Segunda-feira, 13 de Agosto de 2012

«O Preço da Juventude»

«O Preço da Juventude» teve estreia em Portugal em 24 de Maio de 1952, dia da inauguração do Império. Esta há-
-de ser desses dias.


Cinema Império, Lisboa (H.Novais, 1952)
Cinema Império, Lisboa, [1952].
Estúdio de Horácio de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.

Escrito com Bic Laranja às 21:29
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13 comentários:
De Daniel João Santos a 13 de Agosto de 2012
Outra boa imagem.
De BIc Laranja a 13 de Agosto de 2012
Mérito de Horácio de Novais.
Cumpts.
De [s.n.] a 14 de Agosto de 2012
Meu saudoso Império. Não têm conta as vezes que, desde miúda até à idade adulta, fui àquele excelente cinema ver grandes filmes. Tudo por ali (como de resto em toda a Lisboa) era cuidado e preservado, a começar pelo próprio cinema. As suas linhas depuradas emprestavam-lhe a nobreza que possuem as construções bem projectadas e melhor construídas. Olhava-se à volta e havia impecabilidade em tudo, no alcatroado das ruas, no calcetamento dos passeios, sem esquecer o cuidado jardim da mesmíssima Alameda. Nada ali estava a mais ou a menos.

Ainda que eu não seja lá muito adepta da Art-Déco, talvez por ter visto no país este estilo arquitectónico demasiadamente reproduzido com desnecessárias simplificações nas fachadas, a verdade é que mesmo assim se o compararmos com aquele que preside aos mamarrachos sem estilo algum, construídos com materiais do mais vulgar e pela máxima barateza existentes no mercado e que por todo o Portugal proliferam desde há décadas..., entre um e outro há apenas a diferença que separa a arte tida como tal e a sua completa antítese.
Maria
De Bic Laranja a 15 de Agosto de 2012
O Modernismo em seu tempo não deixou de ser criticado (arquitectura tipo caixote). Não se imaginava o paupérrimo gôsto em que havíamos de descambar.
O seu Império.
Cumpts.
De [s.n.] a 17 de Agosto de 2012
Fotografias lindas de morrer. Uma maravilha para a vista. Meu adorado Portugal quem te viu e quem te vê. Concordo com o que diz. Havia de facto prédios com fachadas muito feiosas, mas se os compararmos com os que se seguiram com a chegada da hecatombe abrileira, então não há comparação possível.
Que Deus proteja os portugueses do bando de mafiosos que continua a dar cabo do país e da saúde física e psíquica deste bom povo. Estou certa que mais cedo ou mais tarde Ele virá em nosso auxílio. Quem tem Fé sabe que os milagres nunca deixaram de acontecer.
Maria

p.s.: Caso haja dúvidas atente-se no que aconteceu à União Soviética após setenta anos de perfeito horror. Levou muito tempo mas aconteceu. Sei que os russos nunca deixaram de rezar pedindo a Deus que aquele inferno terminasse, acreditando firmemente que esse dia chegaria. E chegou. E o milagre deu-se.
De marcos pinho de escobar a 14 de Agosto de 2012
Homessa! Parece até outro planeta... Como tenho saudades dessa Lisboa d´outras eras!
Obrigado pela lembrança!
Abraço amigo.
De Bic Laranja a 15 de Agosto de 2012
É outra civilização. O que sobra ali é um sucedâneo de má qualidade.
Cumpts.
De [s.n.] a 14 de Agosto de 2012
Os norte-americanos dizem que Lisboa é uma cidade branca..., não podiam estar mais correctos. Se dúvidas houvesse a prova provada está nesta belíssima foto da Alameda D. Afonso Henriques/Cinema Império. A maravilhosa luz da nossa capital reflectida no calcário branco dos passeios bem como nas fachadas igualmente brancas (ou senão, de cor muito clara) dos edifícios, é tão intensa que chega a encandear.
Dentre as muitas qualidades que Portugal detém, esta é uma das mais apreciadas pelos turistas logo seguida da gastronomia.
Maria
De Bic Laranja a 15 de Agosto de 2012
Era Lisboa bela e limpa. Todos o referiam. Meia dúzia de anos após esta imagem definhou sem remédio.
Cumpts.
De [s.n.] a 16 de Agosto de 2012
Leia-se "era" e não 'é'; e "chegava" e não 'chega'..., o verbo é para ser conjugado no passado e não no presente.
Os anos que me separam do tempo em que vivi naquela zona da cidade fez com que, inconscientemente, estivesse a pensar como ela era de facto antes do amaldiçoado 25/4. Fez bem em frisar este pormenor que não é de somenos importância.

Nunca mais lá passei e se for para ver igual nojo e degradação a que a edilidade deixou que chegasse o resto da cidade, dispenso-me de o fazer. Só de me lembrar ter a Câmara dado o seu aval a que transformassem o maravilhoso Cinema Império+Estúdio em mais um 'império da seita iurd', sinto uma revolta que difìcilmente consigo refrear. O mesmo acontece quando me lembro do extraordinário Cinema-Teatro Monumental e naquela porcaria envidraçada em que foi substituído.

Em boa verdade para sentir uma profunda dor-de-alma chega e sobeja ter assistido à calamidade democrática - em todos os seus aspectos sociais, morais e políticos - que se abateu sobre Portugal e persiste com a máxima gravidade, pelo menos (para não ir mais atrás no tempo) desde Novembro de 2002.
Maria

p.s.: Ainda não fui ver a ligação que deixou, mas vou fazê-lo já de seguida.
De [s.n.] a 18 de Agosto de 2012
Aqui há semanas alguém deixou escrito que antes da 'democracia' todos os homens (e creio que também citou as senhoras) vestiam de preto!... Ai, era?! Curioso... Pois bem, para refutar tão absurda tese basta olhar para esta foto de 1952 onde se distinguem nìtidamente 10 a 12 homens vestidos de tudo menos de preto... E as senhoras - salvo uma vendedeira de qualquer coisa e respeitando o seu luto - idem aspas, aspas idem. Pelo visto e na falta de melhor argumentação (todas válidas, no seu dúbio conceito) para detrair o anterior regime os seus detractores não tiveram mais remédio do que recorrer a estas pseudo-conjecturas. Enfim...
Maria
De Bic Laranja a 19 de Agosto de 2012
Pois é. Mas que fazer? A zarolhice dessa gente só a deixa ver «a longa noite» e assim lhes parece que o Sol não raiou um único dia (deve ter chovido o tempo inteiro) e no mais andava toda a gente de luto e de trombas por causa da P.I.D.E.
Cumpts.
De [s.n.] a 20 de Agosto de 2012
"... deve ter chovido o tempo inteiro..." e "andava toda a gente de luto e de trombas por causa da P.I.D.E."
Ahahahaha!

Só as suas piadas, cada uma melhor do que a anterior, para me fazerem sorrir e mesmo rir com genuína vontade!

Sim, porque, fora isso, quando caio em mim e penso nos patifes que para nosso mal permanecem à frente da governação vai para quarenta anos!!!, a tristeza que me invade a alma é de tal ordem que não existem palavras suficientes para a exprimir em toda a sua extensão.
Maria


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