Tanto livro a ganhar pó e a dar-lhe a traça e eu sem lhe poder chegar. Assim posso lê-los fora das horas de expediente e além dos dias úteis. Mas concordo, é um efémero e asséptico usufruir de velhos livros, nada que se compare com possuí-los ou tão só manuseá-los. Sinal dos tempos, pois!...
Cumpts.
De Costa a 18 de Janeiro de 2011
Uma ferramenta, em suma. Útil e aplicável enquanto tal, meramente pragmática e jamais incapaz de nos proporcionar o gosto de ter um livro entre mãos, de o sentir, anotar, guardar na estante e, anos e anos depois, olhá-lo e recordar (e recordar-nos) a sua leitura.

Enquanto for um suplemento e não um substituto, tanto melhor.

Saudações,
Costa
De Carlos Portugal a 19 de Janeiro de 2011
Plenamente de acordo.
Cumprimentos.
De JB a 7 de Setembro de 2011
E que tal 1 post sobre os livros da colecção kindle e sobre a experiência da leitura e afins. Recomendações e afins.

Já agora o seu kindle é o pequeno (6 polegadas) ou o grande (9 polegadas)?

Por mim falo, eu comecei a aventura kindle esta semana no portátil e estou a gostar. E especial os livros disponíveis em francês, português e espanhol. tou a ler o germinal http://www.amazon.com/Germinal-French-Edition-ebook/dp/B004TVOS90/ref=sr_1_2?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1315433532&sr=1-2 e o estou a ler esta preciosidade que não existe em papel http://www.amazon.com/Dispers%C3%A3o-poesias-S%C3%A1-Carneiro-Portuguese-ebook/dp/B004UKCK90/ref=pd_sim_kinc_32?ie=UTF8&m=A32ONHETYYJPI3,

obrigado
De Bic Laranja a 8 de Setembro de 2011
O Kindle de 6". (Entretanto comprei um iPad2 que é maior. Na aplicação do Kindle para iPad lêem-se muito bem as edições do Kindle , mas cansa mais por causa do brilho.) Várias menções a livros que tenho escritas desde a data deste verbete dão pistas do que tenho lido. Descobri o Alberto Pimentel, que não conhecia, e é belíssimo de ler. A camiliana ficou à mão de semear. E de graça. Mas o melhor é ter gratuitamente à mão edições do séc. XIX e dos alvores do séc. XX na orthographia original dos seus autores; não vê vossemecê a maravilha que é ler Machado de Assis sem tropeçar no português estropiado dos brasileiros de hoje? Também já disso por aqui falei. E livros em modo .pdf do archivo.org que ficam ao alcance dos dedos, mesmo de desafortunados que, como eu, não herdaram nenhuma rica biblioteca.
Cumpts.

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