10 comentários:
De Paulo Cunha Porto a 20 de Setembro de 2012
Meu Caro Bic,

o Coiote sempre foi uma das minhas Referências: se «quem persiste vence» pode ser não pequena motivação, como não louvar a insistência coerente mas sem Esperança?

Abraço
De Bic Laranja a 21 de Setembro de 2012
Moral tramada. Louvarmos o Coiote pela persistência nos trabalhos de caça quando lhe sabemos o eterno fado inglório.
Cumpts.
De tron a 22 de Setembro de 2012
resistência, durabilidade,dureza, força.
o termo resilência nos entrou pela televisão dentro graças aos combates de luta livre americana transmitidos antes pelo Sic Radical e agora Sport Tv que ao traduzir os comentários feitos pelos dois comentadores fixos e mais o convidado (são combates transmitidos em diferido com 3 semanas de atraso em relação a transmissão original)
De Bic Laranja a 24 de Setembro de 2012
Não sei se o barbarismo não vem antes dos deloittes, ignorantões que decalcam acèfalamente as modas (eles chamam-lhe «modelos») amaricanas.
Cumpts.
De tron a 24 de Setembro de 2012
Pelo menos foi a primeira vez que ouvi falar no termo "resilência", é como aquela que troca fortalecimento ou crescimento interno por "empowerdamento" ou "empoderamento"
De Bic Laranja a 24 de Setembro de 2012
Inventam cada uma...
Cumpts.
De Costa a 26 de Setembro de 2012

Compreendo as reservas quanto ao uso de termos estrangeirados quando os há, de mesmo significado e de há muito, no nosso idioma.

Em todo o caso antes resiliência, e outros neologismos correctamente grafados conforme as regras do português de (boa) lei, do que o verdadeiro barbarismo - esse sim, barbarismo! - do acordês.

Nem tudo o que vem dos "amaricanos" é necessariamente mau. As fontes da nossa desgraça têm, no idioma e não só, o peculiar hábito de residir entre nós e dentro de nós.

Cumprimentos,
Costa
De Bic Laranja a 26 de Setembro de 2012
Antes resiliência coisa nenhuma! É termo da Física para elásticos. Isto são modas barbarescas de quem não sabe usar o vocabulário à disposição. A começar pelos bárbaros, que mais não fazem que engrossar a língua de pau em se exprimem: inventaram eles Human Resources para dizer Personel e a saloiada zarolha daqui dá loguinho em parir «Recursos Humanos», que mais havia de ser. Rebaixam-se de «Pessoal» (significante que remete directamente para o significado «pessoa») a recursos (=> coisas). E vêm ainda propor que os «recursos» se tornem «resilientes», como um elástico que torna à posição de repouso depois de distendido!? Ora! Aos antigos bastava dizer «rijo» (quatro letrinhas) quando referiam alguém resiliente tenaz. Mas parece que já não há homens de ferro, só recursos elásticos...
Cumpts.
De Costa a 26 de Setembro de 2012
Seja, seja. No plano dos princípios está muito bem isso que diz. E "recursos humanos", expressão decerto repugnante, é coisa condenada ao sucesso, num país de pindéricos armados em importantes e onde qualquer licenciado ("lic."; há afinal um título académico e uma abreviatura consagrada) exige - ou é-lhe imposto, mesmo - o trato de doutor.

(licenciados, enfim, que por estes dias bolonheses são os bacharéis de há uns tempos)

Mas não nos esqueçamos das prioridades: entre um "resiliente" e um "ativo", é este último que mais me aflige; é este último que quero combater em primeiro lugar; é este último que paulatinamente vai ocupando firmemente o terreno que desgraçadamente não vejo como cederá, tanta é a passividade de um povo que, por muito boa gente que seja, não prima pela resistência à estupidez. É duro, mas é assim.

Questão de prioridades. No essencial estamos de acordo, creia.

Cumprimentos,
Costa
De Bic Laranja a 29 de Setembro de 2012
:) Cumpts.

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