De Mário Cruz a 27 de Setembro de 2011
O Império quando era cinema e não templo de seita. Por cima houve, naqueles tempos, uma segunda sala, o Estúdio. As grandes salas de cinema que Lisboa perdeu. Ir ao cinema era outra coisa...
De cb a 27 de Setembro de 2011
É verdade. Quando ir ao cinema não era sómente assistir à projecção de um filme.
Ás vezes começava com um bife à café cá em baixo, depois subia-se para a sessão das 21,30 horas (incluia a bica, conversa e encontros ocasionais no "foyer"), a seguir uma descida à Portugália para umas imperiais e já de madrugada rematava-se com um prego com ovo a cavalo.
Tudo isto se calhar e se bem me lembro (salvé Dr. Nemésio) por menos de cem escudos.
De [s.n.] a 27 de Setembro de 2011
E com modos, meu caro, com modos. Sem se ficar a suportar durante todo o filme os repugnantes ruídos da manipulação e mastigação desenfreadas das pipocas, e do sorver dos restos do refrigerante. Sem se assistir no fim da sessão ao estado miserável da sala, suja até ao vómito pelos restos que a turba deixou (e que, quanto muito, merecem um vago simulacro de limpeza entre sessões). E com um mínimo de dignidade no vestuário.

"Ia-se ao cinema", com uma réstia de respeito pelos outros. E pelo momento em si. Era um ritual bem-vindo e respeitado como tal.

Agora...

Saudações,
Costa
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