19 comentários:
De O Jansenista a 4 de Março de 2012
Pois eu ia jurar que se trata da estrada de Loures, algures entre Odivelas e a actual Calçada de Carriche. Mas não sei explicar este meu "feeling" (talvez o facto de por norma os sidecars não se afastarem muito de Lisboa).
Cumprimentos!
De Bic Laranja a 5 de Março de 2012
Um palpite mais fácil de comprovar ou infirmar que o Algarve.
Cumpts. :)
De Joe Bernard a 4 de Março de 2012
Onde é não sei, mas o motociclo com o "side-car", mais o seu condutor, de capacete de pele, é um espanto.
Ah, o pendura vai de chapéu de feltro!
Gostei.
Aliás, Joshua Benoliel foi o maior fotógrafo português do início do século passado.
O seu espólio, presumo que esteja no arquivo da Câmara Municipal de Lisboa, é o puro retrato de Portugal na transição do século 19 para o século 20!
(Curioso, não escrevi os séculos em numeração romana...)
De Bic Laranja a 5 de Março de 2012
A photographia é curiosa, também me pareceu.
Há outros photographos, mas não tão profícuos.
Cumpts. :)
De Zephyrus a 4 de Março de 2012
A árvore junto ao muro parece um sobreiro. Pela paisagem aposto que se trata da serra algarvia.
De Bic Laranja a 5 de Março de 2012
Pode ser um sobreiro, pode. Bem observado. Mas fotografia não dá para muito...
Cumpts.
De Inspector Jaap a 6 de Março de 2012
Concordo com o Zephyrus
E há ainda a carroça lá atrás… será que também as havia, com esse aspecto, na zona de Loures? É que, para mim, ela é típica e simplesmente algarvia; para finalizar, os muros que também o são.
Única nota dissonante: o arremedo de “mamarracho” a nascer lá ao fundo: seria a 1ª pedra do enterro do Algarve na voragem da ganância dos especuladores imobiliários?
Cumpts
De Bic Laranja a 10 de Março de 2012
O arremedo de mamarracho descortinado.
Cumpts. :)
De Inspector Jaap a 10 de Março de 2012
Os meus agradecimentos…
Fico feliz por ter acertado e pelo mamarracho afinal não o ser…Cumpts
De Zephyrus a 4 de Março de 2012
Já agora, aproveito e relato algo que sucedeu este passado sábado. Uma aluna de 12.º ano apresentou-me uma resposta onde utilizava a seguinte frase «por causa de haverem problemas». Cortei toda a resposta e disse-lhe que não lhe daria cotação pois o erro era muito grave. Qual não foi o meu espanto quando depois de ensinar à aluna como deveria ter conjugado o verbo haver, ela me respondeu:

- Professor, nunca me ensinaram isso! Sempre escrevi assim!

Trata-se de uma jovem de média 17 -e frequenta um dos colégios mais famosos do país.
De [s.n.] a 5 de Março de 2012
Nas televisões ouve-se proferir esse erro de palmatória quase a toda a hora. Gente com reponsabilidades políticas e sociais e até advogadas/os (num programa de Fátima Lopes, uma advogada relativamente nova, que volta e meia vai lá como convidada, pelo menos duas vezes - ouvi bem - disse-o), arquitectos, engenheiros, professores(!!!),etc. Parece que os jornalistas, com uma ou outra excepção, são quem agora tem mais cuidado em não dar pontapés na gramática, dá ideia que são a excepção à regra, vá lá, já é qualquer coisa. Lentamente embora, mas já estamos a progredir...

Mas e pensando melhor, estaremos de facto? Com a entrada em vigor do inominável Acordo, é certo e sabido que iremos regredir e de que maneira.
Maria
De Zephyrus a 5 de Março de 2012
Ainda tenho em casa os livros do ensino primário dos meus avós. E do liceu. Na antiga quarta classe, os alunos eram obrigados a saber toda a nossa gramática. E a conjugar correctamente os verbos em todos os tempos, simples e compostos. Depois, no liceu, no antigo sétimo ano, os alunos já sabiam toda a gramática francesa. Hoje temos alunos que completam o 12.º ano com média interna superior a 14 ou 15 que nada sabem da gramática da nossa língua. E sei de casos de alunos que estão no 11.º ano e que não sabem conjugar o verbo «to be». Desde que uns «iluminados» colocaram de lado a memorização, o estudo pelas obras de referência e os métodos tradicionais -as cópias diárias, por exemplo, são uma excelente técnica para aprender a escrever correctamente em qualquer língua- que temos este desastre no Ensino.
De [s.n.] a 5 de Março de 2012
Completamente d'acordo. Pois se os alunos não sabem conjugar os verbos na sua própria língua, muito menos o saberão em francês ou inglês. O que presentemente faz falta, ou melhor, desde há dezenas de anos, nos programas de português e isto desde os primeiros anos de escolaridade, é obrigarem (é o termo) os alunos a executar dezenas senão centenas de ditados, redacções e cópias, ler em voz alta textos de sua própria autoria bem como fragmentos de textos de autores de referência e, absolutamente imprescindível, voltar à memorização.
Na antiga instrução primária este tipo de ensino era obrigatório e ninguém, pais ou alunos, se queixava. Eu não posso precisar, mas durante os quatro anos da primária devo ter efectuado muitas centenas de ditados e redacções e, importantíssimo, muitas cópias que serviam sobretudo para memorizar termos mais ou menos eruditos e simultâneamente aprender a arte de bem escrever. E não me traumatizaram nem um bocadinho, antes pelo contrário. A esta excelente instrução devo não praticar erros gramaticais e/ou semânticos (ou pelo menos tento) e que bem que me sabe.
Maria
De Bic Laranja a 5 de Março de 2012
Pois! Que hei mais de vos dizer nem sei...
De Inspector Jaap a 6 de Março de 2012
de dizer, eu, também não; mas lá que se ficar a lacrimejar por dentro, lá isso...
Cumpts
De MCV a 7 de Março de 2012
Estava capaz de apostar que se trata do antigo sanatório Vasconcelos Porto, em São Brás de Alportel.
Numa fase de construção em que ainda não dispunha da galeria coberta na fachada principal.
Abraço
De Bic Laranja a 9 de Março de 2012
Parece-me uma boa sugestão. Mas parece-me que só indo ao local poderemos vir ter a certeza. pela Internete não consigo nada.
Cumpts.
De PA a 12 de Abril de 2012
É efectivamente o antigo sanatório em São Brás de Alportel. A estrada que se vê na foto ainda hoje existe, e practicamente com a mesma configuração.
De Bic Laranja a 20 de Janeiro de 2013
Grato. Ficam só por datar a fotografia.
Cumpts.

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