12 comentários:
De CSJ a 18 de Novembro de 2012
"Lê-se obviamente..." Obviamente, talvez não.
EXs:
1- Só mato a sede bebendo água.
2- A sede da Associação fica na Praça Central.

Não me refiro às questões jurídicas, nem às bases do Acordo.Pretendo unicamente mencionar que a chamada "consoante muda" não é determinante para a qualidade da vogal.

Cumps.
De Bic Laranja a 18 de Novembro de 2012
Se lhe a si não é óbvio, pois que hei-de eu fazer...
Cumpts.
De Venâncio a 18 de Novembro de 2012
CSJ,

No nosso português, o C o P etimológicos não pronunciados são DETERMINANTES num - estatisticamente - tão elevado número de casos, que é singela estultícia criar outras tantas excepções ao fechamento da vogal pré-tónica.

Sede/sede (melhor exemplo seria A SEDE DO PODER) é uma questão de METAFONIA, tal como existe abundantemente na morfologia verbal.

Não confunda as coisas. Evite-se a demagogia.

De CSJ a 19 de Novembro de 2012
Era interessante que exemplificasse. Serão tantos assim os exemplos? E a justificação? Esta questão ( consoantes "mudas" -> abertura de vogal ) não tem a ver com o Acordo Ortográfico , que nem sequer uso (como certamente já reparou).
E também não fazia mal ao mundo que se evitasse o insulto, que é sempre fraco argumento.

Cumps.
De Venâncio a 19 de Novembro de 2012
Os exemplos são legião. Veja este estudo de FRANCISCO MIGUEL VALADA em "Diacrítica", só sobre uma única terminação:

http://www.academia.edu/788481/Os_lemas_em_-accaoea_base_IV_do_Acordo_Ortografico_da_Lingua_Portuguesa_de_1990

Pareceu-me demagógico partir de um exemplo de metafonia para uma afirmação genérica, e peremptória, em matéria de consoantes mudas.

Não fiz referências à pessoa de CSJ, que desconheço.
De Venâncio a 19 de Novembro de 2012
Falei de "metafonia", a propósito de SEDE/SEDE, em sentido lato. Os melhores exemplos de metafonia são os estritos, como em CORPO/CORPOS, ou em BÊBO/BÉBES/BÉBE. Trata-se sempre de pares mínimos, ou de oposições sistemáticas. Não é o caso das consoantes mudas.
De CSJ a 19 de Novembro de 2012
Agradeço o artigo que indica, que voltarei a ler com mais atenção. Porém os exemplos apresentados não ajudam muito visto que, sendo a ocurrência em sílaba tónica em posição regular, a tendência será sempre a leitura em "vogal aberta". No caso de "recepção", a hesitação provém da existência de "recessão". Penso que no ensino da leitura é esta última forma a que levanta problemas, pois a sílaba tónica apresenta uma vogal "fechada". Este problema é frequente em alunos estrangeiros a aprender português: abertura da vogal na sílaba tónica standart do português.

Cumps.
De Venâncio a 19 de Novembro de 2012
Não me é claro se com «os exemplos apresentados» se refere aos meus, acima, ou aos do Valada, no artigo.

Como o cerne da questão são as consoantes não articuladas, poderá ver que o Valada demonstra que o AO cria centenas de excepções de abertura da vogal PRÉ-TÓNICA, contra (no universo estudado) a mancheia existente na ortografia vigente.

Isto mostra como o AO90 é intrinsecamente anti-económico.

De resto, como saberá, "argumentos" do tipo de SEDE/SEDE são esgrimidos, habitualmente, por defensores do AO. Onde o cu não tem a ver com as calças.

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