7 comentários:
De tron a 19 de Fevereiro de 2013
Caro amigo estar a ler um jornal em Portugal hoje em dia é um trabalho de tradução, passar de uma língua derivada do português, para português.
De fgh a 21 de Fevereiro de 2013
Caro Senhor,

Já antes falámos sobre o assunto. Se Camilo e Eça e Garrett usam o "há" no presente isso apenas quer dizer uma coisa: em português pode-se usar.
Cabe aos gramáticos perceberem o porquê desse uso perante os exemplos de três génios absolutos da Literatura Portuguesa - e mesmo fundadores do português moderno!
Se a eles prefere a companhia do Saraiva, que lhe poderei dizer?

P.S. No post de Domingo 17 escreve: "com que irresponsavelmente segue em mutilar o português". "Segue em mutilar"? Não ficaria mais explícito e escorreito dizer "continua a mutilar"?
De Bic Laranja a 21 de Fevereiro de 2013
Cabe-nos não tomar a nuvem por Juno.

Pelo caminho a Vicencia fallava-me da titi, que a trouxera, havia seis annos, da Misericordia (Eça, A Reliquia)

[...] sua senhora com a escrava tinham sahido n'uma madrugada, havia treze dias, e não voltaram.(
Camillo, A Neta do Arcediago)

Mas, sem milagre nem orações, o rio tinha-se retirado, havia muito, para um cantinho do seu leito [...] (
Garrett, Viagens...)

Como resolveu mordeu o isco cá lhe deixo estes exemplozinhos, mas nestes auctores havia (há-os) às carradas. Estamos, eu e o prof. Saraiva, em boa companhia, descanse.
De fgh a 21 de Fevereiro de 2013
Muito obrigado pela resposta.
Sim, com certeza. Mas o uso feito por aqueles Autores legitima a possibilidade do uso do presente do indicativo, mesmo quando não seja imediatamente evidente que a acção se prolongue até ao presente.

Li (e agora releio) durante anos e desde os 12 ou 13 Eça e Camilo, et alia na ortografia da época, que acho bastante mais bonita, lógica e convidativa à meditação do que a de 1911.
Nunca me provocou "erros", salvo uma vez, com a palavra gás que eu escrevi gaz e creio que em alguns assentos que nunca deixei de pôr.



De Bic Laranja a 21 de Fevereiro de 2013
Seguimos todos, portanto, em boa companhia. E em não querer mutilar mais o idioma.
Cumpts.
De [s.n.] a 23 de Fevereiro de 2013
É falacioso comparar ambos os jornais...
O Correio da Manhã é um pasquim nacional enquanto O Mirante é um meramente regional.
De Bic Laranja a 24 de Fevereiro de 2013
É falacioso, é...
Cumpts.

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