Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Postais de Lisboa

Avenidas novíssimas: Alvalade, Av. de Roma, Areeiro...


Postais: António Passaporte: Lisboa, anos 50. Do Arquivo Fotográfico da C.M.L..


Música: Nat "King" Cole - Pretend

(Revisto em 16/VI/013)

Escrito com Bic Laranja às 06:12
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31 comentários:
De Valdemar Alves a 27 de Junho de 2007
Boa tarde
Penso que hoje faz-se uma grande confusão e a sociedade portuguesa está num dilema. Se dizemos bem destas fotos, da limpeza, etc. e tal, pensam logo que estamos a defender o homem do 28 de Maio e o seu regime. Será que não é possível as cidades estarem limpas, haver ordenamento, haver flores sem serem apanhadas e destruídas pela população? Isto não tem nada a ver com facismo ou democracia. Tem a ver com consciência cívica (ou a falta dela) do povo português que infelizmente, grassa hoje em dia. Isto é que foi o nosso falhanço. Uma coisa é certa. Antes, as cidades, vilas e aldeias eram feitas para as pessoas (com todos os defeitos e virtudes da época). Com jardins, bancos, árvores e calçada à portuguesa. Hoje, quando vejo noticias que cidade "x" vai sofrer obras de revitalização até tenho medo. Surgem praças e ruas onde domina pedra, pedra e pedra. Isto é que é a verdade e não tem nada a ver com regimes políticos. Estes serão o que o povo quiser e o nosso tem querido muito pouco. Como dizia o outro, é a vida...
Só para terminar, há meses em Sintra, uma senhora estava a arrancar pela raíz algumas plantas que estavem nas floreiras da Volta do Duche. Chamei a sua atenção para o seu acto e ela respondeu-me: "O que é que o senhor tem a ver? Isto é seu?". Enquanto nós todos não gostarmos das nossas cidades, vilas e aldeias, como gostamos da nossa casa, nunca vamos lá. E, o que é mais grave, não estamos a rectificar isso. Não tem nada a haver com regimes políticos (volto a reafirmar), mas perante o nosso falhanço actual, é natural que haja "saudades" do antigamente, pois ficaram-nos as fotografias e postais que eu tanto gosto de coleccionar. Um abraço a todos. Valdemar Alves
De Luar a 27 de Junho de 2007
Acusam o lisboeta de andar, por estes dias, muito nostálgico. Mas olhando para a ordem e o desafogo das suas «avenidas novíssimas», caro Bic Laranja, será possível andar de outro modo?
De Bic Laranja a 27 de Junho de 2007
Muito obrigado, caro confrade! // Dona T.: Conservam-se, mas a custo. Cumpts.
De T a 27 de Junho de 2007
Belas fotos sim. Ainda vi uma delas há um dia no boletim do meu ordenado a publicitar o Glorioso Arquivo Municipal. Excelente escolha de imagens senhor Bic .
Eu acho que mesmo assim e como é natural são zonas que conservam muito das características iniciais. O Lixo? Ah pois há, mas não há cantoneiro que nos valha, se todos os lisboetas não colaborarem para conservar os espaços.E pronto. Cumps.
De Je Maintiendrai a 27 de Junho de 2007
Ahhhhhhh!
(De queixo muito caído...)
Parabéns! Belíssimo!
De Bic Laranja a 26 de Junho de 2007
Folgo que lhe agradem as fotografias. Cumpts.
De José António a 26 de Junho de 2007
Acham que no tempo do Dr. António era tudo santidades ? Nunca nada se chegava a saber porque os jornais eram censurados a toda a linha. Naquele tempo só meia dúzia de burgueses tinham carro. POr isso as imagens parecem de uma terra solitária. É evidente que havia menos gente do que hoje. Os chamadops retornados aindam estavampelas Áfricas explorando os negritos. Enfim. Mas por cá nas mercearias comprava-se dez tostões de café, 150 grs de açucar e ficava-se a dever até ao fim do mês. Uma verdadeira maravilha. Alguns familiares, dividiam seis sardinhas por quatro o que os fez definhar e fugir daqui tal como mais um milhão de portugueses o fizeram. Tristes tempos. Ficaria aqui a noite inteira contando umas coisitas de tão produtivos tempos . Nao quero importunar mais com estes escritos. Mas a verdade é que a Democracia se constroi. Todos os dias e com todos nós. Se estivermos interessados, claro. Mudaram tantas coisas que as gentes de hoje que já nascem com carro à porta, computador no quarto e não sei que mais, não podem compreender. Estamos longe de vivermos TODOS BEM. Lá nas Américas dos Dólares e dos milhões também parece que não. Mas <apesar de tudo querer é poder. Queiramos. Parabéns pelas fotos magnificas. Joff
De Bic Laranja a 26 de Junho de 2007
Talvez não D. Scarlata: o Bairro de Alvalade e a Av. de Roma edificaram-se com plano e método; ali só havia quintas nos anos 40 e 50. Deve estar a referir-se ao Areeiro; por aí sim, houve bairros de lata, mas só nos anos 60 e 70. // A arquitectura eu aprecio, especialmente a do estilo "Português Suave" dos anos 40 e 50. Já os anos 60 me impressionam menos. Mas são gostos; cada um com os seus. Mas note: estes bairros do Areeiro a Alvalade têm (tiveram) uma identidade fruto dum plano e de ideias concretas sobre a cidade; representam uma epoca. Hoje só há construção especulativa, caótica, casual, abastardando a identidade de cada bairro e da cidade e da sua história. Lisboa anda destroçada pela a imundície dos cifrões e pela avidez de edis e clientes de famílias de empreiteiros e 'democratas' cheios de interesses muito particulares. Lisboa democratizou-se, foi isso. Cumpts. Scarlata.
De Scarlata a 26 de Junho de 2007
...O que nao me impede de dizer que esses prédios sao mesmo feios, alveares de cimento, arquitectura sem valor mas com ambiçoes de riqueza. Sim, nota-se a limpeza das ruas, a quantidade minima de carros e os autocarros de dois andares. Mas nao consigo esquecer o imenso barracal que ia por esses arredores e arrabaldes...
De Bic Laranja a 26 de Junho de 2007
É um bom sentimento. :) Cumpts.

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