21 comentários:
De Attenti al Gatti a 26 de Agosto de 2011 às 01:48
Fantástico! O local a tomar a aparência que mais tarde lhe conhecí. E se as casas em primeiro plano já estavam demolidas à data das minhas recordações, a silhueta daquelas outras lá no horizonte, veio-me agora à memória, tantos anos depois. Ainda andei pelas que se vêm mais à direita, mas os pormenores esvaíram-se com o tempo.

A.v.o.
De Bic Laranja a 26 de Agosto de 2011 às 12:28
Era o Casal Novo (os telhados). Dava frente para a Quinta das Olaias e estendia-se para o lado da Rua do Sol a Chelas até à Quinta Nova. Foi este Casal aterrado e coberto com a Escola António Arroio.
Cumpts.
De Attenti al Gatti a 27 de Agosto de 2011 às 22:27
Estava-me a referir às casa em plano mais alto, no horizonte, o Monte Coxo. As que se encontram em primeiro plano, à esquerda eram, afinal, o meu bem conhecido Casal Novo (1885) mas a perpectiva da foto e o carreiro que lá se vê, induziram-me em êrro, fazendo-me parecer que elas estavam situadas no lado contrário da azinhaga, onde nunca conhecí nenhuma edificação. Parabéns pela sua perspicácia, sem a qual eu continuaría enganado.
O modo como a foto foi tirada, de um ponto alto, leva a crêr que já estaria feito o aterro, iniciado no final dos anos 50 e onde, posteriormente, veio a assentar a Escola António Arroio.
A.v.o.
De Bic Laranja a 27 de Agosto de 2011 às 22:55
O lugar já estava aterrado, sim.
E notou como a Rua Larga forma como que um dique nas terras que ainda eram da quinta das Olaias? E um dique sem os muros...
Cumpts.
De Bic Laranja a 27 de Agosto de 2011 às 23:11
A remissão avariada:
http://biclaranja.blogs.sapo.pt/4597.html
Cumpts.
De [s.n.] a 26 de Agosto de 2011 às 05:56
... esta azinhaga se bem me lembro veio a fazer a ligação para a Escola Cesário Verde, e ao fundo à esquerda seria aquela que se conhecia pela quinta do Lourenço?
De Bic Laranja a 26 de Agosto de 2011 às 10:39
Sim. A embocadura deste caminho de terra veio a ser o princípio da rua dessa escola preparatória em Lusalite que diz.
Mas não coincidia essa rua com a velha Azinhaga da Picheleira que, vinda da Barão de Sabrosa passando diante do Casal Novo (as casas na base da fotografia), se prolongava na Calçada da Picheleira até Chelas.
A quinta na colina mais elevada, à esquerda, era a do Monte do Coxo.
Cumpts.
De Mário Cruz a 26 de Agosto de 2011 às 11:31
Caro Bic,
Desculpe pela impertinência, mas a foto do comício despertou-me enorme curiosidade. Já viu FAN003628 (cota antiga) do arquivo da CML?
Cumprimentos
De Bic Laranja a 26 de Agosto de 2011 às 12:16
Conheço essa. É doutro comício um mês antes que se fez nos terrenos onde hoje vegeta a sapataria Guimarães. Por acaso esqueceu-me de a pedir num lote que mandei há dias ampliar no Arquivo.
Conto de as ir publicando a retalho, como esta aqui.
Cumpts.
De Adriano Ribeiro a 28 de Agosto de 2011 às 02:42
Caros amigos
Eu não queria ser desmancha-prazeres, mas tenho a impressão que os edificios à direita nada têm a ver com a Rua Verissimo Sarmento. Eles são as traseiras da Rua João Nascimento Costa no chamado antigamente Bairro de Santa Engrácia.(construido em 1955)
Realmente a azinhaga (junto aos prédios) que se vê vai dar hoje à Escola Cesário Verde, mas na altura desembocava no chamado Jardim da Nespera e mais acima ao Páteo das àguias em frente ao Bairro da GNR.
Na elevação era a quinta do Manuel Coxo ou Manuel Réo,hoje, salvo erro, a urbanização do Bairro Portugal Novo
Terei razão?
Cumprimentos
Adriano Rui Ribeiro
De [s.n.] a 28 de Agosto de 2011 às 04:50
Os edifícios do lado direito são como diz, as traseiras da Rua João Nascimento Costa. A Rua Veríssimo Sarmento atravessa a imagem e é por onde circula o automovel, julgo ser assim Sr. Bic?
Cumpts.
De Bic Laranja a 28 de Agosto de 2011 às 11:27
Assim é. As traseiras do B.º de S. Engrácia à dir. e a Rua Veríssimo Sarmento à esq.
Certo também acerca do Monte do Coxo.
Cumpts.
De Adriano Ribeiro a 29 de Agosto de 2011 às 04:12
Caros amigos
Para nós que lá residimos na altura a Calçada da Picheleira começava mesmo junto ao Bairro da GNR. Lá para os anos cinquenta (1952) é que construiram os primeiros prédios e prolongaram a Rua Verissimo Sarmento.
Há um leitor que refere que do Casal Novo atingia-se a Rua do Sol a Chelas. Não deve ser verdade, porque do Casal Novo para se ir para a Rua do Sol a Chelas, ou se ia pela Calçada do Carrascal (passava-se pelo campo do Vitoria CL e pelas casas da Maria dos porcos e do Cunha Velho) ou então pelas Ruas Luis Monteiro e Antonio Luis Inácio. Nem do Casal Novo se conseguia ir para a Quinta da Curraleira. Havia uma entrada para a Curraleira de baixo pela Rua do Sol a Chelas, mas que nunca dava acesso à azinhaga que ligava a Rua Barão de Sabrosa à Calçada da Picheleira.
Cumprimentos
De Adriano Ribeiro a 29 de Agosto de 2011 às 08:46
Caros amigos
Reli o comentário do leitor e rectifico porque ele
nunca disse que se ia para a Rua do Sol a Chelas pelo Casal Novo. Mas fica a informação. Lembro-me que uma vez tentei atravessar a Quinta Nova para a Rua do Sol a Chelas e voltei para trás porque ouvi tiros de caçadeira de local inferior onde eu estava.
Cumprimentos
Adriano Rui Ribeiro
Nota: o Bic Laranja publicou em tempos uma reportagem sobre a "Queijoca". Já para o fim da vida dela a "Queijoca" morou em minha casa.
De Bic Laranja a 29 de Agosto de 2011 às 09:59
Nem há uma semana alguém me contou história igual sobre a Quinta Nova (quinta do Gago?). Apenas essa pessoa me contou que procurava fazer o caminho inverso; desde a Rua do Sol a caminho do Casal Novo.
Deve ter razão sobre chamar-se Calçada da Picheleira ao troço da Rua Veríssimo Sarmento entre o B.º da Guarda e a Picheleira. Esse era o nome dado nos projectos da C.M.L. ao necessário arruamento (a fazer) ligando do B.º da Calçada da Picheleira (Casal da Porciúncula ou Casal dos Ladrões) à Rua Barão de Sabrosa; isto pelos anos de 1927-36.
Sobre a Queijoca, v. «Gasosa com vinho», 26/9/2009.
Cumpts.
De Adriano Ribeiro a 29 de Agosto de 2011 às 10:56
Caro amigo
É tal e qual como diz. Nesse arruamento só havia um prédio muito antigo. Morava lá um senhor de nome João Cordeiro que era o chefe das oficinas do Antonio da Escola. Em frente fizeram depois outro prédio onde havia uma taberna famosa pelos seus petiscos e que estava sempre cheia de clientes.
As "púrrias" (pedradas) entre a malta da Picheleira e do Alto do Pina era no terreno superior agrícola da Quinta do Gago. Famosos os seus milheirais e trigais. Os nossos pombos nunca passavam fome.
A malta do Alto do Pina concentrava-se no Jardim da Nespera e os da Picheleira perto das traseiras da taberna do Zé da Cachopa na Calçada do Carrascal.
Gladiadores de meia tijela era o que éramos
Cumprimentos
Adriano Rui Ribeiro
De Attenti al Gatti a 1 de Setembro de 2011 às 03:26
Caros Bic Laranja e Adriano Ribeiro:
- Será possível acrescentar mais alguns esclarecimentos sobre o Pátio das Águias? A minha falecida mãe falou-me várias vezes sobre ele. Inclusive terá lá tido uma mestra que lhe ensinou as primeiras letras. Uma espécie de pré-escolar de antanho. Mas não sei exactamente onde ficava. Suponho que se situaria no extremo de umas varandas, que tinhm entrada na esquina da Rua Barãode Sabrosa com a Calçada da Ladeira.
Tenho idêntico problema com a Taberna do Zé da Cachopa. Ouví falar dela muitas vezes mas não sei onde era. Também ouví chamar Quinta do Vitorino às casas que se vêm à esquerda dos prédios da Rua Joâo Nascimento Costa. Bate certo? E na Quinta do Valério, alguém ouviu falar?
E o Adriano Ribeiro terá conhecído o Jaime "Cabelinho de Sêda" e o Manel "Foge-ao-Vento")? Foram conteporâneos do "Príncepe".
A revista do "Expresso" desta semana traz um trabalho intitulado "Eduardo Serra - O Único Portugês Nomeado para dois Óscares" cujo, é um filho da Picheleira, tal como ele próprio declara.
A.v.o.
De Bic Laranja a 1 de Setembro de 2011 às 23:39
Desafortunadamente nada lhe sei dizer.
Cumpts.
De Adriano Rui Ribeiro a 2 de Setembro de 2011 às 12:42
O Pateo das Águias ficava mesmo em frente ao cimo da Alameda D. Afonso Henriques. Havia um chafariz ao lado da entrada. A familia mais conhecida do Pateo das Águias eram os jornaleiros. Não me lembro dos nomes dos pais (talvez o "foge ao vento") mas conheci os irmãos todos: o Manecas, O Adelino (o Lina do juniores do Benfica)o Cabena, O Principe ( que teve um café na Rua Capitão Roby) e o Totina (meu afilhado de casamento). Outra familia conhecida eram os Chitas. Gente famosa como o Calé e o Mario Reis, excelentes jogadores de futebol. O Pesca (o Cruz do Benfica, campeão europeu) também parava no Pateo das Aguias, mas salvo erro morava na Rua do Garrido. A sede do Aguias do Alto do Pina era na taberna no prédio da Rua Barão de Sabrosa gaveto com a Alameda. O Ricardo Ferraz, treinador de boxe do Sporting também era do Pateo das Aguias, assimo como os irmãos Paz que jogaram no Belenenses.
A taberna do Zé da Cachopa ficava na Calçada do Carrascal aí para o numero 153. Dava para as traseiras da Quint Nova ou do Gago. Íamos lá aos Sabados tomar duche por cinco tostões.
Cumpromentos
Adriano Rui Ribeiro
De Bic Laranja a 2 de Setembro de 2011 às 19:05
Agora sim, já posso dizer uma coisinha. O Manecas tinha banca na Pr. do Chile, ao pé da Parreirinha. O Totina na Estephania ao pé da Tarantela - o filho estabeleceu-se por ali perto. O Príncipe era o careca da leitaria dessa rua que diz. E o mais que digo é que o Pátio das Águias era um castiço pátio alfacinha.
Grato pela informação.
De Attenti al Gatti a 5 de Setembro de 2011 às 01:34
Muito grato ao Adeiano Rui Ribeiro pela informação detalhada do Pátio das Águias. Já tinha perdido a esperança de acrescentar algo mais ao pouco que sabia sobre esse local. O nome deve-se, pelo que ouví dizer, ao par de águias que lhe decoravam a entrada. Tenho imensa mágoa que toda esta informação, bem como as novas tecnologias que a colocam ao alcance de um dedo, já venham demasiado tarde para certa pessoa.
A.v.o.

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