Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011

Mota do padeiro, Av. dos Estados Unidos da América, 1960-69
Artur Pastor, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
De Bic Laranja a 30 de Setembro de 2011
Na época da edificação destes já a pressão imobiliária se instalara. Mesmo assim ainda não espremiam os terrenos com betão de mais de dez andares produzindo arruamentos de escala ridícula e becos atulhados de carros a que pomposamente chamam pracetas, como fazem agora.
Cumpts.
De [s.n.] a 3 de Outubro de 2011
E também não existia a psicose dos edifícios à la Texas, ou seja de fachadas em vidro de alto a baixo...
Não sei como é que este tipo de construções poderá resistir a um forte vendaval ou a um tremor de terra, mesmo que de fraca magnitude (Deus nos livre de tal!).
A única coisa que, sim, sei é que são feios como a morte e inestéticos até dizer basta.
Uma vez que observo a adopção cada vez em maior número deste "estilo arquitectónico"(?) (substituindo verdadeiras obras d'arte criminosamente destruídas, como, p.ex., em Lisboa, vários prémios Valmôr, mas não só) por todas as cidades de Portugal, tão triste ocorrência leva-me a imaginar se, por hipótese absurda, esta aberração teria tido cabimento durante o anterior regime. Tenho a certeza de que não. E quem julgar o contrário ou é ingénuo ou está mal informado. É que acontece que no anterior regime havia CLASSE não só na arquitectura como em milhentas coisas mais, exactamente o oposto do que acontece neste.
Este estilo arquitectural deixa muito a desejar. Não tem pitada de beleza ou harmonia ou elegância. Não têm ponta por onde se lhe pegue. Se estas horrorosas 'caixas de fósforos' são consideradas edifícios na verdadeira acepção da palavra... vou ali já venho.
Maria
Cuido que seja a indústria dos materiais e da construção a ditar a moda. E provavelmente nas faculdades de arquitectura não ensinam mais do que a moda.
Cumpts.
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