Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

Frouxel

 «D. Helena da Penha ergueu-se do seu frouxel de junco e relva, dizendo: — Vamos dar um passeio na ponte.» (Camillo Castello Branco, «Gracejos que matam», in Novellas do Minho, v. I, 2.ª ed., Lisboa, Parceria A.M. Pereira, 1903, p. 20.)
 Camilo não precisava de edredons para aconchegar o português. Nem D.ª Helena da Penha ou qualquer das suas figuras. A bem dizer nenhum português ganha com edredons em lugar de froixéis. — Seria como um mendigo melhorar de estado por ser «sem abrigo» (do bárbaro homeless).
 — Melhora?...
 Há uma diferença agora: os peralvilhos camilianos faziam deliberadamente tábua rasa ao português por vaidade atoleimada — queriam ser parisienses mesmo quando nem chegavam ao Chiado; as serigaitas e os casquilhos hodiernos (conceda-me o benévolo leitor aqui uma variação ao modismo esquerdóide d'«as portuguesas e os portugueses») nem para armar aos cucos sabem — optar pelo que vem de fora não é já opção, é necedade por óbvia necessidade de lhes nem nada disto ser ensinado; mas podiam ler o Camilo e aprender... Aprendem ao invés a crocitar «o que é nacional é bom» quando não há nada nacional que lhes penetre o bestunto. Nem para aportuguesar um título em voga.

 

Lançamento da revista «Voga» em Portugal, Lisboa, 1928 (Biblioteca de Arte da F.C.G.)Lançamento da revista Voga em Portugal, Lisboa, 1928.
Estúdio de Mário de Novaes, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

(Algo revisto às dez para as três da tarde.)  

Escrito com Bic Laranja às 12:59
Verbete | comentar
17 comentários:
De [s.n.] a 26 de Dezembro de 2011
Uma delícia! O escrito, a fotografia (que maravilha, especialmente pela data em que foi tirada) e o oportuno comentário, ácido como se impõe, inserido no próprio escrito. Tomara que os seus oportunos e sucessivos reparos relativamente ao abastardamento da língua portuguesa fossem tidos em linha de conta por quem de direito. Mas estou certa que um dia lá chegaremos. Utópico este meu desejo? Nem tanto. Mais tarde ou mais cedo tudo há-de retornar ao que já foi a norma no nosso país ainda não vão muitas décadas, inclusivé a nossa riquíssima língua. Se pensarmos que houve um interregno de sessenta anos na nossa independência após os quais acabámos por recuperá-la, uns míseros quarenta não são assim tantos. Embora e apesar de tudo contràriamente ao período filipino (que até no português deixou a sua pequena marca por influência de tantos anos de castelhano e não obstante com o tempo foi sendo abolida), segundo reza a História aquele não foi assim tão mau de suportar e no entanto teve o seu fim, enquanto que estes quase quarenta, que mais parecem oitenta, são a degradação e a humilhação totais e pesam que nem chumbo.

Todos os maus períodos da nossa História tiveram os seus dias contados. A este também chegará o seu fim na devida altura. Que todavia já tarda. Aguardemos contudo pacientemente. Deus escreve direito por linhas tortas.
Maria
De Alves Pereira a 26 de Dezembro de 2011
Cara Maria:
Como sempre, mordaz e não menos incisiva que o caro Bic … só lamento poder comungar do seu optimismo, respeitável, de resto…é que os Portugueses de 1140 e de 1640 e mesmo de 1940, não terão nada que ver com os de hoje, infelizmente…O caro Bic , disse aqui atrasado que Portugal, hoje, é tão imaterial como o fado, e, com algumas e honrosas excepções, isso é tristemente verdade; até poderá haver algures uma D. Catarina, preferindo ser rainha por um dia que escrava o resto da vida, mas quem a seguiria? Este, hoje apagado e vil povo, desde que consiga amesendar em casa do suserano, nada o fará sair desta letargia em que foi mergulhado por politiqueiros de 3ª linha que só têm no horizonte a sua manutenção no poder a qualquer – disse bem, qualquer – custo, custo esse que vamos pagar com língua de palmo.
Assim, não vejo que tal possa vir a acontecer, salvo uma verdadeira revolução que devolva Portugal (enfim, o que dele resta) aos Portugueses (e às portuguesas para fazer sorrir o Bic ) e essa só será possível se as migalhas acabarem e o desconforto (físico, entenda-se, já que moral eles não têm) seja de tal ordem que se torne insuportável e faça esta pobre grei acordar e redescobrir as qualidades que levaram os nossos Maiores à nobre gesta dos descobrimentos…mas, a verificar-se a sequência de datas, isso só será lá mais para 2040. Enfim, tenhamos Fé.
Cumpts
De Alves Pereira a 26 de Dezembro de 2011
Cara Maria:
Como sempre, mordaz e não menos incisiva que o caro Bic… só lamento poder comungar do seu optimismo, respeitável, de resto…é que os Portugueses de 1140 e de 1640 e mesmo de 1940, não terão nada que ver com os de hoje, infelizmente…O caro Bic, disse aqui atrasado que Portugal, hoje, é tão imaterial como o fado, e, com algumas e honrosas excepções, isso é tristemente verdade; até poderá haver algures uma D. Catarina, preferindo ser rainha por um dia que escrava o resto da vida, mas quem a seguiria? Este, hoje apagado e vil povo, desde que consiga amesendar em casa do suserano, nada o fará sair desta letargia em que foi mergulhado por politiqueiros de 3ª linha que só têm no horizonte a sua manutenção no poder a qualquer – disse bem, qualquer – custo, custo esse que vamos pagar com língua de palmo.
Assim, não vejo que tal possa vir a acontecer, salvo uma verdadeira revolução que devolva Portugal (enfim, o que dele resta) aos Portugueses (e às portuguesas para fazer sorrir o Bic) e essa só será possível se as migalhas acabarem e o desconforto (físico, entenda-se, já que moral eles não têm) seja de tal ordem que se torne insuportável e faça esta pobre grei acordar e redescobrir as qualidades que levaram os nossos Maiores à nobre gesta dos descobrimentos…mas, a verificar-se a sequência de datas, isso só será lá mais para 2040. Enfim, tenhamos Fé.
Cumpts
De [s.n.] a 27 de Dezembro de 2011
Peço desculpa por corrigí-lo, mas fez confusão. Foi a princesa Dª Catarina, depois Raínha de Inglaterra, que levou a folha do chá para esse país e criou o hábito de o tomar às cinco da tarde. Rotina que jamais foi abandonada, sendo desde então a bebida preferida dos ingleses da qual não abdicam nem por nada desta vida. Eu que o diga, uma habituação adquirida pelo facto de lá ter vivido.

Quem disse a frase famosa: "Mais vale ser Raínha por um dia do que Duquesa toda vida" foi Dª. Luísa de Gusmão (Guzman na sua terra d'origem, apelido aportuguesado como sempre foi a norma em Portugal relativamente a vocábulos, nomes próprios, apelidos, nomes de terras, etc., estrangeiros.
Isto até há 3 décadas, está claro. Desde então tem sido um permanente aviltamento do português mais o ridículo uso e abuso de estrangeirismos. Para quê? Primeiro - e porque traidores que são, odeiam o país e tudo o que se lhe relacione - para destruir a língua pátria; depois, para que os analfabetos funcionais que se revezam há quase quatro décadas numa estudada alternância governativa, passem despercebidos e possam ascender aos mais altos cargos da Nação sem que se lhes sejam apontados erros de linguagem. Assim, temos políticos que raramente debitam um discurso, não raro uma só frase, sem que nele sejam proferidas brutas calinadas.

Hei-de repetir o mesmo até que apareça um português íntegro e patriota no respectivo Ministério que ponha um ponto final neste inferno (para nossa tortura mental, possìvelmente só quando se der uma mudança de regime): o que se passa no nosso país com o português falado e escrito por culpa exclusiva do Estado, mais do que um escândalo é um crime de alta traição. E os crimes de alta traição, segundo todas as constituições do mundo civilizado - são punidos com prisão perpétua*, quando não com a pena de morte (Estado Unidos e não só). Isto, à falta de já não estar consignado na lei desta espécie de república em que sobrevivemos o fuzilamento** puro e simples.
Cumprimentos.
Maria

* Eles são espertos que nem corais. Ao redigirem a nova Constituição já anteviam, se a não alterassem, o destino que os esperaria caso fosse um regime autoritário de direita a assumir o controlo do país.

** Aqui, na hipótese de um contra-golpe vitorioso de uma extrema direita à moda antiga, desse destino não escapariam de certezinha absoluta.
De koenige a 27 de Dezembro de 2011
Verbete eloquente e certeiro na sintaxe e semântica, como é norma no Sr. Bic Laranja.
Já quanto à pragmática, a ambiguidade perante um passado em que seguramente se praticava melhor a língua -- mas quantos a praticavam? E para quantos? -- abre caminho a saudosismos funestos, como a Sra. Maria demonstra.
Se a estes 40 anos de trevas, o contraponto luminoso são os 50 anos que os antecederam, razões sobram para esquecer o século todo de enfiada e recomeçar do zero.
De Bic Laranja a 27 de Dezembro de 2011
Nem tudo é para todos. Mesmo o dizer coisas. No Estado Novo tinham a noção dessa realidade e não na enjeitavam. Só o rasgo de entender coisa tão simples é uma lua cheia face à cerração dos amanhãs que cantam.
O saudosismo não é funesto, muito menos nos portugueses já que é a História que nos molda e a saudade nos anima. Funesta é a tábua rasa à memória sem saber o que se quere nem para onde se vai.
Feliz 2012!
De [s.n.] a 27 de Dezembro de 2011
Comentário apagado.
De koenige a 27 de Dezembro de 2011
Bic Laranja e Maria,
Que nem tudo é para todos, mesmo o dizer coisas, continua a ser uma realidade hoje, embora por motivos e mecanismos bem diferentes. Já afirmá-lo positivamente é um acto que saúdo pela frontalidade: é dizer abertamente o que esta sociedade pratica pela calada. E é colocar-vos do outro lado da barricada sem dúvida.

Efectivamente, não faço inteira ideia das motivações que levam a tais opiniões; em vossa resposta porém me dou por mais esclarecido, e tanto menos disposto a recuar. Achais, estou supondo, que é boa ideia reprimir pela violência a divergência política (por vontade de Maria, o fuzilamento aceita-se), que é avisado restituir a censura, que é justo proibir sindicatos. Achais quiçá que é de reduzir a escolaridade, porventura para a antiga escola primária -- certamente então nossas dirigentes brilharão em actos e verbo com o fulgor que julgais perdido. Entre outras práticas e realidades desse regime político que apreciais.

A barbárie destes tempos tem raízes mais antigas do que supondes. Donde cuidado com o que desejais: arriscais ver-vos em grande concerto com o caminho do mundo nos tempos vindouros. Que fareis então dessa estética da revolta?
De Bic Laranja a 28 de Dezembro de 2011
Que pena a capacidade de análise que demonstra lhe não atalhe o deslize; a apreciação sem matizes, o estar deste ou do outro lado da barricada, já para nem referir os lugares-comuns sobre o Estado Novo em que se perde são mais de quem se cultiva com jornais baratos do que com bibliografia escolhida. Não me dou ao trabalho fácil de lhos rebater, há-de entender, nem foi o tema aqui chamado. Fica o seu desabafo e dois ou três passos de Camilo no proémio ao «Perfil do Marquez de Pombal»:
« A porção do povos que não aprende nada em livros achou nos clubs (hoje dir-se-ia TV) a educação amoldada á sua capacidade, á sua docil ignorancia [...] Industriam-no discursadores efficazes, grandes "phraseurs", umas vezes ingenuos na sua insciencia audaciosa, outras vezes fraudulentos [...] O que elles necessitam é mais larga comprehensão de Justiça, que só se adquire com esforçado trabalho de annos, menos palavrorio de clubs, e mais canceira de estudo reflexivo.»
Feliz ano novo!
De [s.n.] a 27 de Dezembro de 2011
Pela parte que me toca agradeço-lhe do fundo do coração esta sua resposta ao comentário que a antecede. Diz exactamente o que penso só que consegue traduzí-lo por palavras muitíssimo melhor do que eu alguma vez o conseguiria.

Há pessoas que não fazem a mínima ideia das motivações (muito fortes) que levam outras a emitir determinadas opiniões contraditórias com a política vigente e provàvelmente com a sua própria opinião e/ou ideologia política.
Se o soubessem verdadeiramente, repito, verdadeiramente, admirar-se-iam o bastante para recuarem ante certas coisas que pensam ou escrevem.
Maria
De koenige a 28 de Dezembro de 2011
Bic Laranja e Maria,
Que nem tudo é para todos, mesmo o dizer coisas, continua a ser uma realidade hoje, embora por motivos e mecanismos bem diferentes. Já afirmá-lo positivamente é um acto que saúdo pela frontalidade: é dizer abertamente o que esta sociedade pratica pela calada. E é colocar-vos do outro lado da barricada sem dúvida.

Efectivamente, não faço inteira ideia das motivações que levam a tais opiniões; em vossa resposta porém me dou por mais esclarecido, e tanto menos disposto a recuar. Achais, estou supondo, que é boa ideia reprimir pela violência a divergência política (por vontade de Maria, o fuzilamento aceita-se), que é avisado restituir a censura, que é justo proibir sindicatos. Achais quiçá que é de reduzir a escolaridade, porventura para a antiga escola primária -- certamente então nossas dirigentes brilharão em actos e verbo com o fulgor que julgais perdido. Entre outras práticas e realidades desse regime político que apreciais.

A barbárie destes tempos tem raízes mais antigas do que supondes. Donde cuidado com o que desejais: arriscais ver-vos em grande concerto com o caminho do mundo nos tempos vindouros. Que fareis então dessa estética da revolta?
De Bic Laranja a 28 de Dezembro de 2011
Que pena a capacidade de análise que demonstra lhe não atalhe o deslize; a apreciação sem matizes, o estar deste ou do outro lado da barricada, já para nem referir os lugares-comuns sobre o Estado Novo em que se perde são mais de quem se cultiva com jornais baratos do que com bibliografia escolhida. Não me dou ao trabalho fácil de lhos rebater, há-de entender, nem foi o tema aqui chamado. Fica o seu desabafo e dois ou três passos de Camilo no proémio ao «Perfil do Marquez de Pombal»:
« A porção do povos que não aprende nada em livros achou nos clubs (hoje dir-se-ia TV) a educação amoldada á sua capacidade, á sua docil ignorancia [...] Industriam-no discursadores efficazes, grandes "phraseurs", umas vezes ingenuos na sua insciencia audaciosa, outras vezes fraudulentos [...] O que elles necessitam é mais larga comprehensão de Justiça, que só se adquire com esforçado trabalho de annos, menos palavrorio de clubs, e mais canceira de estudo reflexivo.»
Feliz ano novo!
De [s.n.] a 29 de Dezembro de 2011
Quando falo em condenações à morte e ódio, nunca pensei em toda a minha vida vir algum dia a ser apologista de umas por um lado e albergar esse sentimento desprezível por outro. Mas sim, isso infelizmente aconteceu-me e só a partir de Novembro de 2002. Até aí acreditei totalmente nos políticos e no sistema, ingènuamente, é certo, como todos os portugueses ademais. Fiz mal. Cheguei à conclusão, para minha chocante incredulidade, que são todos mentirosos, corruptos, ladrões, traidores e criminosos e a maioria deles pedófilos.

Quando digo que com outros regimes extremistas muitos destes bandidos provàvelmente seriam fuzilados, refiro-me naturalmente a regimes de países governados com mão de ferro por tiranos africanos bem como regimes comunistas tipo o ex-soviético (no qual poderíamos agora estar submergidos não se tivessem dado certos acontecimentos que mudaram a História), o cubano ou o norte-coreano.
Vivessemos nós agora sob qualquer um destes regimes e podemos ter a certeza que os bandidos que nos deram cabo do país, do espírito e da alma, seriam presos para a vida ou em muitos casos, executados. E na minha opinião, com toda a justiça.

Que fique claro que o que eu disse anteriormente nada tem a ver com o regime de Salazar, que era um regime autoritário e não uma ditadura como os traidores apregoaram durante décadas e volta e meia ainda o fazem, contràriamente ao que vivemos que, este sim, é uma ditadura disfarçada de democracia.

Sei do que falo quando elogio o anterior regime. A minha família materna era monárquica e não simpatizava por aí além com esse regime mas não o antagonizava. O meu pai era republicano convicto e não gostava de Salazar, mas também nunca disse mal dele, porque lhe reconhecia qualidades entre as quais o patriotismo e a honestidadade, valores supremos por si igualmente partilhados. Acontece que o seu médico ortopedista durante muitos anos, era por coincidência um dos médicos particulares de Salazar. Ambos conversavam sobre política e o meu pai sabia muito do que o Estadista pensava sobre a política em geral e a do país em particular. Isso em nada melhorou a pouca simpatia que por ele nutria, mas tenho a certeza absoluta que modificou bastante para melhor a opinião que tinha sobre a sua personalidade. Essas vivências passou-as aos filhos.

Portanto nada de confusões. Salazar podia ter todos os defeitos do mundo e alguns teria, mas não mandava fuzilar prisioneiros políticos ou outros. Mas também não era preciso. No seu tempo tudo andava sobre rodas e não havia crimes a cada esquina, assaltos diários à mão armada, redes de tráfico de crianças,de mulheres e de droga e o país vivia, não uma paz pôdre como propagandeavam os traidores a explodir de inveja pelo rápido e seguro desenvolvimento que nos anos sessenta o país estava a alcançar, mas uma existência alegre, feliz, em segurança e em verdadeira paz. Éramos pobres? Pois éramos, mas ninguém morria à fome nem havia a sopa dos pobres como agora existem às dúzias pelo país fora. E mais importante do que tudo - vivíamos em SEGURANÇA, o exacto oposto do que acontece neste país desde há muito tempo. Salazar era honesto, não era corrupto, não delapidou o dinheiro e o ouro dos portugueses, era patriota e morreu pobre.

Há alguns blogos, que se contam pelos dedos de uma só mão, que eu considero excepcionais (infelizmente alguns estão semi-desactivados) e cujos escritos nos trazem alguma da alegria perdida num país completamente destroçado e sem norte, em que ela nos foi totalmente roubada. Através das suas palavras calmas e cheias de sabedoria, é transmitido aos leitores o que falta à maioria dos portugueses: bem-estar espiritual e animo para continuar. Mas mais do que tudo, fazem-nos bem à alma. E a alma, tal como o corpo, necessita de alimento.
Este blogo é indubitàvelmente um deles.
Maria
De Alves Pereira a 30 de Dezembro de 2011
Algumas perguntas:
Deduzo do seu comentário que ou é tudo para todos, ou… nada para ninguém?
Na mesma ordem de ideias, se apenas alguns falavam correctamente o Português e para eles próprios, o melhor é que ninguém o faça?
Se apenas alguns têm dinheiro para aceder à Justiça, então o melhor será acabar com os tribunais?
Se apenas alguns podem aceder aos cuidados de saúde, então o melhor será acabar com os hospitais?
Perdoar-me-á mas fez-me lembrar essa incontornável figura da política sul-americana que dava pelo nome de Evita Péron:
- “Eu não me importo que haja pobres, o que não suporto é que haja ricos”.
De facto, se a estes 40 anos de trevas, o contraponto luminoso são os 50 anos que os antecederam, razões sobram para esquecer o século todo de enfiada e recomeçar do zero.
De Alves Pereira a 27 de Dezembro de 2011
Não tem mesmo nada que pedir desculpa, eu é que tenho que lhe agradecer, que, de facto, fiz mesmo confusão…. Enfim é o Alzheimer a funcionar :)! Mas perdoar-me-á, disso estou certo.

Quanto ao resto, subscrevo inteiramente.
Cumpts
De [s.n.] a 27 de Dezembro de 2011
Mais uma vez muito agradecida pelas suas encorajadoras palavras.
Maria
De SC a 29 de Dezembro de 2011
Tantas vezes que li os Gracejos que matam e não me lembro do frouxel que devo ter tomado por uma manta vulgar!
Vou já adoptar e deixar de dizer édredon.
De Bic Laranja a 29 de Dezembro de 2011
Apprecio sabê-lo. Feliz anno novo!

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