Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

Alberto Gonçalves, "Dizer asneiras"


(In Sábado)


Adenda muito pertinente do leitor Carlos Portugal:

 Toda esta desgraça advém de uma técnica já ensaiada no pós-abrilismo entre nós, e com origem nos Estados Unidos na década de 1950 e em época desconhecida na ex-U.R.S.S., que se designa por «programação mental» — por outras palavras «lavagem ao cérebro» — que agora se denomina «programação neurolinguística».
 Assim, logo após a desgraçada abrilada, fomos inundados por termos como «garante» (usado como substantivo: «o garante da democracia»), «repúdio» por tudo e por nada e outras aberrações do género. A finança já tinha imposto o imbecil «investimento» e o verbo «investir», de cunho claramente tauromáquico, em substituição de «aplicação» e de «aplicar», o fisco o termo «contribuinte» em vez de «espoliado» (o termo em uso implica um acto voluntário que, dadas as circunstâncias, não o é).
 Depois, veio a enxurrada de telenovelas brasileiras, cuidadosamente escolhidas, indo inicialmente das com algum interesse e léxico mais cuidado, para o lixo puro e simples, com o passar dos anos, de forma «adaptar» as pessoas à degeneração linguística.
 Agora, é o «festival» (nos Açores diz-se «folia», se não me engano) a que Alberto Gonçalves se refere. Qualquer manual de «programação neurolinguística» é claro quanto ao que se está a passar.
 O «acordo» ortográfico vem rematar exactamente esta canga que nos querem impor: como as classes mais cultas de cidadãos não engolia o lixo televisivo, comercial e financeiro, remetendo-o para a classificação de calão departamental mais ou menos bárbaro, tentam impor a programação por decreto. Mas, o mais espantoso, é que o decreto nem sequer é português, mas sim brasileiro (Decreto Legislativo no 54, de 18 de Abril de 1995), ratificado depois por «decreto» do Presidente da República Portuguesa (Decreto do Presidente da República nº 52/2008 - dizem que é para «ratificar o acordo»)! Ora, a portaria que impõe que as escolas portuguesas o apliquem, não tem força de lei, pois as ditas portarias apenas servem para regulamentar leis ou decretos-lei, e que eu saiba, um decreto presidencial (ainda falam das ditaduras) não tem essas características. Assim, a dita portaria é legalmente inválida. Para nós, cidadãos, mesmo que fosse válida, não se poderia aplicar, pois só tem acção dentro de organismos estatais, não nos podendo vincular.
 Ou seja, meu Caro, tentam programar-nos («neuroprogramar-nos») para que sejamos uns imbecilóides semi-analfabetos, a bater palmas às inanidades jorradas das cloacas da política.
 Ao pé destes trastes, o Dr. Josef Goebbels era um aprendiz...
 Há assim que lutar por todos os meios contra esta enormidade.

 Cumprimentos.

Escrito com Bic Laranja às 23:43
Verbete | comentar
21 comentários:
De Carlos Portugal a 11 de Fevereiro de 2011
Caro Bic:
Toda esta desgraça advém de uma técnica já ensaiada no pós-abrilismo entre nós,e com origem nos Estados Unidos na década de 1950 e em época desconhecida na ex-URSS, que se designa por «programação mental» - por outras palavras «lavagem ao cérebro» - que agora se denomina «programação neurolinguística».

Assim, logo após a desgraçada abrilada, fomos inundados por termos como «garante» (usado como substantivo: «o garante da democracia»), «repúdio» por tudo e por nada e outras aberrações do género. A finança já tinha imposto o imbecil «investimento» e o verbo «investir», de cunho claramente tauromático, em substituição de «aplicação» e de «aplicar», o fisco o termo «contribuinte» em vez de «espoliado» (o termo em uso implica um acto voluntário que, dadas as circunstâncias, não o é).

Depois, veio a enxurrada de telenovelas brasileiras, cuidadosamente escolhidas, indo inicialmente das com algum interesse e léxico mais cuidado, para o lixo puro e simples, com o passar dos anos, de forma «adaptar» as pessoas à degeneração linguística.

Agora, é o «festival» (nos Açores diz-se «folia», se não me engano) a que Alberto Gonçalves se refere. Qualquer manual de «programação neurolinguística é claro quanto ao que se está a passar.

O «acordo» ortográfico vem rematar exactamente esta canga que nos querem impor: como as classes mais cultas de cidadãos não engolia o lixo televisivo, comercial e financeiro, remetendo-o para a classificação de calão departamental mais ou menos bárbaro, tentam impor a programação por decreto.

Mas, o mais espantoso, é que o decreto nem sequer é português, mas sim brasileiro (Decreto Legislativo no 54, de 18 de Abril de 1995), ratificado depois por «decreto» do Presidente da República Portuguesa (Decreto do Presidente da República nº 52/2008 - dizem que é para «ratificar o acordo»)!

Ora, a portaria que impõe que as escolas portuguesas o apliquem, não tem força de lei, pois as ditas portarias apenas servem para regulamentar leis ou decretos-lei, e que eu saiba, um decreto presidencial (ainda falam das ditaduras) não tem essas características. Assim, a dita portaria é legalmente inválida. Para nós, cidadãos, mesmo que fosse válida, não se poderia aplicar, pois só tem acção dentro de organismos estatais, não nos podendo vincular.

Ou seja, meu Caro, tentam programar-nos («neuroprogramar-nos») para que sejamos uns imbecilóides semi-analfabetos, a bater palmas às inanidades jorradas das cloacas da política.

Ao pé destes trastes, o Dr, Josef Goebbels era um aprendiz...

Há assim que lutar por todos os meios contra esta enormidade.

Cumprimentos.
De Bic Laranja a 11 de Fevereiro de 2011
O seu comentário, como sempre, é assaz pertinente. Além da degeneração das mentes pela atrofia do léxico mostra como essas mentes se atascam no caos legal exponencial que geram.
Que terrível falta de génio nos assola, Jesus!
Valho-me do que diz para reforçar o verbete.
Cumpts.
De Carlos Portugal a 11 de Fevereiro de 2011
Caro Bic:
Muito obrigado pelo destaque (imerecido, aliás) que me dá. Estou deveras preocupado - como o meu Caro Amigo - com o rumo que querem dar ao que resta deste outrora Grande País. E todas estas «técnicas» malfazejas não auguram nada de bom, para nós e para os nossos filhos.
Impõe-se assim lutarmos com tudo o que as nossas forças permitam. Por nós, pelos nossos filhos, por Portugal.
Bem-haja.

Cumprimentos.
De Bic Laranja a 11 de Fevereiro de 2011
Vamo-nos batendo mas não vejo grande futuro, sabe.
Cumpts.
De Carlos Portugal a 11 de Fevereiro de 2011
Talvez haja, meu Caro, se Deus quiser... Mas por enquanto «é preciso calar», como diziam os Cavaleiros do Templo, ou seja, não darmos pistas às ratazanas...

Cumprimentos
De Paulo Cunha Porto a 11 de Fevereiro de 2011
Olha que Dois!
Só me ocorre dizer que estamos perante o bolinar da Língua, nos sentidos português e brasileiro do termo.
Abraços a Ambos
De Carlos Portugal a 11 de Fevereiro de 2011
Caro Paulo:
É com alegria que O releio!

Grande abraço.
De Bic Laranja a 11 de Fevereiro de 2011
:) Cumpts.
De Paulo Cunha Porto a 11 de Fevereiro de 2011
Bondade do Amigo Carlos, pura bondade.
Ab.
De JPG a 11 de Fevereiro de 2011
Talvez os escritos de Desmond Morris ajudem a explicar o fenómeno "dizer asneiras". Sendo a fala um mecanismo essencialmente mimético, pois é claro que toda a gente imita toda a gente; daí, por conseguinte, o facto de certas palavras ou expressões se transformarem em verdadeiras pragas. Como se em vez de perdigotos as pessoas cuspilhassem termos a granel e estes contivessem em si uma espécie de vírus infeccioso que, entrando não pelas vias respiratórias mas pelos ouvidos dos circunstantes, os infectasse de imediato.

Ao fim e ao cabo, a bem dizer, tudo (ou quase tudo) segue a máxima básica e lapidar "onde fores ter, faz como vires fazer". Neste caso, é claro, vá de trocar o verbo "fazer" pelo adequado. É o mesmo princípio, afinal, que leva - por exemplo - os condutores portugueses a, por esmagadora maioria, contornar as rotundas todos encostadinhos à direita, ligando o pisca (também à direita) a dois metros da saída. São estas, as regras de trânsito integralmente inventadas, aquelas que toda a gente cumpre com dedicação devota; quanto às outras, as do Código da Estrada, ninguém liga nenhuma porque isso é uma pindériquice.

A Gramática em particular e o bom senso em geral estão para o dito Código e a prudência assim como os quarenta "é assim" por minuto estão para a pachorra dos raros que não fazem nem uma coisa nem outra: não há.
De Carlos Portugal a 11 de Fevereiro de 2011
Exacto, Caro JPG; é esse o modo de «propagação» da «programação neurolinguística» aplicada à política, à sociologia, à publicidade, e a outras tantas coisas que se dão ar de Ciência e que de ciência pouco têm, pelo menos exacta.
Os fenómenos das «modas» utilizam o mesmo mecanismo, com mais umas «instruções subliminares» a ajudar. E a incrementar a imbecilidade do «Maria vai com as outras», como se fôssemos todos obreiros-escravos de uma colónia de formigas (estas, ao menos, ainda têm uma programação lógica da Mãe-Natureza)...

Como se o facto de muitos fazerem asneiras nos quisesse obrigar a fazê-las também...

Cumprimentos.
De Bic Laranja a 11 de Fevereiro de 2011
E isto funciona porque a humanidade está cheia de chimpanzés.
Cumpts.
De Carlos Portugal a 11 de Fevereiro de 2011
Meu Caro: Acho que isso é ofender os chimpanzés, coitados! Estes insectóides que proliferam como baratas não são muito mais do que isso. Insectos - ainda por cima nocivos à comunidade.

Cumprimentos.

De Bic Laranja a 11 de Fevereiro de 2011
Os chimpanzés não se ofendem porque assim sempre passam despercebidos nos centros comerciais. Mas insectos está mais de acordo: moscas; varejeiras.
Cumpts. :)
De Luísa a 11 de Fevereiro de 2011
Há uns anos, numa viagem de autocarro para Lisboa, fui sentada naquele banco junto ao condutor. Por vezes, eles não são boa companhia, mas aquele mostrou-se um conversador muito interessante.
COm as perguntas do costume: "o que faz da vida? Ah! Estuda português? Ah! Então tenho que ter cuidado como falo." (Como eu detesto esta coisa de pensarem que corrijo toda a gente mentalmente!!). Eu disse-lhe que não se preocupasse, pois não sou um dicionário ou uma gramática e que eu própria digo (e escrevo) os meus disparates (que costumo corrigir em seguida).
NO entanto, ele não era parvo nenhum. Sabia o que dizia e como dizia e acabou por me ensinar duas palavras. Uma que eu não conhecia e uma que eu conhecia, mas nunca usava, e que agora, com toda a certeza, não irei usar.
Espoleta e despoletar. A primeira é como que um detonador numa bomba (não sei exactamente os termos técnicos). E o verbo é, resumidamente, fazer com que uma bomba não rebente porque se retirou o detonador.
Só que por toda o lado ouvimos dizer despoletar com o sentido de iniciar, criar, desenvolver, começar, rebentar (depende do contexto e de quem fala).
Não sei quem "despoletou" isto, mas o certo é que o indivíduo responsável por tal coisa devia ser preso. Isto está tudo tão mau que até no dicionário se encontra este sentido, lado a lado com o sentido inverso!!!!!!!!!!!!!
Mas... com gente a escrever o seu prórpio nome com os acentos trocados (ainda que fosse sem eles, podíamos sempre defender-nos com um problema no teclado!!)...
De Bic Laranja a 12 de Fevereiro de 2011
Ao certo quem detonou a espoleta foi um chimpanzé da palavra. Um jornalista qualquer.
Cumpts.
De VSC a 12 de Fevereiro de 2011
Numa altura crucial de luta contra o «acordo» ortográfico este texto de A. G. é infeliz: amplifica os males do português e acaba por fazer do «acordo» uma tão mera continuação deles que seria uma espécie de redundância pouco importante.
Não acho.
Mesmo que o português estivesse moribundo - que não está - ou mesmo morto, o «acordo» deveria ser sempre combatido como um golpe num moribundo ou um insulto a um cadáver.
Deixá-lo impor-se é que não!
De Bic Laranja a 12 de Fevereiro de 2011
Pode ter razão. Mas o aborto gráfico é um sintoma de torpor mais vasto. O idioma estará tanto mais moribundo conquanto o estejam (a lista não é minha nem o seu contexto é o mesmo, mas, de tão completa, serve cabalmente o propósito) Fernão Lopes, Gil Vicente, Bernardim Ribeiro, Sá de Miranda, António Ferreira, João de Barros, Luís de Camões, Agostinho da Cruz, Tomé de Jesus, Fernão Mendes Pinto, Heitor Pinto, Diogo do Couto, João de Lucena, Diogo Bernardes, Francisco Rodrigues Lobo, Luís de Sousa, António Vieira, Francisco Manuel de Melo, da «Arte de Furtar», Manuel Bernardes, Cruz e Silva, Correia Garção, Nicolau Tolentino, Filinto Elísio, Barbosa du Bocage, José Agostinho de Macedo, Almeida Garrett, António Feliciano de Castilho, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Rebelo da Silva, Latino Coelho, Antero de Quental, Machado de Assis, Graciliano Ramos, João de Araújo Correia e Eça de Queirós.
A cruel verdade é que quase todos estão.
Cumpts.
De VSC a 13 de Fevereiro de 2011
A opção pelo medíocre não é apenas nacional, vem do estrangeiro. Aqui encontra terreno fértil, devido ao nosso atraso e vergonhoso historial de analfabetismo. O Rei D. Carlos I lastimava que apenas um terço dos portugueses soubesse ler e alguns esforço da 1ª república - com jardins infantis, etc., não prosseguiram no Estado Novo. Em 1975 os nossos índices de leitura eram comparáveis aos de alguns países africanos e o hábito da leitura de jornais creio que ainda hoje é inferior ao marroquino.
Assim, será difícil incutir o gosto pela leitura e alguns dos nossos grandes escritores têm toda a razão em sentirem-se sós.
De Bic Laranja a 13 de Fevereiro de 2011
Sou capaz de concordar sobre a mediocridade importada encontrar aqui pasto, mas em dado passo parece estar a dizer-me que da 1ª República para 75 o analfabetismo se agravou. Duvido.
Cumpts.
De Carlos Portugal a 14 de Fevereiro de 2011
Caro VSC:
Faço minhas as palavras do Caro Bic, e acrescento que a 1ª República NADA trouxe de positivo ao País, antes o caos, a fome, a miséria e a deseducação. Ora bem, a maior parte dos Liceus (Lyceus, pois então!) de que a 1º República se gaba, já estavam construídos ou quase terminados, por ordem monárquica, de D. Carlos e de D. Manuel II, pessoas de uma cultura que arrasaria a de qualquer presidente da república, à excepção de Sidónio Pais, que era catedrático de Matemática. Voltando aos Liceus, os primeiros construídos de raiz, foram-no a partir da reforma de Passos Manuel, de 1836 (portanto muito longe da nefastíssima e carbonária república), e, por exemplo, o de Passos Manuel, em Lisboa, inaugurado em Janeiro de 1911, já tinha sido começado a construir bastantes anos antes, assim como uma série de outros (Pedro Nunes, por exemplo, inaugurado também em 1911 no actual edifício - esteve desde 1906 em diversos outros edifícios adaptados). Até os jardins-escolas João de Deus tiveram origem em 1882...

Depois da implantação sangrenta da 1ª República, com a repressão brutal da população pela guarda «pretoriana» do regime - a GNR - a educação entrou numa fase de estagnação, também por causav da extrema miséria em que o País caiu, miséria essa que levou Sidónio Pais, quando presidente, a abrir as «sopas dos pobres», também conhecidas como «sopas do Sidónio», para matar a fome a muita gente que se viu na miséria. Mas a Carbonária, republicana e laica, não lhe perdoou a demonstração do falhanço da 1ª república, e matou-o, como matou os nossos últimos 2 Reis (D. Manuel II foi envenenado ritualmente em Londres).

Mais tarde, só com as reformas de Salazar, a partir de 1935, é que se começaram a construir escolas, Liceus e novas Universidades um pouco por todo o País - escolas e Liceus esses que os bárbaros socialistas, republicanos e laicos que tomaram agora
o poder de assalto estão a destruir, numa sanha de ignorância e de ignomínia.

E lembro-lhe o que se dizia da educação básica durante a tristíssima 1ª República: «Que saudades do tempo em que a escola era risonha e franca, e a Bandeira azul e branca»... Isto diz tudo.

Cumprimentos.

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