Domingo, 2 de Setembro de 2012
A élite

Z. Bava, Expresso, 2/VII/2010.
O primeiro ministro

Pedro Coelho, O Diabo, 21/VIII/2012.
Não conhecia o livro e agradeço-lhe a sua menção. Porém lhe digo desde já que me bastou meia dúzia de linhas para descartar imediatamente a edição portuguesa, por ser impressa nessa intragável e aviltante ortografia brasileira que o governo quis meter em Portugal.
Depois, do que vi, o rigor histórico não é lá muito afinado. Os mapas são anacrónicos; logo no primeiro mete-se olhos dentro o Largo do Martim Moniz com as dimensões iguais às de hoje quando as demolições da Mouraria só começaram em 1946, depois de finda a 2.ª Grande Guerra, portanto. Não sei se as velhas vielas da Mouraria interessavam para poiso da espionagem que por aqui passava. Mas que eram o cenário real ao tempo, eram.
Diz que Salazar tinha chegado ao poder com a instauração do Estado Novo em 1932. Ora o Estado Novo só é oficial em 1933 com entrada em vigor da nova Constituição; e Salazar já era ministro das finanças desde 1928. A nomenclatura usada para as pastas do governo é a actual; chama primeiro-ministro ao presidente do conselho, administação interna à pasta do Interior e... -- Melhor é ficarmos por aqui.
São pormenores, mascomo sói agora dizer-se parafraseando a maneira amaricana, o diabo esconde-se é nos detalhes. Não me leve a mal este arrazoado com base em três páginas da introdução. Provavelmente o público em geral nem se importa com estas coisas. De toda a maneira, se tiver eu de o ler não será senão na edição inglesa.
Cumpts.
boa noite, o que deu interesse no livro foi a parte intriga, espionagem, sabendo que muitas coisas passadas em Lisboa, foram minimizadas, tanto pelo cinema como pela imprensa mundial, também descreve bem como é que os alemães manipularam a opinião publica, coisa que não há muito tempo foi falada na comunicação social " a invasão de Portugal pelos espanhóis " etc. etc. quanto as fotos penso que não deve de haver muita matéria e o autor foi ao supermercado da internet que é o site da Gulbenkian , aonde nos costumamos fazer as nossas "compras" quanto a ortográfica sou de acordo consigo, em Portugal comparado com outros países , já nem falo da França aonde vivo) lê-se tão pouco, se como meio de protestação vamos boicotar o acordo ortográfica na literatura acaba-se a edição no nosso pais.
Ps. Até a nossa identidade foi vendida ao diabo, pelos políticos , seria tb interessante de aproveitar esta vaga de contestação para anular este acordo com o diabo.
Cump.
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