9 comentários:
De Inspector Jaap a 2 de Setembro de 2012
Os meus votos de um rápido restabelecimento para esse mancebo, herdeiro natural dos navegadores Portugueses, - lembram-se, aqueles que deram novos mundos ao mundo? Sim, que a grande massa amorfa que enforma o povo português hodierno é proveniente dos que cá ficavam.
Amanhã vamos ver se o alarido habitual dos politicamente correctos que são contra as touradas por causa dos coitadinhos dos touros (claro que lhes não passa pelo bestunto que se as touradas acabarem, também acabam os touros de lide), mas que são a favor do aborto (que raio vale uma criança em comparação com um touro, pois não é isso verdade?) se foca nas lesões do rapaz, ou no herói do touro que o feriu…
Quanto à Gramática, tema central do verbete, caro Bic , se assim, continuar consistentemente, como se diz em linguagem matemática, prepare-se para produzir umas centenas de verbetes por dia, o que faria as delícias do meu cérebro, por ter oportunidade de aprender mais alguma coisa e de criar anticorpos dessa doença da ignorância por aí grassa.

Cumpts

De Bic Laranja a 3 de Setembro de 2012
As notícias hoje não são animadoras...
Quanto ao mais, vamos só estrebuchando porque como e vê isto já segue sem remédio.
Cumpts.
De [s.n.] a 3 de Setembro de 2012
Na minha modesta opinião e com todo o respeito, acho que a sua primeira observação é que estava correcta.

Senão vejamos: o verbo transitivo "arriscar" significa pôr em risco; aventurar.

O mesmo verbo, mas reflexo, significa: expor-se "a"; aventurar-se "a".

Donde, conforme primeiramente sublinhou e bem, em bom português a preposição deve e tem que lá estar.

Exemplos: "ele arrisca-se A perder o jogo"; nestes casos é inconcebível não empregar o advérbio (sob pena de estar a falar ou a escrever em 'eduquês') e grafar a frase deste modo estranho: "ele arisca-se perder o jogo" "; ou no correcto "dada a enchente arrisco-me A não conseguir bilhete", deste modo coxo: "dada a enchente arrisco-me não conseguir bilhete"... ; ou no perfeito "eles arriscam-se A não apanhar o avião", deste modo enviesado "eles arriscam-se não apanhar o avião"; ou "ele vai aventurar-se A escalar aquela montanha" e nunca "ele vai aventurar-se escalar aquela montanha", etc.

Quanto à sua outra observação sobre o verbo "haver", concordo mas com um pequeníssimo 'mas'.
Se a notícia estivesse grafada do seguinte modo: "... estava divorciada DESDE há três anos" (mas SEM o insuportável 'atrás') talvez fosse aceitável. O advérbio 'atrás' que os brasileiros usam nas frases em que existe (ou deveria existir, para ser mais correcta) o verbo HAVER e os macacos de imitação portugueses analfabetos imitam à exaustão, não faz falta alguma na frase, antes, é uma redundância completamente desnecessária para quem se arroga o direito de saber escrever e falar a nossa língua. Os muitos que ainda o dizem e escrevem, por total desconhecimento do nosso léxico - provàvelmente é assim que se exprimem nas aulas e nem sequer são corrigidos pelos excelsos professores, salvo as honrosas excepções, que as há - estão a imitar a oralidade brasileira, porque estes, segundo creio, desconhecem que o verbo HAVER significa EXISTIR - ou ele é simplesmente inexistente no brasileiro corrente, contràriamente ao culto falado e escrito - e como tal é um erro crasso repeti-lo na mesma frase/proposição/oração. Aliás penso que eles nem sequer o usam no discurso oral. Quanto ao escrito, salvo no brasileiro culto, também não.

Com efeito e pegando no seu bom exemplo, a frase correctamente grafada seria: "estava divorciada havia três anos".
Maria
De [s.n.] a 3 de Setembro de 2012
"... a docente estava separada do marido havia três anos" e não "divorciada", como deixei escapar inadvertidamente.
Maria
De Bic Laranja a 3 de Setembro de 2012
O «a» a mais é no no verbo «arriscar»; é artigo não preposição; pertence ao complemento directo (ex. arriscar a vida, o coiro, os cabedais).
O caso do verbo «arriscar-se», pronominal, é que é como diz. E é este o caso do título da notícia, mal redigida. O verbo tinha de ser o pronominal e não o transitivo simples pela simples razão de que «ficar paralisado» não é acção do sujeito. O pronome reflexo funciona como partícula apassivante tornando o sujeito da acção um mero agente da passiva: o moço de forcado não age deliberadamente paralisando-se; ele é vítima duma acção cometida por um sujeito omisso na frase, o toiro. Ou o destino.
O verbo haver fica para depois.
Cumpts. :)
De Bic Laranja a 3 de Setembro de 2012
[...] não é acção do sujeito (na redacção do jornal). O pronome reflexo funciona como partícula apassivante tornando o sujeito da acção (na redacção do jornal) ume mero &c.
Cumpts.
De [s.n.] a 3 de Setembro de 2012
Tem razão. Neste caso o "a" é artigo e não preposição. Absoluta falta de atenção da minha parte.

Mas e o que quer dizer com "um mero &c"??? Será que quis significar "... & companhia"? Quis concerteza.
Maria
De Bic Laranja a 3 de Setembro de 2012
Intercalei dois parêntesis no que escrevera antes por maior rigor:
[...] não é acção do sujeito (na redacção do jornal). O pronome reflexo funciona como partícula apassivante tornando o sujeito da acção (na redacção do jornal) um mero agente da passiva: o moço de forcado não age deliberadamente paralisando-se; ele é vítima duma acção cometida por um sujeito omisso na frase, o toiro. Ou o destino.
Cumpts.
De [s.n.] a 4 de Setembro de 2012
Compreendi perfeitìssimamente o que escreveu na sua resposta mais longa. A minha pergunta referia-se tão só - na sua resposta de duas linhas, sendo esta aliás um pequeno extracto da maior - ao fim desta frase "... tornando o sujeito da acção (na redacção do jornal) ume mero &c". Foi este final "um(e?) mero &c", que me fez confusão. Nothing else:)
Maria

p.s.: E a propósito, onde está o meu comentário correctivo à frase "estava separada (e não 'divorciada', como por lapso escrevi) havia três anos"? É que eu verifiquei que apareceu nos comentários e agora não o vejo por aqui... Levou sumiço, mas não tem importância de maior.

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