17 comentários:
De Bic Laranja a 28 de Dezembro de 2011
Que pena a capacidade de análise que demonstra lhe não atalhe o deslize; a apreciação sem matizes, o estar deste ou do outro lado da barricada, já para nem referir os lugares-comuns sobre o Estado Novo em que se perde são mais de quem se cultiva com jornais baratos do que com bibliografia escolhida. Não me dou ao trabalho fácil de lhos rebater, há-de entender, nem foi o tema aqui chamado. Fica o seu desabafo e dois ou três passos de Camilo no proémio ao «Perfil do Marquez de Pombal»:
« A porção do povos que não aprende nada em livros achou nos clubs (hoje dir-se-ia TV) a educação amoldada á sua capacidade, á sua docil ignorancia [...] Industriam-no discursadores efficazes, grandes "phraseurs", umas vezes ingenuos na sua insciencia audaciosa, outras vezes fraudulentos [...] O que elles necessitam é mais larga comprehensão de Justiça, que só se adquire com esforçado trabalho de annos, menos palavrorio de clubs, e mais canceira de estudo reflexivo.»
Feliz ano novo!
De [s.n.] a 29 de Dezembro de 2011
Quando falo em condenações à morte e ódio, nunca pensei em toda a minha vida vir algum dia a ser apologista de umas por um lado e albergar esse sentimento desprezível por outro. Mas sim, isso infelizmente aconteceu-me e só a partir de Novembro de 2002. Até aí acreditei totalmente nos políticos e no sistema, ingènuamente, é certo, como todos os portugueses ademais. Fiz mal. Cheguei à conclusão, para minha chocante incredulidade, que são todos mentirosos, corruptos, ladrões, traidores e criminosos e a maioria deles pedófilos.

Quando digo que com outros regimes extremistas muitos destes bandidos provàvelmente seriam fuzilados, refiro-me naturalmente a regimes de países governados com mão de ferro por tiranos africanos bem como regimes comunistas tipo o ex-soviético (no qual poderíamos agora estar submergidos não se tivessem dado certos acontecimentos que mudaram a História), o cubano ou o norte-coreano.
Vivessemos nós agora sob qualquer um destes regimes e podemos ter a certeza que os bandidos que nos deram cabo do país, do espírito e da alma, seriam presos para a vida ou em muitos casos, executados. E na minha opinião, com toda a justiça.

Que fique claro que o que eu disse anteriormente nada tem a ver com o regime de Salazar, que era um regime autoritário e não uma ditadura como os traidores apregoaram durante décadas e volta e meia ainda o fazem, contràriamente ao que vivemos que, este sim, é uma ditadura disfarçada de democracia.

Sei do que falo quando elogio o anterior regime. A minha família materna era monárquica e não simpatizava por aí além com esse regime mas não o antagonizava. O meu pai era republicano convicto e não gostava de Salazar, mas também nunca disse mal dele, porque lhe reconhecia qualidades entre as quais o patriotismo e a honestidadade, valores supremos por si igualmente partilhados. Acontece que o seu médico ortopedista durante muitos anos, era por coincidência um dos médicos particulares de Salazar. Ambos conversavam sobre política e o meu pai sabia muito do que o Estadista pensava sobre a política em geral e a do país em particular. Isso em nada melhorou a pouca simpatia que por ele nutria, mas tenho a certeza absoluta que modificou bastante para melhor a opinião que tinha sobre a sua personalidade. Essas vivências passou-as aos filhos.

Portanto nada de confusões. Salazar podia ter todos os defeitos do mundo e alguns teria, mas não mandava fuzilar prisioneiros políticos ou outros. Mas também não era preciso. No seu tempo tudo andava sobre rodas e não havia crimes a cada esquina, assaltos diários à mão armada, redes de tráfico de crianças,de mulheres e de droga e o país vivia, não uma paz pôdre como propagandeavam os traidores a explodir de inveja pelo rápido e seguro desenvolvimento que nos anos sessenta o país estava a alcançar, mas uma existência alegre, feliz, em segurança e em verdadeira paz. Éramos pobres? Pois éramos, mas ninguém morria à fome nem havia a sopa dos pobres como agora existem às dúzias pelo país fora. E mais importante do que tudo - vivíamos em SEGURANÇA, o exacto oposto do que acontece neste país desde há muito tempo. Salazar era honesto, não era corrupto, não delapidou o dinheiro e o ouro dos portugueses, era patriota e morreu pobre.

Há alguns blogos, que se contam pelos dedos de uma só mão, que eu considero excepcionais (infelizmente alguns estão semi-desactivados) e cujos escritos nos trazem alguma da alegria perdida num país completamente destroçado e sem norte, em que ela nos foi totalmente roubada. Através das suas palavras calmas e cheias de sabedoria, é transmitido aos leitores o que falta à maioria dos portugueses: bem-estar espiritual e animo para continuar. Mas mais do que tudo, fazem-nos bem à alma. E a alma, tal como o corpo, necessita de alimento.
Este blogo é indubitàvelmente um deles.
Maria

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