De Paulo Cunha Porto a 25 de Maio de 2012
Ora, Amigo Bic, tudo resulta da influência do Inglês e do Francês no nosso idioma: da forma como as coisas andam, aquele que nos desejar Bem é que nos é grato, não precisa especialmente de o estar...
Só nós, para usarmos dois verbos diferentes para o que esses sábios povos concentram apenas num! O "dois em um", por cá, cingiu-se aos detergentes que se querem com AMACIADOR. Daí os brandos costumes.

Abraço
De Costa a 25 de Maio de 2012
"Brandos costumes"? Talvez numa certa reverência, perante a "autoridade". E mesmo isso se vai perdendo.

Até porque a "autoridade" está quase (quase?) impedida de agir: ai do guarda ou agente que dispare, ou dê uma apenas merecida paulada, sobre o cidadão que se manifeste desordeiramente ou nada mais queira do que concretizar um naturalíssimo roubo, perturbação da ordem pública ou agressão. Quantas vezes não é a própria "autoridade" quem diz à vítima que o melhor é esquecer o assunto e seguir em frente, até porque o guarda ou agente não se vai "meter ao barulho" por causa do sucedido...

Ou talvez nessa patética subserviência formal que nos leva a tratar por (ou a exigir ser tratado por; ou a aceitar assim ser) "Dr." quem mais não é do que licenciado: ou seja, para aí noventa e muito por cento dos "doutores".

Tão mais patética quando as licenciaturas são, desde o não-sei-quê de Bolonha, o que se sabe. Mas muito entranhada, todos com ela convivemos, aceitamos e propalamos, e própria de um país de pelintras, sem dinheiro para mandar cantar um cego (com todo o respeito e empregue como mera expressão idiomática), mas cheio de convencimento, tomando-se tremendamente a sério: onde, por exemplo, um homem é casado não com sua mulher - e agora, de facto nem tem que o ser... - mas com a sua "esposa".

Quanto ao mais, um país onde se mata por um insulto, ou pela suspeição de traição conjugal, ou por uma zanga que não serenou, ou por tantos outros motivos não mais do que banais, não será verdadeiramente de "brandos costumes".

A menos que se chame "brando costume" ao facto de ainda não andar tudo nas ruas a partir o país. A ser isso, é de aceitar. E desejar.

Costa
De Bic Laranja a 25 de Maio de 2012
Sim. É infinda a lista dos eufemismos em voga para mascarar a realidade ou apenas para servir de penacho. E só engrossa a cada dia, quiçá por nos fazer mais finos. É essa máscara e essa fineza toda que nos vai realçando a doutorice. Isso e as universidades independentes...
Cumpts.
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