De [s.n.] a 13 de Setembro de 2012
Muito interessantes os exemplos que nos deixou. Mas também lhe digo que num ou noutro caso - conforme aliás dá a entender ser perfeitamente possível - eu era bem capaz de empregar o HÁ em lugar do HAVER tendo a perfeita noção de não estar a cometer um erro gramatical/verbal.

Por outro lado reparei em algo que já era do meu conhecimento: o modo mais-que-perfeito a substituir o condicional no séc. dezasseis pelo nosso Maior Poeta (lexicografia oriunda de séculos anteriores, presumo). Tempo verbal, este, que curiosamente se prolongou até aos dias de hoje mas que raramente (ou nunca, para ser mais precisa) se encontra na literatura contemporânea. Em contrapartida eu utilizo-o volta e meia simplesmente porque aprendi a empregá-lo sempre que numa sintaxe lógica tal se viesse/venha a pôr.

Um pequenino post-sriptum. Achei curioso aquele seu exemplo dado na seguinte frase: "hei (tenho) vinte anos que viajo sempre para o mesmo país". Tem graça, eu ouvia pessoas, poucas é certo, a falar nestes termos (substituirem o Haver pelo Ter) quando era miúda. Mas creio que esse modo original de nos expressarmos, oralmente e por escrito, entrou em desuso não sei porquê.
Maria
De Inspector Jaap a 14 de Setembro de 2012
Será que se refere a
"...e se mais mundo houvera lá chegara"?
Então estou mais que de acordo, eu, que não passo de um curioso da Gramática!
Louvo-lhe, entretanto, o trazer à colação o “Maior Poeta”, que tão esquecido anda nestes tristes dias pelo jet-6 ” que enforma o “escol” escatológico do rectângulo. Que diabo, não merecíamos isto!
Calorosos cumprimentos
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