De João Baptista a 24 de Março de 2017
Boa tarde,
Sou um novato nestas lides da olissipografia e acompanho com muito prazer e proveito esta sua página. Prendeu-me recentemente a atenção esta fotografia do «Prédio para demolir» de 1962, identificada com o Palácio dos Senhores de Pancas.
Julguei, a princípio, tratar-se do edifício que lá se levantou depois do palácio original e antes dos que lá hoje se vêem.
Não tem sido fácil encontrar imagens deste palácio, para além daquela perspectiva lateral da famosa «Sopa de Arroios». Ainda assim, encontrei no número 85 da Revista Municipal (1960), numa sequência de imagens entre as pp. 30 e 31 (http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/RevMunicipal/N85/N85_master/N85.pdf), uma fotografia que mostra o palácio com a tal «linha geral das sacadas» de feitio antigo e o piso térreo já com uma arritmia na sequência das portas e janelas, que me parecem ser as tais «grandes transformações urbanas», de que fala Norberto de Araújo, provàvelmente resultantes da adaptação do edifício aos estabelecimentos que menciona.
Ora, na mesma fotografia consegue-se alcançar os dois corpos do edifício número 13 da Rua Pascoal de Melo (é interessante esta solução encontrada de dois corpos desnivelados, que mantém a harmonia das linhas dos telhados em ambas as ruas e cria um efeito muito diferente do que nos oferece o edifício em frente: agradável se visto da Pascoal de Melo, mas desproporcional se visto do Largo de Arroios). À vista desarmada, este número 13 parece-me ser um edifício dos finais dos anos 30 (corrija-me se estiver enganado), pelo que podemos afirmar que à década de 30, ainda lá estava o palácio, com aquele portão que dava acesso ao tal «Pátio Dias».
O «prédio para demolir» que aqui nos mostra, não pode - julgo eu... -, de modo algum, ser uma construção posterior a 1900.
Se este prédio ficava, de facto, no Largo de Arroios, e se tinha alguma relação com o palácio dos Senhores de Pancas, só poderá ser na continuação do largo, onde hoje estão os números 168 e 170, no que em tempos foram os jardins do palácio, como se pode ver na carta n.º 6 do Folque. A traça, de resto, é muito semelhante à do número 176, que ainda lá está ao lado.
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