Sexta-feira, 18 de Março de 2011

Meu idioma é de vocês!

«Metralhas milionários»,Tio Patinhas nº 257, 1986 (in Universo Disney)

 

Cá está!
 Não conhecia a palavra «idioleto». Sabeis como a li? Idiolêto... (1)
 A primeira vez que me aconteceu [o fecho de vogais protónicas (2) motivado pelo brasileiro] foi no tempo da escola primária com o Tio Patinhas, o pato mais rico do Mundo, que faturava, fa-turava, fâ-tu-rá-va que se fartava. E eu nunca tinha ouvisto uma factura sequer.

(Tio Patinhas in Universo Disney.)

 


(1) Idioleto é escrita brasileira; a forma correcta é, naturalmente, idiolecto e pronuncia-se com o 'e' aberto como facilmente o leitor perceberá pela consoante etimológica.
(2) O fenómeno de fechameneto das vogais característico do português agrava-se com a leitura da escrita brasileira e afecta inclusivamente vogais tónicas, como vemos aqui com o pouco conhecido idioleto lido dum brasileiro, e como veremos mais cedo ou mais tarde com os aberrantes diretos da R.T.P.

Escrito com Bic Laranja às 13:00
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9 comentários:
De Carlos Portugal a 18 de Março de 2011
Caro Bic:

E eu que pensava que «idiolêto» era a variedade de uma língua própria de um idiota, como os mentores do dito «acordo»! Santa ignorância a minha...

Cumprimentos
De Bic Laranja a 18 de Março de 2011
Ah! Ah! Ah! E é! E é! Idiolecto que não.
Cumpts
De Margarida a 18 de Março de 2011
O curioso foi ter lido tanto esses livrinhos e nunca ter ficado afectada pela grafia ou pela entoação; ter sempre distinguido o tom, quando chegaram as novelas, nunca ter sido necessário 'tradutor' ou ajuste.
O curioso é que por lá às vezes parecem castelhanos e nos forçam a ajustar a língua portuguesa à sua incapacidade de compreensão.
De Bic Laranja a 18 de Março de 2011
É curioso que eu também não, mas é como diz a estimada Luísa mais abaixo; cimentámos o português com outras leituras. O fâ-turar do Tio Patinhas passou a contar como factura e não houve prejuízo.
Já agora: são escoteiros ou escuteiros Mirins?
Cumpts
De Luísa a 18 de Março de 2011
Eu também li idiolêto. Fique a pensar "o que será?". Depois continuei a ler e percebi que é resultado dessa palhaçada que alguns palhaços resolveram levar adiante.
Quanto ao que a leitora diz sobre o facto de não ter o seu portuguÊs influenciado pela leitura das bandas desenhadas brasileiras... eu também não me senti influenciada pelo brasileiro dos livros e das telenovelas. Porque antes se escrevia português com decência, com brio, com rigor. Agora, com estas novas influências brasileiras, com a falta de cuidado e com a estupidez crescente de quem aparece a escrver e a falar na televisão, na rádio, nos jornais... acredito que eu vá ter certas dfificuldades em breve!!
De Bic Laranja a 18 de Março de 2011
Guarde o prontuário. Agarre-se aos dicionários. Compre livros em alfarrabistas. Desligue a R.T.P.
Declare objecção de consciência e peça asilo na Suíça.
Cumpts. :)
De Luísa a 18 de Março de 2011
Mas é isso mesmo que eu tenho feito. Tudo à base do papel, anterior a 2010...
Ou é isso ou dou um nó na cabeça com esta confusão de português, brasileiro, pseudo-pretuguês e alemão (a pontuação alemã, por exemplo, baralha-me muito a pontuação portuguesa!!).
Quanto ao "exílio"... olhe que... não é coisa que eu já não tenha pensado (principalmente depois de um noticiário, seja ele em que canal for!!)
Saudações
De Bic Laranja a 18 de Março de 2011
É mesmo asilo. Político...
Cumpts.
De tron a 20 de Março de 2011
coisa esquisita, no meu tempo de miúdo li muitos livros de BD brasileira ou escrita em Português do Brasil e não fiquei afectado (para não falar nas novelas da Globo, algumas icónicas) e veio um grupúsculo de intelectuais a dizer que o Português brasileiro era prejudicial as nossas crianças que andavam na primária e andaram a alterar as histórias todas da disney e de outros criadores cujas traduções vinham em Português Br. para Português Europeu e nas revistas disney trocaram os nomes mais ou menos brasileiros por nomes tão portugueses como "Louis" ou "Tom" "Sam" entre outras pérolas e algumas revistas científicas de terras de Vera Cruz foram sendo retiradas do mercado apesar de serem material de apoio escolar para todos os níveis de ensino e substituídas por tristes versões nacionais que não passam de traduções trasnliterais das edições espanholas ou alemãs de revistas semelhantes (Ver caso da Super Interessante)
E passados cerca de vinte de poucos anos desta reformulação na BD querem nos por de novo a falar uma espécie de brasileiro que soa mais mal do que o chamado francês colonial ou francês à Mário Soares, ora meus inimigos da república em sonoro brasileiro e para não ser reles, vão se catar

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