2 comentários:
De Luísa a 12 de Agosto de 2011 às 19:25
Um professor de Teoria de Literatura para explicar o "lobby" da Arte (para mais tarde afunilar para a Literatura) aos burros dos meus colegas deu um exemplo que eu adorei. Cito de cabeça:
Professor: Ignorando o anacronismo, se o Dalí resolvesse espetar uma caneta nos jardins da Gulbenkien e assinasse por baixo, o que seria isso?
Eu: Arte, Professor.
Professor: E se fosse a mesma coisa, mas com um artista em início de carreira?
Eu: Depende, professor, precisaríamos de tempo. POderia ser que viesse a ser arte, poderia ser que viesse a ser esquecido.
Professor: Muito bem, muito bem. E se fosse a menina ou eu?
Eu: Seria considerado uma patetice. E nós seríamos chamados de malucos.
Os meus colegas ficaram a bichanar porque eu tinha dito que o professor seria chamado de maluco. Mas não atingiram que estas coisas das artes têm cada vez mais a ver com compadrio do que com qualquer capacidade artística.
E depois aparecem-me estas coisas... Será que quem catalogou isso como arte foram colegas meus?!? É que é cá uma arte ver gira-discos a rodar durante 8 horas... Nem 8 minutos (digo para ver, porque ouvir... não vejo mal nenhum em sentar e apreciar uma boa música em vinil!)
Acho que me vou dedicar a uma arte dessas... pode ser que dê dinheiro. :s

Gostei do "nhanhas", há já muito tempo que não ouvia/lia tal palavra! ;)
De Bic Laranja a 13 de Agosto de 2011 às 22:55
Pois já vê. Há cérebros (muitos) que só trabalham assim; não processam informação; ouvem qualquer cacofonia e olhe!... - reagem como que por encantamento no natural da sua estupidez inata. Aqueles na aula, em grupinho, bichanaram só. Fôra ele uma multidão e seriam capazes duma revolução desembestada. Reagem à cacofonia dos chavões e das palavras ao vento, bem lhe digo. E cacofonia é mais o que troa para aí. O «politicamente correcto» é toda uma cacofonia já sistematizada e pronta a consumir. E mentirolas avulsas, da publicidade à doutrinação particular para este ou aquele fim, é outro tanto. E eis o estado da arte. Estes jovens crentes na fé dos «criadores» (seja lá isso o que seja) são peças sendo maquinadas para a engrenagem. Os hermínios loureiros que esvoaçam sob os lustres das secretarias de estado são o resultado esperado para perpetuar a hidra: idiotas úteis fura-vidas largados ao gadanho foção do meu bolso. De vez em quando mandam-nos distribuir-me amendoins.
Cumpts. :)

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