De [s.n.] a 5 de Agosto de 2012
Há nestas casas, moradias, andares, etc., um pormenor curioso que me espanta. Ou talvez não. Há imensos "escritos" por todo o lado. Lembro-me disto sem surpresa, apesar de tudo, porque tenho uma vaga ideia pelo que via e ouvia. Havia pessoas com possibilidade de adquirir uma moradia e não obstante viviam em andares alugados. Aliás as rendas eram acessíveis em muitos casos. Havia algumas excepções. Aqueles que se mudavam para moradias, anteriormente vivendo em andares alugados, voltando anos depois a habitar outro andar alugado. Em qualquer dos casos - e eu conheci três destes - dois dos casais vivendo em moradias mas em virtude da idade avançada a terem que se mudar para andares evitando escadarias cansativas; outro casal, com a independização dos filhos e a família reduzida a dois elementos, a não necessitar de tanto espaço para viver.

Na verdade no regime anterior havia essa facilidade extraordinária de uma família mudar de casa e de bairro a cada meia dúzia d'anos ou por aí, se tal desejasse. Inúmeras pessoas da minha família e amigos o fizeram. Depois veio este regime e foi o inferno. Os andares para alugar desapareceram. As pessoas com posses medianas ou mesmo nulas, para terem a sua casa, sobretudo jovens em princípio de vida, tiveram que a comprar sabe Deus como!, 'oferecendo' fortunas aos bancos e às imobiliárias, bem como aos políticos, advogados e intermediários com aqueles concluiados. Passados alguns anos a maioria deles foi obrigada a devolvê-las à procedência. E os que não o quiseram fazer ficaram presos a uma dívida insuportável para a vida e, gostando ou não dela, confinados à mesma residência para sempre!

Afinal o que significou tanta liberalidade para Portugal? A pobreza de parte da população; o desemprego galopante para desespero de milhares de jovens adultos e de adultos ainda relativamente jovens. Os primeiros, ao não poderem constituir família por não terem casa onde viver, obrigando-se a voltar ou a nem sequer sair de casa dos pais ou a emigrar aos muitos milhares. Os últimos, desempregados e sem hipótese de sustentar família e filhos, optando pela mesma via às centenas de milhar.

Feitas as contas o que é que este regime trouxe de tão grandioso e, segundo os aldrabrões, tão ansiado por este pobre povo? Pouco ou nada. Liberdade?!? Mas qual liberdade?!? De imprensa? De expressão? De reunião? De habitação para todos os portugueses? Estas são mentiras monstruosas - um slogan cediço por demais conhecido - a que há que pôr cobro e denunciá-las dia após dia, hora após hora, indefinidamente, enquanto durar este inferno.

O que, sim, este regime felizmente trouxe de bom foi colocar-nos perante a mais aterradora realidade. A saber: um desemprego inaudito; uma emigração como jamais se viu desde as Descobertas; uma violência e criminalidade gigantescas, desconhecidas dos portugueses até então; uma corrupção desenfreada que começa nos mais altos cargos estatais, atingindo a classe política em todos os seus patamares, percorrendo a escala social de cima a baixo e indo desembocar no mais humilde funcionário do mais insignificante departamento público e também privado. Para rematar em beleza a podridão em que nos mergulhou, ele, regime, empurrou-nos literamente para uma CEE sem termos sido tidos nem achados e pior, novamente sem a anuência do povo e já na UE pespegou-nos de chofre com uma nova moeda sem qualquer valor nominal que só nos trouxe carestia de vida e por três vezes a bancarrota. Além de encher em milhões de milhões, descaradamente roubados aos portugueses, as contas off-shore dos aldrabões que instituíram este maldito regime.

Feitas as contas eis o que a democracia nos trouxe: uma mega-corrupção como jamais existiu em Portugal; uma rede de espionagem de Estado um milhão de vezes pior do que a 'execrável' PIDE; uma censura férrea encapotada, pretendendo não o ser; outra rede, agora de pedofilia, na qual os portugueses difìcilmente podiam acreditar até lhes ser mostrada a verdade em toda a sua extensão, vergando-se com estupor perante a cruel realidade.

Depois de tantas regalias traduzidas em outras tantas desgraças, os portugueses perguntam-se dia após dia quando é que irão recuperar as longamente aguardadas paz, felicidade e alegria tão inglòriamente perdidas.
Maria
De M.Martins a 24 de Abril de 2014
1965 sai da tropa e logo de seguida dei duas vezes o salto.O terceiro consegui sair legalmente para a Alemanha,fui um daqueles que teve sorte,viagei um pouco por varios continentes e vi como a maioria dos Lusitanos viviam.Nunca tinha visto como a real verdade tinha sido escrita.Chapeau, parabens, Junius quando disse que do pão e jogos deu uma ideia a Constantino de legalisar a religião para podêr continuar a comer os camêlos;ainda 2014 anos depois eles não aprenderam.A nossa progenitura ela graças a pais que viam longe,soubèram aproveitar 46 anos depois da sua nasçensa fiz a vasectomia,e não perdi a verilidade e ele é engenheiro o que não seria possivel em Portugal.Bravo
Comentar:
De
  (moderado)
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados

(moderado)
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres




O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.