7 comentários:
De Pedro da Silva Coelho a 26 de Março de 2013
Caro Bic Laranja,


Muito obrigado por haver tomado em consideração as minhas suggestões.

Hesitei antes de voltar a escrever-lhe, porquanto me parece que estarei a ultrapassar os limites da cortesia. Decidi endereçar-lhe este segundo commentario por três razões: i) pelo muito que me agrada este seu verbete; ii) pelo intenso prazer de ler o dicto na graphia que escolheu usar; e iii) pelo grande respeito que tenho por si e pelo muito que apprendo com o seu cyberdiario.

São duas as observações que gostaria de lhe deixar, a proposito de algo que na manhã do dia de hoje, quando primeiramente li o seu verbete, me escapou:
1. Faltará um «u» no trecho «por uma especie de cegeira»;
2. A proposito da forma «falar», gostaria de lhe perguntar se prefere esta forma á forma «fallar». Como argumenta José Leite de Vasconcellos, a páginas 74 do seu opúsculo 'As «Lições de linguagem» do Sr. Candido de Figueiredo - Anályse crítica' [http://archive.org/details/asliesdelinguag00vascgoog]: «Falla vem de fallar; e fallar vem do lat. fabulare [...]. De fabulare veio *fab'lare e por fim fallar, onde o primeiro 'l' representa, por assimilação, o b,--exactamente como succedeu em 'taleira' ou 'talleira', de *tab'laria, tabularia.»

Aproveito também a occasião para deixar uma referência a Glauco Mattoso, escriptor brasileiro, caso possa ainda não ser do seu conhecimento e porque creio que lhe agradará.

Glauco Mattoso, revoltado pela imposição do AOLP90, decidiu adoptar um systema orthographico a que chamou «etymographia», o qual usa actualmente em todas as suas publicações. Para esse effeito, compôs a obra «Tractado de Orthographia Lusophona», na qual consolidou as regras da «etymographia», havendo publicado a referida, em versão *.pdf, em http://www.elsonfroes.com.br/tractado.htm. O mesmo texto está também disponível em http://correctororthographico.blogspot.pt/. Allém das suas obras litterárias, Glauco Mattoso assigna uma columna periodica intitulada «Anarchico archaico», publicada no portal C(h)ronopios e graphada segundo os preceitos da «etymographia»: http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id_usuario=28#texto.


Esperando não haver excedido os limites da urbanidade e não haver abusado da sua paciencia, deixo-lhe os meus melhores cumprimentos,

Pedro da Silva Coelho
De Bic Laranja a 26 de Março de 2013
Em boa hora decidiu porquanto me dá notícias que, confesso, desconhecia. Inesperado um caso d'estes d'aquellas partes, por ser d'onde justamente teimam em ceifar a esmo e a eito a etymologia das palavras (conhece este absurdo?).
Da fórma «falar/fallar» guiuei-me pelo Cândido de Figueiredo de 1913. Na verdade esquecera-me a lição do Dr. José Leite de Vasconcellos, a corrigir nem mais nem menos do que... Cândido de Figueiredo. Imperdoável.
Revista a «cegueira» e o «fallar».
Obrigado.

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