Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

Folclore ISO 9000

O fado agora é património da Humanidade? Dantes não era...?

A. Pimentel, «A Triste Canção do Sul», Lisboa, 1904.
(Hylario in Alberto Pimentel, A triste canção do Sul (subsídios para a história do fado), Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, 1904. Carimbo da Internete)

Escrito com Bic Laranja às 11:46
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18 comentários:
De [s.n.] a 30 de Novembro de 2011
A esquerda reinante, durante décadas, vilipendiou, difamou, ostracizou e um extensíssimo etc., o fado, por este ser uma canção do povo e para o povo, mas, pecado imperdoável, tinha a marca d'água e a benção do regime "faxista" e isso era inadmissível, tinha de ser eliminado nem que fosse à custa de o considerar um crime de alta traição à 'excelsa democracia', sendo esta "a maior conquista da humanidade"...
E é então que, pelos donos da democracia, começa um ataque cerrado ao fado, com humilhações das mais reles a tudo e todos que a ele estivessem de algum modo ligados ou que o interpretassem.

O que estes hipócritas desprovidos de um átomo de vergonha, fizeram à Amália não tem perdão. Por mais que só desde há poucos anos finjam que respeitam o fado, a verdade é que, embora continuando a odiá-lo vìsceralmente, chegaram à conclusão de que esta é uma manifestação de carácter popular que se confunde com a alma do próprio povo e que, para sua eterna raiva, este nunca deixou de o acarinhar. Mas é óbvio que isto aconteceu porque não só não o conseguiram erradicar da face da terra mas também porque alguns - um? dois? - dos seus 'camaradas' viviam justamente da profissão e, como é sabido, eles protegem-se uns aos outros com unhas e dentes ainda que muitos sejam obrigados a mudar de casaca consoante o lado para que sopram os ventos...

Os javardos (não têm outra classificação) que trataram o fado abaixo de cão são exactamente os mesmos que desde há alguns anos resolveram 'elevá-lo' aos píncaros (se não os podes vencer junta-te a eles).
Vai daí e após décadas de classificarem todos os fadistas (com a excepção dos camaradas-fadistas, que são sempre protegidos) e o próprio género de canção, como desprezíveis, reaccionários, "faxistas", anti-progressistas, etc., desataram com a maior desfaçatez do mundo a designar o fado como uma canção altamente representativa do sentir do 'nosso' povo que deve ser protegida, valorizada, incentivada e cantada, cá dentro e lá fora, como exemplo da genuìnidade 'da alma portuguesa'...

E é assim que chegamos a esse troca-tintas Carlos do Carmo, sem a mínima vergonha no focinho, o exemplo acabado do maior farsante travestido de grande admirador dos fadistas e até de cançonetistas do 'antigamente'..., depois de os ter ultrajado durante anos por cantarem "uma canção fascista" por excelência, sendo ele próprio um interprete desse género musical e dele vivendo por não saber fazer mais nada na vida! Género que no entanto lhe deu fama e dinheiro a rodos, que nunca recusou... antes aceitou, atencioso, venerador e obrigado. Depois, bem depois veio o ostracismo a que foi votado - e bem - pelos portugueses, obrigando-se durante anos a ir vender o fado pela estranja comunista e exclusivamente nessa, já que nem os portugueses nem os emigrantes espalhados pelo mundo o suportavam e muito menos os empresários o contratavam. Anos depois, para sobreviver na sua terra, não teve outro remédio senão virar a casaca e vai daí resolve começar uma campanha hipócrita a favor do fado e de todos os ex-colegas fadistas de direita, os tais malditos que segundo ele estavam mancomunados com o "faxismo"... Realmente são precisas toneladas de lata!
Este espécime faz por esquecer o que ele e outros da sua igualha fizeram sofrer a pobre Amália, atirando-lhe à cara as maiores mentiras e as piores difamações. Ultrajes que não se desejam ao nosso pior inimigo.

Descaramento nunca lhe faltou e desde há largos anos, por puro oportunismo (o dinheiro não conhece regimes) aparece como grande defensor do fado tecendo-lhe os maiores elogios. E aos colegas "faxistas" de então, de quem hoje se finge admirador, convida-os para os seus espectáculos...

A grande e maravilhosa Amália nunca foi fascista e, ao contrário dele e doutros, nunca conspirou contra a Pátria. Amália foi polìticamente neutra, embora simpatizante do regime, mas como pessoa de bem que era ficou-lhe eternamente agradecida porque lhe permitiu atingir o elevado estatuto que por direito próprio lhe pertencia e que nunca se permitiu recusar. Foi este terrível "crime" que os anti-fascistas jamais lhe perdoaram.

Não importa. O seu nome permanecerá eternamente no coração dos portugueses, enquanto que os dos traidores serão ignorados para sempre.
Maria
De Alves Pereira a 30 de Novembro de 2011
Grande Maria :)!!!
Que nunca a energia lhe feneça... só se perdem as que caem no chão... mas lá que isto é vomitante , lá isso é.
Cumpt
De Bic Laranja a 1 de Dezembro de 2011

:) Cumpts.
De [s.n.] a 1 de Dezembro de 2011
Outra para si e outra ainda para o leitor Alves Pereira, com os meus sentidos agradecimentos a ambos.
Maria

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