11 comentários:
De MCV a 30 de Abril de 2013
Tabela esta que significa termos saído, por maioria, da Pré-História na década de 40 do séc.XX.
É um tema a que ando para dedicar umas linhas há tempo, linhas essas que andam elas também enleadas na construção de edifícios escolares.
O bichinho do Pavlov (para mim não é quase, é mesmo ele) anda a salivar por muito lado.
Abraço
De Bic Laranja a 4 de Maio de 2013
Saímos da pré-história mas com Salazar foi sempre a piorar.
Os edifícios escolares, esses, já começam a levar sumiço, se não por isto, por aquilo. É preciso apagar a memória à gente para daí sacar o homem novo.
Cumpts.
De Paulo Cunha Porto a 30 de Abril de 2013
Meu Caro Bic,
aliás, tomo a liberdade de Lhe chamar a atenção para a denúncia dessa falcatrua difamadora ecoada pelo inefável casal Sartre/Beauvoir, em boa hora publicada por Alan Bloom no livro «A CULTURA INCULTA».

Abraço
De Bic Laranja a 6 de Maio de 2013
Não li o livro, mas o prezado Paulo suscitou-me o interesse.
Grato!
De Marcos Pinho de Escobar a 3 de Maio de 2013
Os democratas são numerólatras, menos quando os números não lhes são favoráveis. Mas uma coisa é certa: os alfabetos do Estado Novo não eram estatística - escreviam o que desejavam dizer e compreendiam o que liam. Da "fornalha" abrileira já não se pode dizer o mesmo.
Abraço, Caro Bic.
De Inspector Jaap a 4 de Maio de 2013
Muito bem dito! interessante seria este estatística considerar os analfabetos funcionais (chique, não?) que estão no grupos do alfabetos.
Cumpts
De Bic Laranja a 6 de Maio de 2013
Analfabetos funcionais são ditos os que modernamente padecem duma novidade chamada iliteracia (do amaricano 'illiteracy', que quer dizer -- pasme-se -- analfabeto, sem mais).
Também gostava que me explicassem qual a diferença funcional entre um analfabeto e um dito cujo funcional. Será a caligrafia? Ou será o funcional um analfabeto que funciona, enquanto que o analfabeto só anlfabeto não funciona...
São tudo questões de analfabetos, bem sei...
Cumpts.
De Bic Laranja a 6 de Maio de 2013
Numerólatras ou não, só o que lhes serve é a ideologia: a verdade é a ideologia e vice-versa; dantes pagavam viagens a Moscovo (ou à Sibéria) a quem a queria (devia) aprender. Agora pagamos nós a TV por cabo para no-la porem na mesa à hora de jantar. Ou a qualquer outra hora. Se quisermos só verdade sem ideologia não vendem. É o mercado...
Cumpts.
De Vítor a 3 de Maio de 2013
Porque me presumo pertencente à "fornalha abrileira", não posso deixar de concordar com o post e discordar do último comentário.
Sustento-me nos mais de 20 anos que levo de contacto diário com os que fizeram a "quarta classe antiga" e com os que deambularam pelos ciclos do ensino básico. Concluo tratar-se de realidades diversas e, cuja comparação, deve ser cuidadosamente ponderada.
Assumir a vantagem dos primeiros é, a meu ver, errado.
Mas, enfim, o monóculo muda de vista mas não de graduação.
De Inspector Jaap a 4 de Maio de 2013
Então mude também a graduação e veja se descobre o que fez ao c.
De Bic Laranja a 6 de Maio de 2013
Eu não me presumo da fornalha abrileira, sou-o necessàriamente. De Outubro de 73 às férias da Páscoa de 74 só por engano havia de dar em «fachista».
Por ledo engano também, de certo, nutri durante e depois do 25 de Abril um certo fascínio pelos livros de leitura da primeira e da segunda classe, livros únicos do oficalão Ensino Ofical -- fachista, claro. Guardei-os logo desde criança e sem motivação de adultos, vá lá entender-se... enquanto a democrática liberdade não teve tempo de substituí-los com ou até sem proveito antes de 76. Pois logo nesse ano que era o da minha terceira classe primeira fase do segundo ano, o livrinho de leitura lembra-me bem o seu nome: «Vento Novo»; uma baforada ideológica logo no título bufado às ventas de criancinhas de 8 anos, que era o que a livre domocracia gastava (hoje começa mais cedo). Nunca tive pulsão de o conservar como aos outros, não sei dizer porquê. Talvez da liberdade de o poder deitar fora... Do livro da 4.ª classe, esse nem o nome me ficou, muito por efeito da tal fornalha que começava a derreter as criancinhas, já não na 4.ª classe, mas na segunda fase do segundo ano.
Dou-lhe razão, porém, em que devemos ponderar sèriamente as comparações com realidades tão derretidamente diversas. Um homem é ele mesmo e as suas circunstâncias. Logo, um menino com a quarta classe em 1970 ou um menino com o quarto ano em 2013 não se hão nunca de comparar sem muita ponderação. Podia lá não ser!... O de 2013, além de 4 anos de meios dias na escola carrega outro tanto de outros meios dias em actividades na escola (muito doutrinadamente orientadas, nada de jogatana de bola ou correr o bairro a tocar às campainhas), a que somaremos a bem da liberdade e da democracia mais três anos inteirinhos de jardim-escola ou «escolinha» com, não esquecendo, todas as respectivas actividades orientadas por educadeiras certificadas e viagens de finalistas. Havemos de admitir: dois democratíssimos ciclos de ensino assim como se praticam em 2013, e em plena liberdade, equivalem no mínimo ao antigo sétimo ano dos liceus e talvez mais o propedêutico. Que pode alguém com a 4.ª classe de 1970 ser ao pé disto senão um mono que aprendeu a ler, escrever e contar?!...
Que espécie de gente anda o estado a criar agora é que eu não sei.
Cumpts. :)

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