De Operático a 21 de Setembro de 2011
Realço a insensibilidade que manifesta ao comentário de uma professora que em termos muito claros lhe diz que os professores pouco ou nada podem fazer quando os conselhos directivos decidem pela escola como um todo e como tal não lhes resta outra alternativa que não seja a de obedecer.O seu discurso evidencia uma dureza que me leva a pensar que está numa posição tremendamente confortável em termos de poder expressar opiniões e agir em rigorosa conformidade, por muito que essas opiniões vão em sentido contrário ao que as autoridades / responsáveis etc. tenham estipulado. Por certo compreenderá que quer a professora quer tanta gente por esse Portugal fora não goza de graus de liberdade iguais ou parecidos aos seus e como tal por muito que não queiram, tem que pactuar com situações muitas vezes ingratas.Mas a vida é assim mesmo.
De Bic Laranja a 21 de Setembro de 2011
O meu discurso cada um o pode fazer com a convicção com que o eu faço. Desde que a tenha, bem entendido. Mas vossemecê toca no ponto; falar é fácil. E exortar as pessoas para que ajam e não falem só, qualquer um o pode fazer, até os professores. À professora apenas se pode cobrar, sendo ela contra, que assine a proposta de lei para revogação da ignominiosa grafia. E que veicule persistentemente a contrariedade dos pais em relação a... E que lhe dê voz. E que persista na legitimidade do português até 2016, que é o período legal da moratória. E que faça a guerrilha possível. Porque é contra. Porque é livre de ser contra. Tal como eu.
Quanto ao meu conforto, que sabe vossemecê?
Cumpts.
De Operático a 22 de Setembro de 2011
De facto não sei nada do seu conforto mas posso calcular que ele é total quanto a este e provavelmente a muitos outros temas. Mas ainda bem para si que assim o é, mas acho que continua a não compreender (e não terá seguramente que conviver) com a angústia de quem sendo contra este acordo (não só esta professora mas seguramente muitas outras e outros professores), tem responsabilidade no ensino dos seus alunos e na preparação dos mesmos para as provas e exames que até ver, serão feitos de acordo com o estipulado no acordo ortográfico (para já não falar na questão óbvia da avaliação dos professores que é um dado que me parece que não está a levar em devida consideração).
É portanto muito fácil falar e dizer as coisas que diz porque insisto,nesta questão do acordo ortográfico, acho que não consegue de todo valorizar os problemas com que a classe dos professores se debate (não será seguramente um deles, digo eu) e age como uma qualquer pessoa para a qual o acordo é algo que nunca devia ter sido assinado.
Cumprimentos
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