Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

«Vício da droga» muda de nome

 O Instituto da Droga e Toxicodependência (I.D.T.) vai mudar de nome e adoptar a designação de S.I.C.A.D. – Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos [?!!!] e Dependências.

Sol, 15/6/2011.


Aditivos e dependências.

Demência, ignorância, finis patria
Desisto.

Escrito com Bic Laranja às 21:28
Verbete | comentar
39 comentários:
De George Sand a 16 de Setembro de 2011
E os picas? Se calhar são auxiliares de estacionamente com remuneração flexível...
De tron a 16 de Setembro de 2011
os picas da CP que na linha da Azambuja raramente aparecem até a Póvoa quando se vem de Santa Apolónia pode ser chamados de auxiliares de retenção de receta pública
De Bic Laranja a 16 de Setembro de 2011
Cumpts. :)
De Bic Laranja a 16 de Setembro de 2011
São uma desgraça a somar (ou a aditar) aos torcionários da E.M.E.L. e a regentes no mundo da fantasia.
Cumpts.
De Carlos Portugal a 16 de Setembro de 2011
É a novilíngua, meu Caro Bic...

Cumprimentos.
De Bic Laranja a 16 de Setembro de 2011
Não. É o homem novo. O que não aprendeu nada, que não leu nada, que não sabe nada. Ele dita leis cosméticas sem conhecer a linguagem crendo que isso é governar. Nem lhe aflora ao bestunto que «adicto» é barbarismo inaceitável e que «adito» é estupidez manifesta. Mas não há quem lho ensine, até porque era escusado.
Cumpts.
De Carlos Portugal a 16 de Setembro de 2011
Tem toda a razão, Caro Bic. É o homem novo, de sua classificação homo imbecilus (ou mesmo maximus imbecilus, pois tem «orgulho» em o ser), por oposição ao homo sapiens... Se calhar até lhe cairia melhor o epíteto que os nazis reservavam - erradamente - a outra classe de seres humanos: «untermenschen».

O meu Caro Amigo que me perdoe o azedume, mas não tenho paciência para estes verdadeiros «sub-humanos» que se julgam o super-sumo de qualquer coisa... indizível.

Cumprimentos.
De SC a 16 de Setembro de 2011
Está certo: aditivo é o que se adita. E aditar é «acrescentar para completar», ou «causar a dita de, tornar feliz» (tudo do Priberam).
Esqueceram-se do «adicto», palavra já dicionarizada. Creio que pretenderiam escrever «comportamentos adictos», já que adicto é um adjectivo que significa dependente.
Os toxicodependentes preferem aquele termo da psiquiatria anglo-saxónica ao mais corrente usado cá.
"Adito" é que não, nem sequer pelas regras da «Ortografia Brasileira para uso dos portugueses» (Obrupta).
Em caso de mais dúvida perguntar como é que os brasileiros querem que digamos.
De Bic Laranja a 16 de Setembro de 2011
Provavelmente querem que digamos assim porque vegetam na mesma ignorância. Para tanto contribuem os dicionaristas, mormente os da internete, por cravarem nos dicionários tudo o que qualquer cavalgadura de nomeada ventile nos areópagos da moda. «Adicto», a ser dicionarizado, deveria dizer da barbaridade do seu uso e remeter imediatamente o curioso para termo em português decente.
Cumpts.
De SC a 16 de Setembro de 2011
Não considero barbarismo a integração na língua de uma palavra oriunda do latim, tão próxima dele e com um significado que encaixa bem.
A atitude de mudanças destas vem dos males que descreve, a palavra em si, que também me irritou quando a comecei a ouvir há uns anos, parece-me acertada, como quase tudo que vem de Inglaterra em relação ao mundo greco-romano.
Devo dizer que a minha legitimidade para expender o que vai é a de falante da língua.
De SC a 16 de Setembro de 2011
P.S. Fui verificar no Houaiss, que com o significado de dependente de drogas não regista adicção, mas adição. Francamente, não sei se não deveria ser antes adicção.
De Bic Laranja a 17 de Setembro de 2011
Do Latim tínhamo-la com sentido de afeição, somente. Com sentido de vício (ou dependência) é anglicismo recente e escusado. E tem de ser «adicto» com o cê audível à semelhança de «convicto», porque se assim não fosse a ortografia portuguesa já o suprimira, tal como nos casos de «afflicto» ou «Victor» em que o dito cê etimológico não era audível.
Neste caso a confusão com «adito» instala-se por via do estúpido acordo do Malaca que arrasa com as consoares etimológicas a esmo e a eito, e como se depreende do brasileiro Houaiss que consultou.
Cumpts.
De Pedro da Silva Coelho a 7 de Agosto de 2013
Em boa verdade, os comportamentos próprios de um "adicto" serão "adictícios" (palavra já dicionarizada), de tal sorte que o dito substituto haveria de haver sido baptizado, quando muito, "Serviço de Intervenção nos Comportamentos Adictícios e Dependências." Já as substâncias causadoras de dependência seriam ditas "adictivas" (palavra que ainda não encontrei nos maiores dicionários). Como médico, embora considere escusada a importação de essa acepção do lema "adicção" (e jamais "adição", independentemente do que o Houaiss haja registado) para a língua portuguesa, devo dizer que me não repugna. O que me repugna, sim, é a ignorância de esta cáfila que, não sabendo ler nem escrever, se entretém a esbardalhar a língua e a pejar a paisagem de institutos e serviços de pouca serventia.
De Bic Laranja a 7 de Agosto de 2013
Tem toda a lógica, tanto o seu argumento como o corolário.
Sucede que o tropical Houaiss nem o luso-acordismo submisso, não dão tréguas por nada e... vai de assassinar todo o grafema 'ct' que povoe o português. Isto mesmo quando Alencar usou «adicto» por «afeiçoado»/«dedicado»/«submisso», exactamente o mesmo sentido que Herculano lhe deu em Eurico e n' O Bobo.
Pois se já nestes clássicos me cheira a neologia, a sua extensão semântica actual a viciados em drogas é claramente barbarismo importado da América. Acto típico de analfabetos traduteiros muito visto em legendas dos C.S.I. e quejandos, e propagada virulentamente por aí pelo jornaleirismo vigente.
Os mesmos que depois ajudam a crismar com tais caganças serviços públicos em forma de tacho.
Cumpts.
De Blondewithaphd a 16 de Setembro de 2011
isto eles saem-se com cada uma!!
De Bic Laranja a 16 de Setembro de 2011
E sai-lhes assim. Com muita naturalidade.
Cumpts.
De JPG a 16 de Setembro de 2011
Acho bem. Acho até perfeitamente. A coisa estava antes incompreensível, horrorosa, pindérica até dizer chega.

Aliás, há que rebaptizar uma série de outras instituições de talqualmente obscuro significado. Seguindo a mesma lógica deste "Serviço Tal e Tal e Coisa nos Comportamentos Aditivos", prizemplos as Cadeias ou Penitenciárias, e assim, deviam levar todas com a designação adequada nas respectivas frontarias: a gente chegava ali ao Linhó, digamos, e lia em alto relevo "Estabelecimento Reservado a Pacientes de Comportamento Subtrativo ".

Não é mais lindo assim?
De JPG a 16 de Setembro de 2011
Certa vez recebi uma encomenda de um cliente belga que, por acaso, na altura era o meu melhor cliente. Tratava-se de traduzir uma série de entradas lexicais sistemáticas (para respostas automáticas, por exemplo); o cliente terceiro era uma instituição da UE e o ficheiro estava em Excel.

Num determinado campo (célula), onde estava "handicapped", referindo-se isto a "citizen", traduzi para "deficiente". Perdi a adjudicação e perdi o cliente. Pensei que seria talvez por ter passado de 11 para 10 caracteres mas, enfim, convenhamos que isso seria um bocadinho estúpido. Não, nada disso. A "explicação" oficial foi que deveria ter traduzido "handicapped" como "pessoa portadora de deficiência".

Em Espanha, por exemplo, é proibidíssimo dizer ou escrever "enano" (anão); tem de ser algo como "pessoa com estatura abaixo da média". Não, não estou a brincar.
De Bic Laranja a 16 de Setembro de 2011
Esses mentores do léxico único refundiram "as pessoas portadoras de deficiência auditiva" (soube recentemente) em "Surdos", mas com letra grande. Imagino que os eufemismos da treta sejam de desgate rápido. Ou será que é a bendita "inovação" como fim em si mesma?
Cumpts.
De Luísa a 16 de Setembro de 2011
Sempre o meu irmão quando era muito novinho era mais prático. Numa festa, a minha mãe comprou-lhe um balão e ele tinha que levantar o braço para o vendedor lho atar ao pulso. A minha mãe: vá, dá o braço ao senhor. O pivete: Oh mãe, não é um senhor, é um anão. A minha mãe ficou verde!! O senhor percebeu que era uma criança a falar e ignorou a coisa.
Só que erros como estes, ditos por adultos, não têm piada nenhuma. Sei de cegos que odeiam ser invisuais, de negros que não se importam de ser pretos (e vice-versa), mas odeiam ser de cor... tanto querem ser politicamente correctos que só aditam asneira sobre asneira, com um resultado a dar asneira ao quadrado e sem qualquer salvação na prova dos nove...
De JPG a 16 de Setembro de 2011
Exacto.

Estas coisas são como cuspir para o ar pelas orelhas. Os PC (politicamente correctos) são tão congénita e militantemente estúpidos que nem se apercebem de que quanto mais empastelam a realidade com o seu arsenal palavroso mais ela lhes cai em cima, com estrondo e rindo-se ao mesmo tempo deles às escâncaras.

Basta conferir, por exemplo, além dos exemplos já aqui apontados, como se designa hoje em dia uma "contínua", um cantoneiro, um "almeida" ou uma simples enfermeira. "Os mais desfavorecidos" é talvez a mais caricata, cómica, absurda, hilariante expressão PC. Mas há disso por aí a granel, é claro. Enquanto o mundo não estiver atapetado de belas expressões para designar horríveis ou, ao menos, desagradáveis coisas, esses bacanos não descansarão jamais.
De Bic Laranja a 17 de Setembro de 2011
Exactos ambos.
A linguagem alçada como obstáculo à comunicação. Lembra aqueles desastrados que onde tocam estragam.
Cumpts.
De Alves Pereira a 18 de Setembro de 2011
Caríssimo Bic:

desculpe mas , com esta parvoíce toda, criei uma sorte de anticorpos e agora é isto:
letra grande? não deveria dizer antes letra maiúscula?
desculpe o possível afrontamento, mas não é (seguramente) essa a intenção.

Com os melhores cumprimentos,
José Augusto
De Bic Laranja a 18 de Setembro de 2011
Concedamos esta agora à liberdade de estilo deste seu anfitrião.
Não há nada que desculpar.
Cumpts. :)
De Alves Pereira a 19 de Setembro de 2011
Deal! (um bocadinho de cosmopolitismo fica sempre bem, não é? eh! eh!
Cumprimentos e tal, tal, tal.
De tron a 19 de Setembro de 2011
então os árbitros de futebol que fingem que não vêem passam de cegos de m... e gatunos entre outro vernáculo para Cegos de M.... e Gatunos... é bem daquilo falamos a alemã onde todos os substantvos começam por letra maíscula
De Zephyrus a 17 de Setembro de 2011
Sinto que devo fazer algo. É necessário unir os esforços de quem ainda ama a língua portuguesa. Já estou farto dos «pacientes» (em vez de doentes) ou das adições. Ah, e o vil acordo. Basta.
De Zephyrus a 17 de Setembro de 2011
Referendo ao acordo? Seria possível? São 75 000 assinaturas, certo?
De Bic Laranja a 17 de Setembro de 2011
A I.L.C. precisa de 35.000 e ainda lá não chegámos. O referendo? Talvez lá chegássemos. Bastava o sindicato dos professores, por exemplo, arregimentar a recolha de assinaturas.
Vejo tanta gente contra mas de braços caídos...
Cumpts.
De Zephyrus a 17 de Setembro de 2011
Será que a Igreja ajudaria na recolha de assinaturas?
De JPG a 17 de Setembro de 2011
Todos os Bispos foram individualmente contactados. Dois deles responderam ("ah, e tal, agora não dá jeito, e tal e coiso"). Dos outros, nem isso.

Alguns párocos, por exemplo, promovem por si mesmos "ações" de formação.
De Bic Laranja a 17 de Setembro de 2011
O clero tem destas coisas. Um aborrecimento a menos com a República jacobina.
Cumpts.
De Zephyrus a 18 de Setembro de 2011
Eu estou disponível para recolher assinaturas.
De ILC AO a 18 de Setembro de 2011
http://ilcao.cedilha.net/?page_id=288#5

Muito obrigado!
De Bic Laranja a 18 de Setembro de 2011
Obrigado!
De cabo carvoeiro a 17 de Setembro de 2011
Nos anos 60 quando andei na escola primaria, levei muitas reguadas e puxões de orelhas e até chapadas, ou seja fui vitima de agressões , físicas e psicologicas.
Muitas dessas agressões eram o facto de eu cometer erros de ortográfica , tanto nos ditados como nas redaçoes.
A minha ideia é que, todos aqueles que sofreram as mesmas agressões e não são tão poucos como isso, façam uma queixa por danos morais, por não terem respeitado as regras de ortográfica em vigor naquele tempo, regras que hoje foram abolidas.
Portanto exige um euro de indemnização por cada reguada, levamos pancada para aprender regras que hoje aplicadas deixaram de ter valor, é a vontade do freguês , que escandalo.
Cumprimentos
Cabo carvoeiro
De Bic Laranja a 17 de Setembro de 2011
Eu indemnizo-o já. Não lhe cobro reguada pelos erros no que acabou de escrever. Ficamos saldados.
Cumpts. :)
De cabo carvoeiro a 18 de Setembro de 2011
Tenho pena, mas o meu português não é muito académico, não vivo em Portugal já há décadas , a minha cultura foi adquirida , provavelmente 90% aqui, embora tenhamos o mesmo problema com a cultura, as instituições locais protegem o património , contra as invasões do pronto-a-pensar, não é fácil , mas não tanto como em Portugal .
Cabo Carvoeiro
De Bic Laranja a 18 de Setembro de 2011
Afinal sempre lhe cobrei. Peço-lhe desculpa da indelicadeza. Agora sim - espero - estamos saldados.
E tem razão sobre devermos ser indemnizados pelos maus tratos pedagógicos sofridos pois que, no fim, nos fazem uma destas.
Obrigado pelo seu interesse.
Cumpts.

Comentar

Junho 2020

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

Visitante


Contador

Selo de garantia

pesquisar

Ligações

Adamastor (O)
Apartado 53
Arquivo Digital 7cv
Bic Cristal
Blog[o] de Cheiros
Carmo e a Trindade (O)
Chove
Cidade Surpreendente (A)
Corta-Fitas(pub)
Delito de Opinião
Dragoscópio
Eléctricos
Espectador Portuguez (O)
Estado Sentido
Eternas Saudades do Futuro
Fadocravo
Firefox contra o Acordo Ortográfico
H Gasolim Ultramarino
Ilustração Portuguesa
Lisboa
Lisboa de Antigamente
Lisboa Desaparecida
Menina Marota
Mercado de Bem-Fica
Meu Bazar de Ideias
Paixão por Lisboa
Pena e Espada(pub)
Perspectivas(pub)
Pombalinho
Porta da Loja
Porto e não só (Do)
Portugal em Postais Antigos(pub)
Retalhos de Bem-Fica
Restos de Colecção
Rio das Maçãs(pub)
Ruas de Lisboa com Alguma História
Ruinarte(pub)
Santa Nostalgia
Terra das Vacas (Na)
Tradicionalista (O)
Ultramar

arquivo

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

____