Quinta-feira, 17 de Novembro de 2016

A administração

 Andam os noticiários agitados com a administração da Caixa Geral de Depósitos. Entendo que os factos estão mal noticiados. A única administração que vislumbro nas notícias é a das declarações pessoais de rendimento e património dos administradores. Confundir esta administração particular com administração da Caixa, só por descaso. Ou abuso, como o de usar os serviços jurídicos da Caixa em proveito da sua contestação particular da lei.

Caixa Geral dos Depósitos, Lisboa (L. Pavão, 2000)
Caixa Geral dos Depósitos, Lisboa, 2000.
Luís Pavão, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 12:22
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6 comentários:
De Joe Bernard a 17 de Novembro de 2016
Esta gajada não tem vergonha, a começar no cabeça de lista, antigo MRPP, que vive numa casa avaliada em 4 milhões, mas que para as Finanças é só 1 milhão!
Toma e embrulha!
Quem pode, pode!
De Bic Laranja a 21 de Novembro de 2016
E nenhum parece querer largar o osso. Hão-de esticar a corda até às últimas, mas no fim vão ficar porque ordenadões daqueles ninguém lhe pagaria.
Portugal acabou, mas os restos ainda alimentam muita pilhagem.
Cumpts.
De Mandarinia a 18 de Novembro de 2016
Outro antigo MRPP está como director executivo do Goldman Sachs. Aquilo é que devia ser uma escola...
De Bic Laranja a 21 de Novembro de 2016
Ah pois havia de ser, havia! Os factos estão `a vista.
Cumpts.
De [s.n.] a 18 de Novembro de 2016
Este edifício é do mais horrendo que imaginar se possa. Nunca vi coisa mais deselegante e menos nobre no verdadeiro sentido do termo, dadas as suas dimensões exageradas tendo em conta o fim a que se destinava e que forçosamente o exigiria. Tudo nele, de uma ponta à outra, é de nos deixar horrorizados. Quem foi o ou os 'arquitectos' que projectaram tão pavoroso mastodonte? E como é que esta aberração foi permitida? Ah, já imagino, foi algum ou alguns arquitectos que fazem parte da panelinha, isto é, que pertencem ao sistema... e assim sendo está tudo dito e tudo é permitido. Até os piores exemplos do que não deve presidir à edificação de obras arquitectónicas que exigem linhas harmoniosas, materiais nobres, dignidade e beleza. Esta 'Obra singular' faz lembrar, "mal-acomparada" e salvo a proporção gigantesca e o destino que lhe fora atribuído, as casinhotas de linhas assimétricas, sem volumetria de jeito nem beleza exterior, que o 'engenheiro' Sócrates mandou construir segundo um 'projecto' de sua inteira autoria e de um 'rigoroso' acompanhamento das obras..., no Fundão ou na Covilhã..., já nem me lembro bem.

Estou para escrever sobre este inacreditável Edifício(?)-Banco (que levou anos e anos a ser completado, com queixas sucessivas dos moradores das redondezas perante as poeiras monstruosas que permanentemente se levantavam, durante os intermináveis anos que levou à finalização da 'obra') por todos os aspectos já citados, mas acrescento mais um pormenor que não é de somenos. O que significa aquela pirâmide (e para que serve a diminuta 'casota' que ela abriga) que está à vista de todos, no terreno fronteiriço ao Banco, junto à Avenida João XXI? Mas porventura nós alguma vez tivemos pirâmides em forma de "telhados" ou vice-versa, nos nossos edifícios em todo o Portugal? Desde há largos anos - e note-se que tal aberração começou a verificar-se em Portugal a partir da implantação desta espécie de regime... nunca referendado pelos portugueses - foi então que começaram a aparecer por todo o País pirâmides a fazer de telhados. Qual o motivo semi-obscuro deste contra-senso ter vindo a acontecer? Quem é que esteve na sua origem e quem é que decretou a sua obrigatoriedade urbanística por todas as cidades do País? Telheiras está cheia delas..., aliás bem visíveis da Segunda Circular. Na linha do Estoril, que vai até Cascais e Guincho, vêem-se pirâmides de todos os tamanhos a fazer de telhados em muitos prédios próximos da Marginal, mas também no interior de quase todas estas Vilas. Esta moda ridícula cheira-me a esturro e muito. E é mau preságio.

Já me disseram que as pirâmides a substituir a cobertura dos prédios com telhas, como sempre foi a norma, são um sinal secreto que as identifica como propriedade da maçonaria. E eu acredito. Nos Estados Unidos acontece o mesmo e sabe-se perfeitamente a sua origem.

Tudo isto parece ter igualmente acontecido e prolongando-se no tempo até ao presente, em todos os países europeus e um pouco por todas as suas cidades e vilas. Lá como cá. Uma das mais completas aberrações acontecida, já vão largos anos, sem que a obra/instalação tivesse sido embargada logo no seu início pelo escandaloso crime arquitectónico-urbanístico que já se vinha perspectivando no horizonte e antevendo-se a sua edificação mais tarde ou mais cedo, teve o seu momento mais escandaloso na construção da pirâmide de vidro por ordem de Miterrand e ainda por cima numa Praça monumental ocultando parte da fachada do Museu do Louvre. O Miterrand não podia escolher melhor local para ele próprio ficar para a posteridade. Mas não ficará como um herói que mandou construir um grandioso monumento, que era o que ele tinha em mente, mas como o autor de uma obra miserável que o indentificará como um presidente que desfeiteou um espaço nobre e digno e que deveria ter sido intocável. Um verdadeiro crime (urbanístico) de lesa-pátria que indignou a maioria dos franceses e muito em particular todos os parisienses. Cá por mim aquela despropositada 'instalação' (devia ter sido pespegada num acampado bem longe da Capital) já devia ter sido derrubada há muito tempo, devolvendo àquela belíssima Praça a nobreza que lhe é inquestionàvelmente devida.
Tenho dito.
Maria
De Bic Laranja a 21 de Novembro de 2016
Quando o começaram a fazer lembro-me de ter lido que a moda destas monstruosidades estava a passar. Como sempre, copia-se o estrangeiro, e tarde. De maneira que a «linguagem» arquitectónica exibida no trambolho deve também ser dessa inspiração piramidal muito lá de fora chique a valer.
O que espanta e ninguém repara é na mais completa ausência de rasgo nacional para o que seja. A importação de modelos estrangeiros para tudo e nada que se faça para aí é a prova acabada do vazio destas cabeças. Tão ocas que nem consciência tomam. E disso isso o muito que o festejam.
A fôrça gravitacional dum buraco negro jamais sugaria tanta iluminação do espaço exterior como os bestuntos cavados destes frandunos.
Cumpts.

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