Quinta-feira, 25 de Abril de 2013

Efeméride

Procissão da Senhora da Saúde

Procissão da Senhora da Saúde, Rua da Palma (AFCML, 1973)

« No dia 25 de Abril de 1971 (domingo) realiza-se a procissão da Senhora da Saúde, estando a circulação interrompida nos seguintes arruamentos.

  a partir das 14h

Martim Moniz, Rua do Arco do Marquês do Alegrete, Poço do Borratém, Rua dos Condes de Monsanto, Praça da Figueira, Rua da Betesga, Rua Dom Duarte, Rua da Palma e Avenida Almirante Reis até à Rua de Angola

  a partir das 16h15
Rua Augusta e Rossio (nascente)

  A circulação de autocarros e eléctricos pela Rua da Palma faz-se, apenas no sentido descendente, até às 15h25. As carreiras que circulam pela Rua Augusta são desviadas para a Rua do Ouro.»

C. Filipe, Minha Página Carris.

Rua da Palma, L. do Soccorro (A. Serôdio, 1790)


Fotografias:

A.F.C.M.L., A77479 (fot. não id.) e A72135 (Armando Serôdio, 1970).

Escrito com Bic Laranja às 04:20
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5 comentários:
De Inspector Jaap a 25 de Abril de 2013
Outros tempos em que as efemérides tinham por base a civilização cristã ocidental, e os dias, se notáveis, eram-no por causa dos Santos… Agora temos mais prosaicamente os dias mundiais disto e daquilo, até que um dia destes, teremos o dia mundial do… dia mundial.
É ao que estamos reduzidos.
Cumprimentos e obrigado pela foto que me traz à mente recordações que me fazem doer o peito, mas pela positiva, se bem me entende.
De Bic Laranja a 27 de Abril de 2013
O dia mundial do dia mundial é boa! Ainda não se lembraram?! Olhe que admira.
Cumpts.
De 1143 a 25 de Abril de 2013
"Ninguém é mais escravo do que aquele que falsamente se acredita livre "
É tempo de desmistificar o 25 de Abril . É tempo de dizer a Verdade... É tempo de perguntar o porquê , a razão e a justificação de quem derrubou e não conseguiu reconstruir melhor . É tempo de pedir responsabilidades por todos os portugueses mortos , por todas as portuguesas violadas , por todas as crianças esturpadas , por todos os bens roubados , com o consentimento tácito de um exército que se retirou , abandonando à sua sorte aqueles que lhes pagavam os soldos , os vencimentos , os prés .É tempo de perguntar porque foram as populações previamente desarmadas , entregues ao banditismo de rua , rotulado de guerrilheiros da independência !
Temos hoje um Portugal intoxicado de política e de preguiça onde se comemora o dia em que profissionais que optaram como carreira , da guerra , isto é das Forças Armadas -fazerem uma profissão , mas ...somente enquanto durasse a paz !Em nada interessa distinguir uma culatra de um gatilho , se quando soa a hora da verdade , começam todos a gritar que a guerra é uma coisa muito cruel , e que os tiros e as minas aleijam , e que lhes ensinaram foi a fazer paradas e a trazerem as botas e os cintos bem engraxados e lustrosos . E esteve o País , meio século , a pagar-lhes vencimentos , que em relação ao nível médio sempre foram elevadíssimos , para que no dia em que foram necessários , com todo o somatório de experiências e de cursos em que a Nação tinha investido o seu dinheiro chegassem ao ponto de fazerem uma revolução , contra forças praticamente desarmadas , porque não queriam combater !Um absurdo ! Sim , porque um Exército armado para a paz é , antes de mais nada , um absurdo , um contrasenso , um paradoxo, pese a quem pesar , e usem a dialéctica que quiserem !Com excepção daquele célebre Exército de Salvação . com as suas bandas e as suas ligas anti-alcoólicas . foram , são e serão para a guerra ...Se não queriam lutar , porque as minas e os tiros aleijam , deviam ter escolhido outra profissão , incluindo a menos arriscada de todas :a de Artes Domésticas .
Vocês recebiam para lutar e fizeram uma revolução para fugirem da guerra ?
Retornado , desalojado , adido,refugiado,colonialista,fascista,reaccionário, eis os títulos que adquirimos após 500 anos em África e de fazer inveja ao nosso Rei D. Manuel .
O «velho do Restelo» viu-nos partir em naus e caravelas e profetizou que regressaríamos aos magotes, em traineiras e aviões , com «as calças na mão »b, envergonhados dum passado que após o 25 de Abril , nos disseram ser ignóbil e revoltante !
Do «orgulhosamente sós » hoje estamos « vergonhosamente acompanhados ».
Nós, companheiros de África , sabemos o quanto sofremos para termos uma vida decente , que tudo o que possuíamos , era à custa de sacrifícios e suor , e não explorando como dizem , esta é uma verdade que ninguém pode desmentir . Nós que de lá viemos , lá sofremos , e lá deixamos tudo o que o nosso trabalho grangeou perguntamos onde é que vocês estavam oh Heróis , de armas com canos entupidos com ...cravos , quando o tiroteio eclodia nas ruas ?onde estavam , quando lá nos matavam , nos assaltavam as casas , nos violavam as mulheres e as crianças ?Onde é que vocês estavam oh novos heróis da moderna história portuguesa ?
Os verdadeiros "fascistas " travestidos de capuchinhos vermelhos , passeiam livremente e são brindados com altos cargos , e continuam a receber honorários do país que ajudaram a empobrecer e continuam a se promoverem uns aos outros alegremente aos postos mais incríveis , num autêntico jogo do «agora como eu e mais logo comes tu » agora sim a canção "eles comem tudo e não deixam nada " faz sentido !
Portugal hoje está a saque mas temos ou não temos mais "liberdade" ? (a que temos na nossa casa não conta !), mas estamos ou não estamos melhor ? uma coisa é certa desde 74 "animação " não nos falta !
De Bic Laranja a 27 de Abril de 2013
Marcello Caetano referiu-se-lhe como «exército fujão».
Sejamos justos. Meia dúzia de folgazões armaram a cegada com um grosso lastro de subversivos do P.C.P. às costas (de que não fariam bem ideia) e uma pitada de tropa fandanga estacionada na metrópole para parecer que eram muitos.
Os contingentes mobilizados depois do 25 de Abril, iam minados pelo M.F.A. e, eles sim, não passavam de fujões. Cuido que era a eles e ao seu (só então) desbaratado comando que Caetano se referia. Desmobilizados os contingentes de tropa verdadeiramente eficaz, o que se sucedeu era inevitável. Foi a descolonização exemplar do figurão bolachudo que o insuspeito António José Saraiva qualificou como «fuga de pé descalço». Nem em Alcácer Quibir puderam sacar tamanha vergonha a portugueses...
Depois foi ver a ciganada à pendura do soluço da História, a compô-la, a recompô-la e a compor-se como parte heróica. Temos aí o exemplo do herói poeta que ilustra bem o jaez desta espécie de gente.
...
Cumpts.
De Inspector Jaap a 29 de Abril de 2013
Oportuníssima a sua precisão, caro Bic ! De facto, apesar da indignação do 1143, que compreendo e partilho, é preciso não confundir o «nó da gravata com os fundilhos das calças»; os verdadeiros militares foram apodados de «colonialistas» e de mais uma lista engraçada de irracionalidades, e postos logo de lado; só não malharam com os ossos na cadeia porque…
Agora também não é menos verdade que o nosso exército desde Mouzinho que não justifica o soldo; nem pouco mais ou menos.
Cumpts

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