Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2016

Azinhaga ou Travessa da Cruz da Pedra?...

  Ando á cata da Travessa da Cruz da Pedra a S. Domingos de Benfica. Raul Proença refere-se-lhe no Guia de Portugal da Biblioteca Nacional (vol. 1, p. 435) a par da Travessa das Águas Boas quando menciona as queijadas de S. Domingos. O index da carta 7M do Levantamento da Planta de Lisboa (1904-11) refere uma Azinhaga da Cruz da Pedra, mas não na acho ao depois assignalada na planta.
 Veja o benevolo leitor:

Carta 7M, Levantamento da Planta de Lisboa (1904-11)


 Nesta busca em que ando dei agora com uma photographia do trôço da Rua de S. Domingos de Benfica que parte da Estrada de Benfica até á Azinhaga do Piçarra (hoje Rua das Furnas) que me corroborou a idéa que me já dera de ler a carta 7M: este trôço tinha todo um arzinho de velha azinhaga. Não me admirava se o toponimo popular e antigo ali houvesse sido da Cruz da Pedra; uma azinhaga que deu em travessa, que deu no fim em Rua de S. Domingos por edital da Camara. — O caso é que não acho outra hypothese. —  Será que foi?

Rua de S. Domingos de Benfica, Cruz da Pedra —  (F. M. Pozal, 194...)
Rua de S. Domingos de Benfica, Cruz da Pedra, 1953.
Fernando Menendez Pozal, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 17:39
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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2016

Sorriso real

El-Rei D. Carlos, Rainha D.ª Amelia e Infante D. Manuel, Lisboa (A. C. Lima, ante 1908)
El-Rei D. Carlos, Rainha D.ª Amelia e Infante D. Manuel
, L. Camões (Pr. D. João da Camara), ante 1908.

Alberto Carlos Lima, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 18:22
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Portugal antes de 1908

SS.MM El-Rei D. Carlos, Rainha D.Amélia e infante D. Manuel, Lisboa (A.C.Lima, ante 1908)

El-Rei D. Carlos, Rainha D.ª Amelia e Infante D. Manuel, L. Camões (Pr. D. João da Camara), ante 1908.
Alberto Carlos Lima, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 10:47
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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2016

Onde fica a 1.ª Circular?

(Publicado originalmente em 16/I/16 ao meio-dia e vinte seis, revisto às quatro menos vinte da tarde e tornado a publicar em 28/I/16 porque a gente não lê.)

 

Pedro A. Santos, «Onde fica a 'primeira circular'», in O Diabo, 12/1/16 A lógica da 2.ª circular é análoga à da 3.ª idade -- conhece-se-a sem caso donde haja a(s) anterior(es).
 N' O Diabo desta semana (12/I/16) Pedro A. Santos põe, a propósito das obras farónicas dos socialistas e da que está na calha para a 2.ª Circular em Lisboa, a questão de «Onde fica a 'primeira circular'». Uma curiosidade a que responde com a conjectura que me também ocorreu há muito, fruto dalgum conhecimento da história da nossa cidade, mas que não é verdade. Associa ele a 1.ª circular à esquecida estrada de circunvalação de 1852 que de Alcântara, pela Rua Maria Pia, Marquês de Fronteira, S. Sebastião, Duque de Ávila, A. Cego, Visconde de Santarém, L. Leão, Morais Soares (Poço dos Mouros), Alto de S. João e Calçada das Lages (Afonso III), chegava à Cruz da Pedra, entre S.ª Apolónia e a Madre de Deus.
 Bom, a verdade é que a circunvalação de 1852 nada tem para a contagem da 2.ª Circular que hoje havemos e onde ùltimamente a vereação cismou em plantar árvores dê lá por onde der. A 2.ª Circular é fruto dos planos de urbanização e expansão de Lisboa do tempo do Estado Novo gizados pelo Eng.º Duarte Pacheco e ordenados num plano de avenidas radiais e circulares. O esquema é também conhecido por Plano Director de 1948 ou plano De Groer. As circulares, contadas do exterior para o interior, seriam:

  • a 1.ª, de Moscavide a Algés pelo N do aeroporto, Lumiar, Pontinha, Buraca e exterior do Monsanto.
  • a 2.ª, de que muito se fala, mas que poucos entendem cabalmente, pois que no plano De Groer ligaria o Cabo Ruivo a Pina Manique, entroncando aí na 1.ª; digo que poucos a entendem porque lhe chamam «circular» sem noção de que para sê-lo, a Av. do Marechal Gomes da Costa é parte integrante; em lugar disso chama muita gente (todos, tenho impressão) 2.ª Circular ao troço (radial) da Av. do Marechal Craveiro Lopes paralelo à Av. da Cidade do Porto.
  • a 3.ª, de Alcântara a Xabregas, pelo vale da ribeira (Av. de Ceuta), Sete Rios, Entrecampos, Av. E.U.A. e vale de Chelas;
  • a 4.ª, da Cruz da Pedra ao Areeiro pela Afonso III, Alto de S. João, Quinta das Olaias e dali pela João XXI, Av. de Berna e Av. Calouste Gulbenkian até entroncar na 3.ª e;
  • a 5.ª, a mais interior, pela Infante Santo, Estrela, Rato, Conde de Redondo, Anjos, Sapadores e St.ª Apolónia.

 O plano foi servindo como orientação e sendo adaptado amiúde conforme as circunstâncias até estar esquecido. Mas, como vemos, a circunvalação de 1852 nem considerada estava.

P.D.U.L. (De Groer, 1948)
Plano Director de Urbanização de Lisboa, 1948.
In Lisboa — Breve História dos Planos Urbanísticos.

Escrito com Bic Laranja às 21:26
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Ainda a 1.ª Circular

«Segunda Circular», 24 Horas,  08/VII/1998 
 Contrariando a insciencia geral e a falsa conjectura de Pedro A. Santos sôbre o nome da 2.ª Circular em particular, esclareci há dias por cá eu o que pude do caso. Não imaginava era vir tarde. O Dept.º de Contôlo de Trafego da C.M.L. há mais de [quase] 20 annos o esclareceu e explicou a um leitor do extincto diario 24 Horas. E com admiravel entendimento de causa.
 Registo que da 2.ª Circular os serviços do municipio soubessem já em 1998 do século passado que era uma avenida — Marechal Craveiro Lopes de seu nome. — Descuraram foi esse nome ser só metade... isto é, ¼ de circular, justamente o trôço do Campo Grande ao Relogio, que d'elle ao marco 0 da auto-estrada n.º 1 a dicta avenida é radial. Por dizer ficou a outra metade, o trôço dicto do General Norton de Mattos, do Campo Grande a Benfica e à Buraca, quiçá por vergonha de ser toponimo postiço a esconder o original, do Marechal Carmona, supprimido por «necessidade de eliminação dos nomes afrontosos para a população, pela sua última ligação ao antigo regime» (Edital 161/74, de 30 de Dezembro).
 Pormenores que não interessam.
 Não obstante a confusão de radial com circular e de circular inteira com metade ou ¼ d'ella (ou por môr d'isso tudo)  lá aventaram de sciencia certa (ou de certa sciencia) na resposta ao indagante leitor do jornal  o conceito de que tinham, a final, vaga noção, exemplificando, não nunca com a circumvallação de 1852 como Pedro A. Santos (seria estulto esperar tal conhecimento da Historia da cidade na Camara), mas com uma amálgama da 3.ª circular do plano De Groer (de que fizeram segrêdo e baralharam a sequência) com a Av. Central de Chellas (quereriam em vez dizer Estr. de Chellas e R. Gualdim Paes, mas que importa), no que demonstraram sem espantar a sua idéa duma 1.ª Circular que, no entanto, nunca «pegou».
 
Pudera!

E a 2.ª

 Tornaram hontem ou antehontem as trombetas noticiosas com a propaganda à idéa fixa da vereação municipal para a 2.ª Circular.
 Conheço a predilecção do pessoal politico d'estes valhacoutos municipaes pelo cimento e pelo alcatrão. Mas, como é negócio que anda deprimido, cheira-me que se propuseram agora aquelles em desbravar novos mercados; como flôres dão pouco (mas já se viu como destruiram os brasões da Praça do Imperio para opportunamente contratarem nova jardinagem politicamente mais correcta) e, como massacrar o arvoredo dos jardins e avenidas da cidade são migalhas que mal pagam a pateada que os votantes alfacinhas hão-de dar nas urnas, vemos os tractantes municipaes n'estes dias empenhados em plantar árvores com tanto ardor que scismam até cravá-las entre alcatrão e cimento; a 2.ª Circular, se não acabar numa Amazónia dos pequeninos há-de vir ser a Floresta Negra de Entre-Monsanto-e-Aeroporto.
 Perdão! Floresta Marechal Craveiro Lopes.

2.ª Circular à Az. das Galhardas, Telheiras (A Goulart, 1961)
Segunda Circular à Az. das Galhardas e a floresta autoctone, Lisboa, 1961.
Arthur Goulart, in archivo photographico da C.M.L.

 

(O recorte do 24 Horas devo-o ao estimado Plúvio.)

(Revisto.)

Escrito com Bic Laranja às 14:05
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Sábado, 23 de Janeiro de 2016

Belem, reguengo da cidade e a tracção animal

A alegoria de amanhã.

Carro americano, Atêrro (J.C.Cruz, 1880)

Carro americano, Atêrro, 1880.
José Chaves Cruz, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 21:59
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2016

Da estética que nos vendem

Bloco das Águas Livres, Lisboa  (F. M. J. Matias, 1959)

Bloco das Águas Livres, Lisboa, 1959.
Architectos: Nuno Teotónio Pereira, Bartolomeu da Costa Cabral; prémio da I.ª Exp. Gulbenkian, 1955.  Photographia: Fernando Manuel de Jesus Matias, in archivo photographico da C.M.L.


 Do substantivo bloco para designar o que se rotula Arte, aos prèmiozinhosprèmiozões que o corroboram, há todo um sentido do Belo, assaz insensato incensado, que emana não sei donde e resvala para não sei quê. E nós dele con... vencidos.
 Deixá-lo!

 

Escrito com Bic Laranja às 12:46
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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2016

Laranjeiras

 O eléctrico 13 que se via ainda ontem para Carnide numa garganta da Estrada das Laranjeiras ia justamente aqui, só que se via vindo de lá para cá. O prezado leitor José Lima foi quem catou bem o ponto no mappa: Estr. das Laranjeiras 218, na exacta confluência da Rua das Laranjeiras com a Estrada das dictas. — Se me não engano agora, a Rua das Laranjeiras (à esq.) designou-se Azinhaga da Ponte (ou Fonte) Velha; descia, como ainda desce, da Palma — lugarejo ancestral que se por ali conserva encravado entre edificado pós-modernista-ò-pós-modernaço e rodovias xpto.

Estrada e Rua das Laranjeiras, Lisboa (E. Portugal, 1944)


 Um pouco adeante, caminho de Sete Rios, achava-se o chafariz das Laranjeiras ante a quinta do conde de Farrobo, que marca ainda agora o entroncamento da Estrada das sobredictas Laranjeiras com a Calçada da Palma de Baixo. O progresso não lhe deu cabo (ao chafariz) mas deu-lhe uma reviravolta...

Chafariz das Laranjeiras, Estr. das Laranjeiras (E. Portugal, 1944)

Calçada da Palma de Baixo e Estr. das laranjeiras, Lisboa (E. Portugal, 1944)

 
 Na Calçada da Palma de Baixo, nº 2 (photo em cima, à dir.) via-se na primitivamente o portão e placa da Quinta das Rosas, tal qual se o ainda lá pode ver agora, afortunadamente; o alargamento da Calçada da Palma de Baixo fez-se à custa do largo do chafariz.

 Justamente na calçada, imediatmente a seguir ao portão da Quinta das Rosas há hoje uma serventia de acesso à Quinta das Palmeiras onde, segundo a leitora Zazie, era o colégio do Infante de Sagres. Cuido que fosse assim.

Colégio do Infante de Sagres, Palma de Baixo (K. Pinro, 195…)


Photographias: 1) Rua e Estr. das Laranjeiras, 2) Chafariz das Laranjeiras e 3) Calç. da Palma de Baixo (Ed. Portugal, 1944); 4) Col. do Infante de Sagres (Kurt Pinto, 195...). In archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 17:59
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Basilica da Estrella

 Qualquer venerável que se fine passa por ela. Que terá a franco-maçonaria com a basílica da Estrella?

Basílica da Estrela (M. Novaes, s.d.)

Photographia de Mário de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.

Escrito com Bic Laranja às 13:02
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016

13 — Carnide

Eléctrico de Carnide, Estr. da Luz (J. Benoliel, c. 1950)
Eléctrico de Carnide,
Palma de Baixo (Estr. da Laranjeiras), c. 1950.

Judah Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 20:40
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Estrada da Luz (viaducto da)

2.ª Circular no cruzamento da Estr. da Luz, Lisboa (A. Goulart, 1963)


 A pregunta dum benévolo leitor suscitou-me a lembrança dumas fotografias da Estrada da Luz que mostram que a feitura do viaducto da 2.ª circular ali veio a desviar aquela velha estrada do seu leito primitivo. E de facto a casa que vedes à esquerda na 2.ª e 3.ª imagens a seguir (está de pé mas não há-de ser por muito pois há annos que se acha destelhada nas traseiras, que sempre dá menos nas vistas) tem um alinhamento excêntrico ante estrada actual. Nada menos que o alinhamento primitivo da Estada da Luz.
 Simples curiosidade.

Obras do viaduto da Luz na 2.ª Circular, Estr. da Luz (A. Serôdio, 1965)

Obras do viaduto da Luz na 2.ª Circular, Estr. da Luz (A. Serôdio, 1965)

Viaduto da Luz, Estr. da Luz (A. Serôdio, 1966)

Prédios em demolição, Estr. da Luz (A. Madureira,1968)


Photographias: 1) 2.ª Circular no cruzamento da Estr. da Luz, Lisboa (A. Goulart, 1963); 2) e 3) Obras do viaducto da Luz na 2.ª Circular, Estr. da Luz (A. Serôdio, 1965); 4) Viaducto da Luz, Estr. da Luz (A. Serôdio, 1966); 5) Prédios em demolição, Estr. da Luz (A. Madureira,1968). In archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 19:56
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Metrologia de Estado

Estação de Serviços, S. Jorge de Arroios (H. Novais, 1930-80)

 Os papagaios das notícias «avançaram» hoje que as bombas de gasolina vão ser fiscalizadas. Não eram?!...

 Até ao início do corrente ano, o controlo metrológico em Portugal era assegurado pelas Direcções Regionais da Economia — entretanto extintas, pelo que o Instituto Português da Qualidade procedeu à qualificação de empresas privadas para o exercício destas atribuições, actualmente, e que são designadas Organismos de Verificação Metrológica (O.V.M.). Estes O.V.M. verificam a conformidade dos instrumentos de medição dos postos de abastecimento, emitem o respectivo certificado e procedem, ainda, à selagem dos equipamentos garantindo, assim, a sua conformidade legal com as respectivas normas que regulamentam o controlo metrológico, e que acima estão identificadasControlo Metrológico como nova atribuição da E.N.M.C.», Min. da Economia/E.N.M.C,16/12/15).

 Pelo Decreto-Lei 291/90, de 20 de Setembro, a superintendência do controlo metrológico das bombas de gasolina cabe ao Instituto Português da Qualidade. O I.P.Q. pode reconhecer e delegar em terceiros a verificação e fiscalização das bombas (art. 8.º, n.º 1). Como manda mas não executa, incumbiu as Direcções-Regionais de Economia (apesar de não haver regionalização, parece que tem havido regionalização administrativa) de coordenar, fiscalizar e verificar as bombas (art. 8.º, n.º 2). Com a sua extinção (das D.R.E.) a fiscalização e aferição das bombas foi então trespassada a empresas qualificadas pelo próprio I.P.Q. em Organismos de Verificação Metrológica que, vem ver-se, carecem de ser elas próprias fiscalizadas.

 Assim, resumindo:

  1. O I.P.Q. superintende a coisa;
  2. as D.R.E. faziam a coisa, mas acabaram;
  3. o I.P.Q. comete então a coisa a empresas que qualificou e qualificadamente designou O.V.M. capazes de levar a coisa a cabo e;
  4. Cria-se em fim uma Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis para fiscalizar os qualificados e designados do ponto 3...

 Talvez os O.V.M não sejam de fiar, mas, como sabemos se a E.N.M.C., o I.P.Q. e as ex-D.R.E. são/eram? — Porque sejam públicos estes e particulares aqueles? — E neste caso se nos fiamos mais dos órgãos do Estado porque não faz simplesmente a nóvel E.N.M.C. o que faziam as ex-D.R.E. a haver-se de chamar particulares ao processo? Sairá porventura mais em conta pagar aos de O.V.M. para fazer o que faziam as ex-D.R.E. havendo ainda de pagar a E.N.M.C. para fiscalizar os O.V.M.?

Confusos? — Pois então explicai-me também da competência dos municípios na aferição metrológica...

 

(Fotografia da estação de serviço da Soc. Comercial Guérin na Rua José Estêvão em Lisboa de Horácio de Novais, na Bibliotheca d' Arte da F.C.G.)

Escrito com Bic Laranja às 12:39
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016

Rossio de Lisboa pela manhã

Rossio, Lisboa (A. Pastor, 197...)
Rossio, Lisboa, 198...
Artur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 08:30
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No tempo d' A Confidente

Rossio, Lisboa (A. Pastor, 198...)
Rossio, Lisboa, [1973].
Artur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 00:24
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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2016

Lisboa, 1987 [i.é, 1978] *

 Típico quadro alfacinha de Lisboa desaprumada depois do fim de Portugal. Sempre necessária em parede de boa alvenaria era a berrante estridência comunistóide...

Eléctrico 12, Mouraria (Richard Lomas, 1978)
Rua dos Cavaleiros, Mouraria, 1987 1978.
Ricardo Lomas, in Eléctricos em Portugal.

 Cuidais que melhorou?...

* Umas vezes me espanto outras me avergonho. Ou ambos. Publiquei este crendo firmemente tratar-se duma imagem de 1987. Emendo agora quando aponho a remissão directa ao blogo do autor da fotografia, onde, espantado, vejo que vi mal o que era claro de lá ver. As imagens são de 1978. Avergonho-me de logo no título haver um êrro.
 Emendado a correr às vinte para as quatro da tarde.

Escrito com Bic Laranja às 10:29
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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2016

Lisboa chuvosa

Lisboa com chuva, Santos (T. Boric, 1978)
Lisboa com chuva, Santos, 1978.
Fotografia: Tim Boric.

Escrito com Bic Laranja às 21:47
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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2016

Brumas

 Há a bruma da memória e a embrumação. O objecto em vislumbre no meio da névoa, de feito, é atreito a brumas. E a embrumação também.
 Vamos vogando em meias águas...

 

Ponte Salazar, Lisboa (E. Gageiro, c. 1966)
Ponte Salazar, Lisboa, c. 1966.
Eduardo Gageiro, in archivo photographico da C.M.L.

 Vem esta imagem etiquetada no archivo municipal como «Ponte 25 de Abril» e datada de 1982. A coisa, por conseguinte, passa por bem ser da Era Abrilina, legada tanto melhor assim à posteridade quanto se acha também publicada com tal legenda e data em José Sarmento Matos (org. e coord.), Lisboa à Beira Tejo (1860-2010), [Lisboa], C.M.L./E.G.E.A.C., [2010]. Com a fraca cultura geral acelerada da vida moderna, a coisa pode — há-de — passar ao curioso folheador de álbuns de memórias muito capazmente: se se vê ali ponte com o tabuleiro por acabar e a data é 1982, é porque deve ter sido a ponte feita por essa altura. Como lhe chamam «25 de Abril», não espanta.

 A subtileza destas manipulações doutrinárias, sem embargo de as cogitações sobre elas poderem incorrer na opinião pública veìculada (e mormente disso), incrementa-lhes e muito a eficácia. A memória é fraca e deixa-se levar. Se as brumas da memória podem porventura haver conduzido (ou não) o photographo à má lembrança da data em que bateu a chapa e disso haver vindo a enganar os agentes municipais da cultura, estão todos desculpados. Facto é que a transmissão da memória prossegue assim enevoada aos vindouros. Eis a manipulação doutrinária. — A ponte é Ponte Salazar. A chapa é de c. 1966.

 Quem esteja atento não se deixa enganar, mas as massas ignaras que vegetam no quotidiano acelerado na sua rica vidinha assimilarão a legenda da Ponte Salazar com a designação Abrilina enxertada e, repeti-la-ão sem nada cuidar do que seja; de erros nem do descarado roubo da memória histórica — o notíciário hora a hora do trânsito é exemplo desse eco potentíssimo que dá para inculcar formidàvelmente uma certa memória das coisas.

  Este ano de 16 haveremos o cinquentenário da Ponte Salazar. Haverá decerto foguetório noticieiro e arraial de emplastros democráticos acotevelando-se sob os holofotes duma memória de que se apropriaram. Será vê-los a querer sobressair da embrumação que sobreerguem, quais dões Çabastiões da nacional-transparência e, no fim, achá-los, todinhos, acabados engenheiros de obras feitas. Bem o portugalinho Abrilo-regimental, hem!

 Feliz anno de 16!

Escrito com Bic Laranja às 18:30
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015

Obras na Rotunda

Obras na Rotunda, Lisboa (J. Benoliel, 1959)
Obras na Rotunda, Lisboa, 1959.
Judah Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 10:59
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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2015

Trambiqueiro sim, trampolineiro não

 Ouço às dez na sociedade industrial de concentrados que o Pedro Coelho disse que, consigo, o Banif tinha levado o sumiço que levou na mesma e exacta maneira.

 Portugal é isto. 


Venda ambulante, Terreiro do Paço, 1978.
Frank Thompson, in Portugal velho.

Escrito com Bic Laranja às 22:35
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2015

Ainda daquela fotografia…

 De Portugal em 1935. Cujo enigma se decifra em Linda-a-Pastora.
 O benévolo leitor José Lima catrapiscou na rede este postal de Ant.º Passaporte muito, muito a calhar, onde se pode ver o lugar de Linda-a-Pastora no sopé dos outeiros e os moinhos bem distintos na sua cumeada.
 A quem se interesse por estas antiguidades bucólicas e pelo melhor ou pior atulho em que elas devêm, sabei que o confrade José Leite tem nos seus preciosos Restos de Colecção um rico verbete sobre o Estádio Nacional com raras imagens do aprazível vale do Jamor antes e durante a construção do Estádio.

«Courts» de ténis do Estádio Nacional, Jamor (A. Passaporte, c. 1950)

Estádio Nacional de Ténis, Linda-a-Pastora (prox.), c. 1950.
Postal de Ant.º Passaporte in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 19:33
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