26 comentários:
De tron a 24 de Junho de 2012 às 01:47
com tanta confusão que criam ainda dizem algo assim: são X horas no fOso do continente menos uma nos Açores
De Bic Laranja a 25 de Junho de 2012 às 19:56
É uma «pussiblidade».
Cumpts.
De CSJ a 25 de Junho de 2012 às 12:25
Sim, se a escola fizer o seu trabalho e os dicionários passarem a incluir a representação fonética das palavras,que aliás já deveriam indicar.
De Bic Laranja a 25 de Junho de 2012 às 19:57
Não sei se o entendi.
Cumpts.
De [s.n.] a 26 de Junho de 2012 às 00:45
Dentro do mesmo tema, mas digamos que numa vertente paralela, permito-me deixar algumas notas de advertência sobre a (má)pronúncia de alguns vocábulos ditos e repetidos à exaustão nas televisões, pelos jornalistas, locutores, comentadores/convidados, srs. doutores, engenheiros, professores, arquitectos, ministros, etc. Os profissionais mais novos nem grande culpa têm porque a maior parte deles infelizmente já fez a sua escolarização pós-Abril, de modo que a hipótese das direcções das televisões pensarem em incluir alguns docentes nos seus quadros com a finalidade de ensinar ou corrigir lapsos linguísticos dos seus elementos, aqueles não pode de modo algum provir do Ministério da Educação, os quais, como sabemos, sendo todos muito prá-frentex (ou tratar-se-á simplesmente de oportunismo elevado à máxima potência?) adoptaram de alma e coração o AO90. Neste caso seria pior a emenda que o soneto.

Assim temos que:

JUBILEU - pronuncia-se como se fosse acentuado tònicamente na última sílaba, isto é, com o EU aberto (jubiléu) e todos os jornalistas e não só, inacreditàvelmente (ou não) dizem 'jubilêu'!;

ALCACHOFA ou ALCACHOFRA - com este sbstantivo passa-se o mesmo erro fonético do vocábulo anterior, ou seja, a penúltima sílaba lê-se como se levasse acento agudo (alcachófra) e todos os que falam nas televisões e não só, agora que aconteceram as festas de S. João, foi literalmente uma festa, todos os jornalistas de exterior (e em voz off, nas televisões) disseram e repetiram vezes sem conta, 'alcachôfra'!;

Foi assim que aprendi a pronunciar estas palavras e estou certa de que fui muito bem ensinada.

Outro assunto, mas que vem quase a dar ao mesmo:

O pianista Bernardo Sassetti caiu de uma ARRIBA numa praia do Guincho, provocando-lhe a morte. Ora bem, não houve um único dos jornalistas e locutores que reportaram o acidente, que tenha usado a palavra correcta. Todos, mas todos, repetiram vezes sem conta que o rapaz havia caído de uma falésia. Embora significando o mesmo, a forma genuìnamente "portuguesa" de designar aqueles declives enormes de rocha (outras vezes de terra petrificada, como no Algarve por ex., por isso algumas se desmoronam com o passar do tempo) nessa praia e noutras, é arriba e não falésia, que é um francesismo desnecessário. A nossa língua é riquíssima em vocabulário e há tradução para tudo, de tal sorte que os estrangeirismos, salvo as excepções inerentes à ênfase que se quer dar a uma frase ou texto, são supérfluos.

Vejamos o que, relativamente a este substantivo, nos diz o Dicionário da Língua Portuguesa, 5ª Edição, Porto Editora:

Falésia, s.f. o mesmo que arriba. É galicismo de uso reprovável. (Fr. falaise).

E há mais. Mas para já ficar-me-ia por aqui.
Maria
De Bic Laranja a 26 de Junho de 2012 às 23:30
Jubiléu?!...
Soccorro-me aqui da 1.ª ed. do Aulete (Diccionario Contemporaneo da Lingua Portugueza, 1881) e elle diz-me ju-bi-lêu. Todavia o étimo latino é Jubilœus — œ justificaria o é de aberto no dythongo?
«Alcachôfra» deve ser affectação da glândula ou virose do pennacho.
«Arriba» polo galicismo «falésia» é o mais correcto (v. aqui). No entanto falha-me aqui um termo que dizem os algarvios... — peneco eu me parece, mas não no encontro. Dizem no Algarve d' aquellas arribas como a que que se desmoronou na Maria Luísa há annos.
Cumpts.
De Bic Laranja a 26 de Junho de 2012 às 23:31
... o é de aberto no dythongo?
De [s.n.] a 27 de Junho de 2012 às 04:17
É exactamente como diz. Justamente por causa do étimo latino é que se abre o ditongo EU.
Maria

"Afectação da glândula ou virose do penacho"

AHAHAHAHAHAH
De CSJ a 26 de Junho de 2012 às 12:58
Se a escola fizer o seu trabalho e se os dicionários passarem a incluir a representação fonética das palavras,que aliás já deveriam indicar, estes problemas podem pelo menos ser resolvidos em parte. Muitos professores não se ocupam com a componente fonética da Língua e as pessoas quando têm dúvidas sobre a pronúncia não encontram respostas nos dicionários correntes.
Ler jornais e ver/ouvir televisão é actualmente uma agressão continuada. De quando em vez lá aparece uma "aberta"!
De Bic Laranja a 26 de Junho de 2012 às 22:42
Os dicionários incluirem a prosódia de «adoção», «receção» &c.? E quem vai ao dicionário por termos destes?
Quanto à escola, ele é contratar professores brasileiros para ensinar os «minino» a martelarem as sìlabazinhas todas côrréto mêmo, né?
Cumpts.
De mujahedin a 26 de Junho de 2012 às 13:46
Permitam-me ajuntar ainda outro reparo, na linha de quem comentou acima, e que é a moda de pronunciar o pretérito perfeito como se fosse presente, em verbos cuja conjugação dos tempos não só tem pronúncia como grafia, diferentes.

Assim, dizem (e escrevem também) "passamos" em vez de passámos ou "cantamos" em vez de "cantámos".
Qualquer dia, neste absurdo, começarão a escrever e a dizer "comémos" em ves de "comemos"... Já faltou mais...
De [s.n.] a 26 de Junho de 2012 às 18:59
(Fugiu-me agora mesmo um comentário pràticamente acabado. Espero que este não apareça em duplicado).

Concordo plenamente com os seus reparos.
As jornalistas Judite de Sousa, Fernanda Freitas e Fátima Campos Ferreira (pelo menos estas três; a última já vem fazendo um esforço desde há muito, honra lhe seja) têm o mau hábito de trocar os tempos Presente e Passado dos verbos como se nada fosse! Estão profundamente enganadas.
É certo que estas senhoras, crê-se, são todas originárias do Porto e/ou arredores. Sendo assim, elas falam d'acordo com o meio onde nasceram e em que fizeram a escolaridade. "É a pronúncia do Norte" (como diz a canção...). Muito bem. Ou muito mal.

As/os jornalistas têm responsabilidades perante o público espectador de como falam e o que dizem. Se querem exercer essa profissão nas várias televisões cujas sedes se encontram em Lisboa e em que, segundo reza a História, é a região (Estremadura) do país onde, no que à fonética diz respeito, se fala o português mais próximo do perfeito, então elas têm de se capacitar que não estão a empregar o português correcto perante milhões de portugueses, emigrantes e imigrantes incluídos, a maioria dos primeiros pouco instruída e os últimos a aprender a nossa língua, devendo fazer um esforço (que não é nada difícil, diga-se de passagem) para corrigir a sua oralidade.
Pronunciar o Passado de um verbo como se fosse o Presente e vice-versa..., convenhamos que é no mínimo pouco ético (independentemente da sua região d'origem) e pior se estivermos a falar de jornalistas que supostamente possuem formação superior(?).

Também se passa o mesmo com as ditas jornalistas (e outros/as) quando empregam a preposição "COM" ou a conjunção, advérbio ou substantivo "COMO": aquelas senhoras dizem e repetem contìnuamente 'CUM' e 'CUMO'... Está errado e há que corrigir essa fonética com urgência. Se não querem ou não podem ou não conseguem fazê-lo, então que cedam o lugar a outras/os jornalistas, que há muitas/os jovens e menos jovens, desesperadamente à procura de trabalho.
Maria
De Bic Laranja a 26 de Junho de 2012 às 22:53
«Cum» e «cumo» ferem (pior será «cumàquele» e «caquela»). Mas há muito que se perdeu o pudor de dizer dezôito. E todavia óito... Urgulhosamente, cuarago!
É doutra naçom. Cumpts. :)
De Bic Laranja a 26 de Junho de 2012 às 22:47
É da pronúncia nortenha. Antigamente proscrevia-se-a por purismo nacional. Agora promove-se-a pelo dito bairrista. Modas.
Cumpts.
De Maria Oliveira a 29 de Junho de 2012 às 13:45
Concordo com o que dizem, mas agora - e porque sou nortenha - irritaram-se-me as meninges pelo reparo aos erros de pronúncia (embora deteste por igual as três jornalistas referidas, que roçam a acefalia). A propósito de "sotaques" (sim, sim, os lisboetas TÊM UM sotaque!), os que não o têm habitam na zona de Coimbra, onde o português-padrão pode ser ouvido com gosto, pela sua graciosidade neutral! Então e o "lusboês" de "lusbôa"? Provas? Ouvir uma insuportável (mal a vemos, lá em casa, é "zapping" certo!) Mª João Ruela, da SIC (a 1ª que vi fazer isto em televisão mas que fez execrável escola) com os seus "canaishuecos" (por canais suecos), "áshinco", "áshéte" (por "às cinco", "às sete"), "oshpanhóis" ("os espanhóis"), "ashcolas" (por "as escolas"). O bairro social já chegou às tv's? A fala da rua não é a de milhões. Mas está tudo doido? Nisto ninguém repara? Eu já nem vejo noticiários ou oiço rádio, tal é a irritação! Agora com o AO90, essa imundície de passeio público, pronto, fica-se condenado a um certo isolamento. Ainda sobre o chamado "AO90", nestes momentos históricos, há os "colaboracionistas" e a "Resistência". Mesmo estando no ensino, resistirei (como fiz neste ano lectivo) até que me despeçam! Quanto a sotaques, lisbonenses, sem outros comentários... Ainda há dias por aí estive e a pura mania de que estão todos muito ocupados leva-os a um desespero, um receber "desgracioso", mordendo vogais a torto e a direito, numa fala mastigada, sem graciosidade, sem alegria, um enfado que só visto. Nem uns bons dias, nada...
Tenham santa paciência, mas o sotaque do sul tem tanto de empertigado (Ó shculp'lá qu'tânh'mnta pressah, ô fáxavôre! Cõnlcençah!) como os do norte (e são muitos!) têm de boçal, popularucho e "regateiro". Se pudesse escolher, claro, era a ausência de sotaque, a ponderada e elegante fala de Coimbra que, essa sim, dá cartas no que ao equilíbrio diz respeito!

As opiniões, claro, não passam disso, por tal facto, as minhas desculpas se assumo um tom arrogante. Isto do sotaques arranha-me mesmo o ouvido, que é quase canino... e sofro horrores, claro.
De Bic Laranja a 29 de Junho de 2012 às 17:35
«Mesmo estando no ensino, resistirei (como fiz neste ano lectivo) até que me despeçam!»
Não despedem. Não têm como.
Obrigado!
De Bic Laranja a 29 de Junho de 2012 às 17:43
Ah! Mas olhe que nenhum português tem sotaque. Em Portugal há pronúncias. Quem fala com sotaque são os brasileiros, já dizia o prof. Marcello Caetano
Cumpts.
De mujahedin a 30 de Junho de 2012 às 18:48
Eu concordo. A maneira lisboeta (já que não há sotaques) também pode ser uma coisa atroz de ouvir, sem dúvida. O problema de dicção que a Maria Oliveira refere é flagrante.

Mas como diz, e bem, as maneiras de falar devem ceder o lugar à pronúncia correcta sobretudo em lugares proeminentes de comunicação pública.
Especialmente - como é o caso dos tempos verbais - quando não o fazer propicia a ambiguidade desnecessária no entendimento do discurso. Pior, é mau exemplo. Quem não souber que aquela forma de falar é típica de tal província ou região, não sabe se é a forma correcta de falar ou não, e pode ser induzido em erro.

A língua e como esta é tratada será porventura, dos mais claros e límpidos reflexos da cultura e da conduta do povo que a herdou. Se isto for verdade, então o nosso caso é trágico e catastrófico. O abandalhamento não só é generalizado como deixaram de ser compreendidas lucidamente as consequências e os efeitos dessa atitude perversa.
De Bic Laranja a 19 de Julho de 2012 às 01:15
Diz muito bem sobre a pronuncia alfacinha -- é áspera e fere --, mas a barbarização prosódica descrita ultrapassa Lisboa; extravasa para os subúrbios e para as ignaras televisões e rádios. A dicção divorciou-se dos diccionários, que passaram erròneamente a dicionários (como nos egípcios e o novo «Egito») e, da perda de nexo na escrita à perda de nexo geral na linguagem é um instante. Some-lhe o efeito de bola de neve e está justificado a catástrofe da sua conclusão. O abastardamento é já sem remédio.
Cumpts.
De tron a 29 de Junho de 2012 às 21:57
caro amigo e vizinho, faço-lhe uma pergunta interessante: no caso de Aljubarrota: lê-se Aljubarr(ó)ta ou Aljubarr(ô)ta como diz o apresentador da Tv Brasileira do Estado Português, José Carlos Malato
De [s.n.] a 30 de Junho de 2012 às 03:34
Já tenho resposta para essa (oportuna) interrogação. Mas como a pergunta não me foi dirigida aguardo pela resposta do ilustre autor deste espaço. Vamos lá ver se coincide com a minha:)
Maria

Obs.: Quanto ao indescritível Malato, permito-me fazer a mesma pergunta que aqui há tempos o Joaquim Monchique lhe fez em directo no seu próprio concurso: "Gostava de saber como é que te deram um programa...".
O homem, que tem um físico de baleia, é simplesmente horrendo em tudo quanto faz: no dialogar com o público e nas perguntas aos participantes e até em espectáculos públicos, como apresentador, é uma lástima. É tão mau em tanta coisa que seria por demais fastidioso enumerá-las. E é esta caricata criatura "apresentador" de concursos! E ainda por cima acha que tem montes de piada. Faz lembrar o parvalhão do M. Luís Goucha, outro que se julga um génio à la Herman José (aliás tenta imitá-lo em tudo e então quando se põe a cantar, porque julga que tem voz de tenor..., é de fugir) É ridículo, piroso, veste-se mal que se farta, tem uma inveja indisfarçável da cultura geral da colega Cristina Ferreira, que até já foi professora - esta sim, é educada, bonita, elegante, sabe estar, sabe o que diz, tem boa dicção, não grita, tem graça e faz-lhe uma sombra que o deixa possesso... Ele tem o complexo de inferioridade (e com razão) relativamente à colega e como tal está sempre a pôr-se em bicos dos pés para sobressair mais do que ela, mas é tudo em pura perda. Também por isso passa o tempo a rebaixá-la. O cretino, que se julga muito engraçado, não percebe que ele é que fica a perder com as graçolas de péssimo gosto que lhe atira, algumas das quais a roçar o ordinário, porque recebe logo o troco a dobrar e sempre com muito mais inteligência e saber, acertando-lhe em cheio... E esta criatura de antologia, ridículo ao máximo mas a rebentar de peneiras (não sei de quê) ainda faz gala em ser homossexual! Só visto, contado ninguém acredita.

Parafraseando Bertín Osborne (uma personalidade muito conhecida em Espanha e um Senhor em toda a acepção da palavra) sobre os apresentadores dos concursos e espectáculos das TV's espanholas: "Eu não sei porque há tantos apresentadores mariquitas, eu não tenho nada contra eles mas podiam era não ser tantos".
Pois, lá é como cá e sabe-se muito bem porquê.
Maria
De Bic Laranja a 19 de Julho de 2012 às 20:34
O Malato é duma confraria qualquer donde brotam todas estas vedetas da TV...
E dos governos.
Cumpts.
De Bic Laranja a 19 de Julho de 2012 às 20:29
«Aljuba» era uma «vestimenta mourisca semelhante a um colete». Indumentaria cujo nome esqueceu; daí, pois, que toda a gente refira o lugar da batalha como que dizendo que a dita está róta e não rôta. Ora não faz sentido; afinal sabemos que as vestimentas se rompem, não se «rumpem»...
Cumpts.
De tron a 19 de Julho de 2012 às 21:37
meu amigo, muito obrigado pelo esclarecimento e assim tenho a certeza que na televisão falam um dialecto que não o português de Camões ou Eça
De Bic Laranja a 19 de Julho de 2012 às 21:38
Salvo o Malato.
Cumpts.
De tron a 19 de Julho de 2012 às 21:43
Amigo até nos canais sem ser a RTP fazem bosta semelhante do estilo: "em direto de..." em vez de "em direCto de....".
Neste ponto os brasileiros são mais correctos quando dizem " ao vivo de..."

Comentar