Sábado, 21 de Abril de 2007

Rua do Sol a Chelas

 Diz a D. Scarlata que a rua tem um nome romântico que não combina com o aspecto. Pois aqui está uma vista que recordava ainda em [talvez] 1961 o aspecto campestre deste caminho. Ao fundo a encosta N. do cemitério do Alto de São João - de que se vê apenas o muro os contrafortes - que aqui vemos povoada de oliveiras. Estas terras foram em tempos duma Quinta do Pinheiro. No vale ao fundo daquela encosta - esta estrada ia lá dar - havia a quinta do sr. Abel; se era num talhão roubado à dita Quinta do Pinheiro não sei; nem sei se ele - o sr. Abel - era rendeiro se proprietário. Sei que em menino fui lá muitas vezes com a minha mãe ao leite...

Rua do Sol a Chelas, Lisboa (A.Goulart, 1961)
Rua do Sol a Chelas, Lisboa, [1961].
Artur Goulart, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 22:31
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57 comentários:
De LG a 21 de Novembro de 2007
..Conheço essa curva como as minhas mãos :), (entrada do 30-B da Rua do Sol a Chelas, morei no nº. 66 até um incêncio acabar com esse luxo, foi no dia 31 de Outubro de 1991, nem de propósito...um verdadeiro dia de Bruxas, fogueira incluida), do lado direito da foto existia um pequeno portão em ferro que dava acesso á Quinta do Abel, zona dos Pombais, de onde a foto foi tirada existia a Creche da "Mà Mere", e o campo da bola onde os jogos acabavam por vezes entre uns murros e umas pedradas, coisa pouca..eheheh, no dia a seguir lá estava tudo outra vez ao pontapé á bola.

Hoje nada existe, foi completamente aterrado, a unica parte da rua que sobrou foi até ao Portão do J. Cartaxo, e quem vem por baixo da zona da estrada de Chelas, nem á antiga Calçada do Carrascal chega, agora a Curraleira não passa de uma Av. de 6 faixas com uma Rotunda de tamanho a condizer, mas tenho sorte de onde os "meus velhos" moram, ainda poder olhar e ver o muro do cemitério...e as Oliveiras, de onde algumas vezes cai, os pombais...e a malta do costume, porque ao contrário do que se diz, aquilo tinha muito boa gente.

Um Abraço
De Bic Laranja a 14 de Março de 2008
Obrigado pelo esclarecimento. E pelas memórias. Cumpts.
De carla a 7 de Janeiro de 2011
Olá eu sou a carla a filha do falecido zé antonio gostaria de ter fotos da curraleira . tb la morei.
se quisres adiciona o meu imail, carla.vieira33@hotmail.com
De Bic Laranja a 8 de Janeiro de 2011
Pode pesquisar fotografia da quinta no Arquivo Fotográfico da C.M.L...
Cumpts.
De adelaide a 13 de Fevereiro de 2011
Ola Carla eu também brinquei com o Xaninha e com o Miguel e com o Carlos que são os sobrinhos da Aninhas netos da Laura pequena mas não me lembro de ti,eu morava no patio a onde morava a aninhas eu sou a filha do Mário da carris
De Fernando inacio a 17 de Maio de 2015
Olá BOas a todos
Meu nome é Fernando sou filho da Rosa que trabalhava na creche e neto da encarnação e do Mota ...que saudades destas ruas ......e esse lugar ... Viva a curraleira .....
De Bic Laranja a 23 de Maio de 2015
Olá.
:)
De Bic Laranja a 1 de Maio de 2007
Grato pela visita e pelo que conta, caro Luís Grangeia. Cumpts.
De luis grangeia a 1 de Maio de 2007
e bastante agradavel ver fotos que relembram a minha infancia
a bela da azinhaga do sol a chelas que começava no fim da rua capitao roby, junto a escola primaria nº28 e seguia ate xabregas,
eu sou nado e criado na picheleira, brinquei na sol a chelas, vi jogos no vitoria e bebi leite das vacaria do ti abel
um abraço
De jose daniel pardal da fonseca a 2 de Outubro de 2008
tambem eu vi muitos jogos do vitoria para entrar-mos colavamo-nos a um adulto (ó vizinho deixe-me entrar consigo)e todos os dias ia a quinta do srªabel buscar o leite ainda quentinho acabado de tirar das vacas ,sim sou da picheleira mais propiamente da quinta dos embraixados.
De Bic Laranja a 22 de Abril de 2007
:) Cumpts.
De Scarlata a 22 de Abril de 2007
Ah, aqui faz juz ao nome sim!
De Bic Laranja a 22 de Abril de 2007
Dona T.: Toda a Chelas Velha desde a estação, a velha estrada até à Afonso II, a Gualdim Pais, as azinhagas do Broma, do Planeta, do Perdigão, anda tudo decadentíssimo... // Não se iluda sr.(a) J.A.; estes muros secos eram uma bucólica marca na paisagem lisboeta que no seu tempo apenas tapavam quintas, quase todas elas já expropriadas e na posse da C.M.L.. E como tudo isto dá bons loteamentos para venda... // Cumpts.
De JA a 22 de Abril de 2007
Assim me recordo da Estrada da Pontinha, mais ou menos na mesma altura. Aqueles muros altos, que para nós escondiam algo. A demarcacao clara do "teu", e do "meu", de quem tem, e de quem ve.
Saudades desses muros.......nenhumas!
De T a 22 de Abril de 2007
Que luxo, ir buscar leite à quinta:)
Outra zona de Chelas de que eu gosto, é a velha Estrada.
Tem uns pátios muito bonitas, mas em estádio de quase ruína e muitas das habitações emparedadas. Para variar...
De tma a 14 de Março de 2008
Lembro-me de ter percorrido esta rua há uns 10 anos atrás, por ter ouvido falar nela (ainda que pela vertente negativa - a decadência do troço junto à Morais Soares, mas tinha curiosidade no seu percurso relativamente extenso).
De facto, ter percorrido esta rua (ainda que de carro e evitando as paragens...) é das melhores memórias de Lisboa que tenho (sou lisboeta de nascença, tendo eu que nascido em 1973). A partir de certa parte do percurso, era como se estivesse numa estrada de aldeia. Foi para mim uma grande surpresa descobrir "aquela" Lisboa!
Prometi a mim mesmo que lá voltaria (para fotografar), mas só o voltei a fazer há 4 anos atrás (desta vez fi-lo pela estrada de Chelas), quando o percurso já estava cortado. Estacionei o carro onde pude e avancei um pouco para tirar umas fotos. Mas já não era a mesma coisa (ainda não havia ETAR, mas acho que já estavam a construir o novo bairro ao fundo da calçada do Carrascal).
De Bic Laranja a 14 de Março de 2008
Era uma rua muito curiosa, sim senhor. E revelava de facto essa faceta rural do termo de Lisboa de que não há-de sobrar nada, rigorosmente nada. Obrigado pelo seu comentário e Cumpts.
De tma a 15 de Março de 2008
Moro nos Olivais, que são um "belo" exemplo desse desaparecimento da faceta rural do termo de Lisboa (ainda que sejam um bairro relativamente aprazível para viver, dentro do que Lisboa tem para oferecer)... Neste momento o que resta dessa faceta rural é quase irrisório.
Vai-nos restando, ainda assim, a zona do Paço do Lumiar, que ainda preserva algumas azinhagas do género da Rua do Sol a Chelas.
De Bic Laranja a 16 de Março de 2008
É tudo para acabar. Não creio que vá sobrar nada. Cumpts.
De ALVARO FRANCO a 14 de Agosto de 2009
Ola, vejo que precorrestea rua do sol, talvez nao na melhor altura porque eu andei por ali muito tempo perdido se e que me entendes, mas consegui dar a volta por cima e ja la vao 12 anos. Dizes que tiraste umas fotos sera possivel ve-Las, agradeço imenso, cmprimentos

alvaro
De alvaro a 21 de Setembro de 2008
nao sei que dizer ou sequer o que pensar em relaçao á quinta da curraleira... Conhecia desde toda a minha vida, e desde muito jovem tornou-se a minha desgraça. Perdi muitos amigos na costa do cemitério, incluso la encima donde esta o curraleira, junto ao largo, passei anos como um zoombie perdido ali... é verdade que existia muito boa gente ali, mas a maior parte era aproveitadora, egoísta, e acima de tudo ma... Nao me refiro a todos, havia muita gente boa, mas essa pode contar-se pelos dedos de uma mao. Poderia enumerar a quantidade de amigos e conhecidos que deixaram que as suas vidas apodrecessem até desaparecer por causa de bairros como a curraleira, a minha curraleira... Também recordo os pombais, e a alegria de ver os pombos chegar, também recordo o bom que era beber uma ¨¨mini¨¨ na tasca da Rosa ao fim do dia, mas isso acabou aos 14 anos, cuando a outra parte da curraleira me consumiu, nao tenho pena da alice, nem da paula dos tanques, nem da marreca, nem da sara, nem da virita nem da lurdes, e outros nomes que ao longo dos ultimos 12 anos fui tratando de esquecer... A curraleira segue la, hoje com outras caracteristicas, um pouco disfarçada, mas nao deixa de ser a mesma, cuando vou de férias a portugal cruzo-me na morais soares com a familia dos carapaus, e volta-me tudo á memoria... nao tenho saudades do fim da curraleira... tenho saudades dos amigos que la perdi, como se tivesse sido uma batalha mortal, numa guerra desigual....


alvaro
De Bic Laranja a 21 de Dezembro de 2008
Dou-me conta do que fala e nem sei que lhe diga. O que aqui mostrei são vestígios duma faceta rural da Lisboa de há 100 anos. O seu testemunho é da cruelmiséria de subúrbio a que aquilo veio dar. As cidades são o que os homens fazem delas. A quinta é um reflexo.
Saúde!

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