9 comentários:
De [s.n.] a 23 de Agosto de 2012
Diga-me s.f.f., o que é um "gailoeiro" e onde é que ele se encontra na foto? Estou farta de observar o lado esquerdo desta e não vejo nada nem ninguém que se pareça com tal coisa:) Será que quis escrever "gaioleiro"? Certamente que não. Mas se de facto foi um lapso, então qual dos indivíduos o é e onde estão as gaiolas?... Quanto ao lampião, sim, distingue-se logo à primeira:)
Maria
De Bic Laranja a 23 de Agosto de 2012
Lapsus calami. É mesmo gaioleiro. Gaioleiros foi como foram designados os prédios de alvenaria e tabique que se fizeram de 1880 a 1930, grosso modo, quando se passou a usar o betão armado na construção civil. Por tanto, gaioleiro é o prédio que esta de frente para nós, à esquerda, por onde se desce o Chão da Feira.
Peço desculpa do erro.
Cumpts.
De [s.n.] a 24 de Agosto de 2012
Assim está bem. E não tem nada que pedir desculpa. Eu própria cometo muito mais erros/lapsos e estou aqui:)

Mas e os alicerces dos prédios pombalinos não obtiveram a mesma designação justamente pelo acto da sua estrutura lembrar uma espécie de gaiola? Parece-me bem que sim.
Maria
De [s.n.] a 24 de Agosto de 2012
"... pelo facto..." e não 'pelo acto', naturalmente.
Maria
De Bic Laranja a 24 de Agosto de 2012
É da gaiola pombalina que deriva o nome, com certeza. Mas os gaioleiros marcam uma época de degradação das estruturas e materiais de construção vindos do tempo pombalino. Muitos eram tão mal amanhados que ruíam na fase de construção ou com uma chuvada.
Cumpts.
De [s.n.] a 29 de Agosto de 2012
Dessa não sabia eu. Fui ver a ligação e achei o acontecimento inacreditável!! Deduzo que essa catástrofe nas construções terminou com a governação (em simultâneo com as orientações rigorosas e inteligentes aos respectivos ministros) do Dr. Salazar! Mais um ponto a favor deste grande Estadista. Se mais não fora e há muito mais, basta recordarmos a magnífica Exposição do Mundo Português exactamente em 1940 e a sólida estrutura dos pavilhões montados (e eram temporários, note-se!), todos eles deslumbrando os visitantes nacionais e estrangeiros pela beleza das linhas e imponência das estruturas.
Isto sabe-se pelas notícias dos jornais da época e por quem teve a felicidade de a visitar, como os meus pais e avós a tiveram.

Acredito que a partir do início dos anos quarenta as construções, sem excepção, se tornaram sólidas e confiáveis. Digo isto porque algumas pessoas da minha família moraram em edifícios dessa época os quais, com manutenção obrigatória a cada 7 anos, perduram até hoje em perfeitas condições de habitabilidade, tanto estruturalmente como nos materiais nobres aplicados no seu interior - nas escadarias e pisos. E havia terraços e/ou quintais nas traseiras de todos os edifícios para as crianças brincarem, o que se esfumou novamente com a 'democracia'. Já para não falar nos jardins públicos, muitos e sempre bem cuidados. O contrário de hoje.

Pelo contrário, os materiais da maioria dos prédios dos anos dez, vinte e trinta são realmente bastante toscos e as fachadas muito simplórias e feiínhas. Visitei alguns deles, já reabilitados e postos à venda, vai para uns dez anos e reparei nisto mesmo. Creio serem estes os sucedâneos dos tais gaioleiros que ruíam, embora melhor construídos uma vez que muitos deles perduraram até hoje...

Obs.: Esses "mal amanhados que ruíam" fazem lembrar os muitos que foram sendo construídos pós-Abrilada, incluíndo alguma que outra ponte e não me refiro só à de Entre-os-Rios, mas também, que por criminoso desmazelo das autarquias e escandaloso desinteresse do Ministério que as tutela, foram ruíndo, tanto muitos daqueles como várias destas, por completa ausência de fiscalização e manutenção adequadas. Como se vê, infelizmente a História até nestes casos tende a repetir-se.
Maria

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