Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

Folclore ISO 9000

O fado agora é património da Humanidade? Dantes não era...?

A. Pimentel, «A Triste Canção do Sul», Lisboa, 1904.
(Hylario in Alberto Pimentel, A triste canção do Sul (subsídios para a história do fado), Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, 1904. Carimbo da Internete)

Escrito com Bic Laranja às 11:46
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18 comentários:
De Alves Pereira a 28 de Novembro de 2011
Para estes tipos, o rótulo é que conta; veja-se o caso de qualquer ignorante, que depois de arrastar o traseiro meia dúzia de semanas numa qualquer "escola", faz uma "redaçãozita" e... ei-lo com o 12º ano... quando não, licenciado (lisenciado?).
Cumpts
De Bic Laranja a 1 de Dezembro de 2011
Isso acontece, sim.
Cumpts.
De Alves Pereira a 28 de Novembro de 2011
O giro, giro é o facto do Fado, AGORA, ser muito "in", quando não há muito tempo, era ostracizado por toda essa corja comunistóide (veja-se o que aconteceu a Amália logo após o vinte e tal do quatro) que vilipendia tudo o que seja pátrio, mas agora, como já ér da Humanidade, não há problema.
De Luísa a 28 de Novembro de 2011
Exacto!! Agora aparecem uns, dão-lhe um "títalo" e pronto... já é coisa "em bom", que antes não era "fashion".
COnfesso que fado não é coisa que mais aprecie, mas respeito os artistas (que os há) e quem ouve e gosta.
No entanto devo também confessar que torci um pouco para que não constasse na lista de património de sei lá o quê. Eu sei que não é simpátio, mas... foi por causa dessa moda que é falar de fado como se percebesse muuuuito da coisa...
Já não podia ouvir falar na candidatura. E depois ver/ouvir gente que não percebe nada de nada... achar que sim... que o fado é isto e aquilo (seja lá o que for "isto e aquilo")... e que até têm o cd da Marisa em casa... e vão aos fados ao Bairro Alto... para depois encherem a cara e nem ferrinhos saberem tocar ou mesmo identificar no meio de outros instrumentos musicais...
De Bic Laranja a 1 de Dezembro de 2011
Fado chic.
Cumpts.
De cabo-carvoeiro a 28 de Novembro de 2011
Aqui há uns anos era chique em Londres, Inglaterra , ver desafios de futebol nos bares "PUB", tinham inventado um conceito ou seja um rótulo , uma nova moda, ver televisão num bar. Extraordinario não é! quando era puto nos anos 60, quando o Benfica jogava nas competições europeias, eram os cafés cheios, só que não vinha ninguém de fora ver um jogo num café ou taberna de Lisboa, outros tempos, hoje é tudo mais evoluido.
De Bic Laranja a 1 de Dezembro de 2011
Mentes evoluídas. Foram as mentes que evoluíram. Não é maravilhosa cousa de ver?!... Cumpts.
De Daniel João Santos a 28 de Novembro de 2011
e muito bem.
De Bic Laranja a 1 de Dezembro de 2011
E muito bem?
Cumpts.
De zedatarada a 29 de Novembro de 2011
Hoje o que falta é vergonha na cara.Há um sujeito que hoje escreve letras para fados que por alturas da abrilada escrevia:
o faducho choradinho
de tabernas e salões
semeia só desalentos
misticismos e ilusões
canto mole em letra dura
nunca fez revoluções
De Bic Laranja a 1 de Dezembro de 2011
Pois falta. É um conceito que se extinguiu com a honra e a pátria.
Cumpts.
De [s.n.] a 30 de Novembro de 2011
A esquerda reinante, durante décadas, vilipendiou, difamou, ostracizou e um extensíssimo etc., o fado, por este ser uma canção do povo e para o povo, mas, pecado imperdoável, tinha a marca d'água e a benção do regime "faxista" e isso era inadmissível, tinha de ser eliminado nem que fosse à custa de o considerar um crime de alta traição à 'excelsa democracia', sendo esta "a maior conquista da humanidade"...
E é então que, pelos donos da democracia, começa um ataque cerrado ao fado, com humilhações das mais reles a tudo e todos que a ele estivessem de algum modo ligados ou que o interpretassem.

O que estes hipócritas desprovidos de um átomo de vergonha, fizeram à Amália não tem perdão. Por mais que só desde há poucos anos finjam que respeitam o fado, a verdade é que, embora continuando a odiá-lo vìsceralmente, chegaram à conclusão de que esta é uma manifestação de carácter popular que se confunde com a alma do próprio povo e que, para sua eterna raiva, este nunca deixou de o acarinhar. Mas é óbvio que isto aconteceu porque não só não o conseguiram erradicar da face da terra mas também porque alguns - um? dois? - dos seus 'camaradas' viviam justamente da profissão e, como é sabido, eles protegem-se uns aos outros com unhas e dentes ainda que muitos sejam obrigados a mudar de casaca consoante o lado para que sopram os ventos...

Os javardos (não têm outra classificação) que trataram o fado abaixo de cão são exactamente os mesmos que desde há alguns anos resolveram 'elevá-lo' aos píncaros (se não os podes vencer junta-te a eles).
Vai daí e após décadas de classificarem todos os fadistas (com a excepção dos camaradas-fadistas, que são sempre protegidos) e o próprio género de canção, como desprezíveis, reaccionários, "faxistas", anti-progressistas, etc., desataram com a maior desfaçatez do mundo a designar o fado como uma canção altamente representativa do sentir do 'nosso' povo que deve ser protegida, valorizada, incentivada e cantada, cá dentro e lá fora, como exemplo da genuìnidade 'da alma portuguesa'...

E é assim que chegamos a esse troca-tintas Carlos do Carmo, sem a mínima vergonha no focinho, o exemplo acabado do maior farsante travestido de grande admirador dos fadistas e até de cançonetistas do 'antigamente'..., depois de os ter ultrajado durante anos por cantarem "uma canção fascista" por excelência, sendo ele próprio um interprete desse género musical e dele vivendo por não saber fazer mais nada na vida! Género que no entanto lhe deu fama e dinheiro a rodos, que nunca recusou... antes aceitou, atencioso, venerador e obrigado. Depois, bem depois veio o ostracismo a que foi votado - e bem - pelos portugueses, obrigando-se durante anos a ir vender o fado pela estranja comunista e exclusivamente nessa, já que nem os portugueses nem os emigrantes espalhados pelo mundo o suportavam e muito menos os empresários o contratavam. Anos depois, para sobreviver na sua terra, não teve outro remédio senão virar a casaca e vai daí resolve começar uma campanha hipócrita a favor do fado e de todos os ex-colegas fadistas de direita, os tais malditos que segundo ele estavam mancomunados com o "faxismo"... Realmente são precisas toneladas de lata!
Este espécime faz por esquecer o que ele e outros da sua igualha fizeram sofrer a pobre Amália, atirando-lhe à cara as maiores mentiras e as piores difamações. Ultrajes que não se desejam ao nosso pior inimigo.

Descaramento nunca lhe faltou e desde há largos anos, por puro oportunismo (o dinheiro não conhece regimes) aparece como grande defensor do fado tecendo-lhe os maiores elogios. E aos colegas "faxistas" de então, de quem hoje se finge admirador, convida-os para os seus espectáculos...

A grande e maravilhosa Amália nunca foi fascista e, ao contrário dele e doutros, nunca conspirou contra a Pátria. Amália foi polìticamente neutra, embora simpatizante do regime, mas como pessoa de bem que era ficou-lhe eternamente agradecida porque lhe permitiu atingir o elevado estatuto que por direito próprio lhe pertencia e que nunca se permitiu recusar. Foi este terrível "crime" que os anti-fascistas jamais lhe perdoaram.

Não importa. O seu nome permanecerá eternamente no coração dos portugueses, enquanto que os dos traidores serão ignorados para sempre.
Maria
De Alves Pereira a 30 de Novembro de 2011
Grande Maria :)!!!
Que nunca a energia lhe feneça... só se perdem as que caem no chão... mas lá que isto é vomitante , lá isso é.
Cumpt
De Bic Laranja a 1 de Dezembro de 2011

:) Cumpts.
De [s.n.] a 1 de Dezembro de 2011
Outra para si e outra ainda para o leitor Alves Pereira, com os meus sentidos agradecimentos a ambos.
Maria
De tron a 30 de Novembro de 2011
antes o fado era música de bébados, estava ligada ao antigo regime, era símbolo dos 3 F's mas afinal agora já é válido e um gajo que queira ouvir o relato da bola apanha sempre com uma overdose de fado.
Mas vendo bem estamos no caminho dos F's, Futebol: Mais uma presença num europeu e os emblemas nacionais fazem boa figura nas taças europeias; Fátima o Papa que mais defendeu o santuário já foi beatificado e os 3 videntes já o foram; Fado que agora é património da humanidade. e depois dizem que portugal muda e eu pergunto: aonde ?
Já agora ponham para património os pasteis de Belém ou os rissóis da pastelaria da baixa Casa Chinesa entre outras coisas boas da gastronomia nacional
De Bic Laranja a 1 de Dezembro de 2011
Já se colam à dieta mediterrânea, não é verdade? Nunca de Portugal se viu o Mediterrâneo. Salvo na conquista de Ceuta, talvez...
Cumpts.
De tron a 1 de Dezembro de 2011
Ao que me lembro a chamdada "dieta mediterrânca" foi uma treta inventada pelos fabricantes daquela imitação de pão de forma que dá pelo nome de panrico colavam nos seus pacotes e além destes, todos os seus fabricantes como Bimbo e restante concorrência, tal dieta nunca existu porque os italianos comem duma forma, os marroquinos de outra, gregos ainda mais diferente e pelo que sei portugal a única coisa que tem de mediterrânico é o clima porque o geógrafo português Orlando Ribeiro nos seus estudos classificou o clima de mediterrânico, não só o nosso bem como todos países que rodeiam o dito mare nostrum romano por uma pequeno grande detalhe, a existência de oliveiras; se em termos gastronómcos falassem nos enchidos ou algo semelhante era diferente, agora dieta mediterrânica foi um golpe de publicidade que os iluminados do estado aproveitaram e ao mesmo tempo se querem tornar ainda mais colónia da espanha

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