20 comentários:
De Bic Laranja a 14 de Setembro de 2012
O verbo «haver» gasta-se. O «ter» avança e no Brasil não há senão «ter».
O mais-que-perfeito simples aparece na escrita. Na oralidade é muito raro; ouve-se só o composto. Empobrece-se o idioma. Em compensação forra-se de ganga amaricana e doura-se de pechisbeque marketeiro. Gráficos de encher o olho dão muitas mais-valias (não é só como dizem?) e vendo o balanço à séria é só perda de valor.
Cumpts.
De [s.n.] a 15 de Setembro de 2012
"... à séria"?!? Está a brincar, não está? Torna-se evidente que sim:)

Ou será que o substantivo masculino "sério" já virou (à brasileira) feminino e eu não dei por isso?
A gente nova (e menos nova) di-lo desse modo a toda a hora, mas esta pensa que se o vocábulo vem antecedido de um artigo feminino, é forçoso que o substantivo também o seja. Esta maneira da miudagem se expressar está de tal modo enraizada que até acho que os professores já nem corrigem os alunos quando estes assim se pronunciam. Da maneira desastrosa como o ensino anda, é mais do que certo que aqueles julgam que a expressão está correctíssima e serão porventura os primeiros a repeti-la nas aulas...
Maria
De Bic Laranja a 15 de Setembro de 2012
É uma coisa danada, a linguagem. Entranha-se por imitação e às duas por três não se estranha. É como perguntar a alguém que nos esperou e já segue caminho connosco: «esperavas ali há muito?» ...
Cumpts.
De Inspector Jaap a 15 de Setembro de 2012
Ora aí tem!
Cumpts
De Inspector Jaap a 15 de Setembro de 2012
mas alguém sabe alguma coisa de Gramática hoje em dia? (perdão, oje endia?)
Pretérito imperfeito???? que raio é isso?????
Cumpts
De Bic Laranja a 16 de Setembro de 2012
E nem lhe falo no modo conjuntivo!...
Cumpts.
De [s.n.] a 16 de Setembro de 2012
Concordo. Ou trocando os termos e parafraseando Pessoa "primeiro estranha-se, depois entranha-se".
Na frase que cita e nos dias que correm, de facto só se poderia encontrar o verbo Haver conjugado desse modo em discurso escrito erudito - na literatura contemporânea, é que nem pensar! Quanto ao discurso oral e tomando o exemplo referido, raríssimas pessoas, se é que existe alguma, seriam capazes de colocar o verbo no tempo e pessoa correctos.

Mas tomando os seus úteis e incansáveis ensinamentos à letra..., não há como remar contra a maré:))
Maria
De Bic Laranja a 16 de Setembro de 2012
Rememos, pois, contra a maré Coca-Cola. O português tem necessàriamente mais com o vinho do Porto.
Cumpts. :)

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