De [s.n.] a 1 de Março de 2012
Simplesmente excelente este artigo de Francisco Miguel Valada. Com o saber e a probidade que as suas palavras conferem, outras personalidades deveriam seguir-lhe o inteligente e oportuno exemplo. Parabéns a ele.

Desde de que há cerca de 15 anos a mui opiniática e douta Edite Estrela teve o desplante de, numa televisão e em directo, dar o exemplo de como se deveria construir uma determinada frase em que entrava o verbo HAVER (em que nem sequer o problema era o Haver mas o verbo principal..., a menos que para ela o fosse) tendo em atenção o sujeito e o predicado, sai-se com esta verdadeira pérola de 'bem dizer e bem escrever': num título de um programa em que só existia o sujeito e o predicado, deveríamos dizer o sujeito no plural!!!... e o predicado no singular'!!! Já se viu ou ouviu um tão descomunal tropeção na gramática vindo da parte de uma criatura que se diz doutora e que até já escreveu livros sobre a língua (e a gramática?) portuguesa? Estes devem ser um verdadeiro primor...

É dos livros que na construção de uma proposição o sujeito tem que forçosamente concordar com o predicado, exista verbo HAVER (que não se conjuga se acompanhado pelo verbo principal da oração - este, sim, conjuga-se em todas as circunstâncias - se e quando significa EXISTIR) ou não. Isto aprendia-se nas boas gramáticas antigas com a assistência de belíssimos professores que não deixavam escapar uma.

Esta criatura - sempre com aquele pseudo sorriso irritante e forçado emprestando-lhe um falso ar maternal qual Madona de trazer por casa, mais aquele cabelo horrível (e então o tom de voz alterado e mastigado à pretensa menina-bem, não se suporta ) dá a triste imagem de um 'retrato' esborratado que mais parece ter saído do pincel de um pintor de quinta categoria - mudou de opinião em menos de um fósforo, isto em 10 anos ou por aí. Primeiro dava uma opinião abalizada sobre esta ou aquela regra gramatical ou o melhor vocábulo ou verbo a empregar e até chegou, imagine-se!, a criticar os fazedores dos primeiros computadores a chegar a Portugal cujos teclados não possuiam sinais gráficos, dizendo que era obrigatório que os colocassem... e agora, quem sabe, deve ser daquelas que propõe que abdiquemos dos ditos sinais se o Acordo assim o decretar. Eis senão quando entra em acção a pressão mediática para a adopção do aborto ortográfico e ela, como boa oportunista socialista ou vice-versa, não pode deixar escapar a vidinha regalada (e assegurada enquanto viva) de que tem usufruído ela e família, resolveu num abrir e fechar de olhos 'aderir' ao AO e para ser coerente com a sua nova postura do 'polìticamente correcto', toca de concordar com os disparates pegados em que aquele está imergido duma ponta à outra, pontapeando a torto e a direito a ortografia, a fonética e a sintaxe portuguesas. Como é bom de ver tal reviravolta tem-lhe trazido retorno e que retorno... O principal de tudo é agradar ao chefe e ao partido, o resto é de somenos.

O autor do artigo cita-a criticando e bem duas frases da sua lavra: "a ortografia é a aparência da língua" e "tal como a pele é a aparência do corpo"!!! Mas que racionalidade é esta?!? E que espécie de lógica discursiva contêm estas duas frases?!? Será que esta personagem que não despega das televisões, agora e desde há algum também de Bruxelas, está bem de saúde?
Maria
De Inspector Jaap a 1 de Março de 2012
Admirável hermenêutica, cara Maria… qualquer coisa que acrescentasse seria para estragar, pelo que subscrevo tudo na íntegra.
Só uma nota: essa gentinha baba-se a proferir barbaridades completamente idióticas e sem qualquer conteúdo, mas que lhes provocam um verdadeiro deleite; de facto trata-se apenas de (mais) uma das muitas idiossincrasias que caracterizam essa mediocridade locomovente, pelo que não se deve surpreender com dislates do tipo que mencionou:
“ a pele é a aparência do corpo” … a pobre criatura temente a Deus(???) estava a pensar certamente nas próprias fuça, pois que mais?
Cumprimentos e parabéns pelo comentário
De [s.n.] a 2 de Março de 2012
Agradeço-lhe as bonitas palavras que, acredite, desmereço.
Mas se um único leitor achar que a minha modesta contribuição pode trazer uma, ainda que ínfima, mais valia a este magnífico espaço blogosférico, então tudo quanto escreva já valerá a pena. Porque, se mais não fora, não só me deixa feliz como me faz bem à alma*.
Maria

* O autor deste espaço sabe o porquê de eu usar esta expressão e, no que à minha pessoa se refere, o seu real significado.
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