12 comentários:
De Bic Laranja a 19 de Junho de 2016
Também não aprecio a Ruefa. Parece-me que entrou em eclipse desde há tempo, mas ainda assim lhe arranjaram sinecura na emissora Nacional para dizer as baboseiras e os recados do credo oficial; ainda na sexta verberava o hotel minhoto que se reserva o direito de não hospedar festivaleiros, drogados, e maricas.
Mas teve ela jeito de apanhar os trejeitos da defeituosa odatódia dessoutra, a Judite, que troca os «rr» por «dd» e dizia pdofessod Madcelo aos domingos. Qualquer dia até gagos e mudos chegam a locutores.
A publicidade à Caixa é mais um gancho que lhe arranjaram, à Ruefa. Sai-nos da algibeira a catequese na rádio e a inutilidade da publicidade à Caixa: não acredito que haja alguém que vá alguma vez depositar dinheiro ali por causa dela.
Cumpts.
De [s.n.] a 20 de Junho de 2016
Não podia estar mais d'acordo com as suas palavras. Não sabia que ela falava na Emissora, imagine-se!. Nunca ouço Rádio.

Deixe-me regressar a estes pormenores de péssimo gosto. As raparigas das televisões, mas não só as locutoras e jornalistas, também as actrizes, empregadas de balcão, cabeleireiras, estilistas, deputadas, ministras, médicas, psicólogas, sociólogas, psiquiatras, arquitectas, engenheiras, etc., etc., até há pouco tempo todas elas pintavam os cabelos cor-de-palha. E a maioria ainda continua a fazê-lo. Antes disto e até há cerca de dez anos TODAS elas punham madeixas amarelas (nuances, como se dizia) no cabelo, já de si amarelo. Outras queriam e algumas ainda querem, ser louras suecas (como observava um amigo nosso), pois claro. Agora - e esta nova onda já dura há vários anos - resolveram imitar-se umas às outras com a tal "cor de acaju" nos cabelos, cor que, como disse, as senhoras de bastante idade do tempo da minha Avó, usavam indistintamente.

Outra coisa mais ridícula não pode haver: quando uma delas veste roupa de cor azul, toda as colegas a imitam e vestem roupa azul...e isto já perdura há mais de um ano. Desde há semanas veio a onda do amarelo e do cinto sobre tudo o que é vestido ou casaco curto ou comprido (a imitar em ambas as coisas, a Letizia de Espanha...) e portanto toca a vestir d'amarelo. Menos mal que desde há dias parece que veio a moda do branco... e é vê-las todas a aderir em força.

Lá que estas jornalistas e outras profissionais das mais variadas áreas, que estão sempre a aparecer nas televisões são francamente originais, disto não há a mais pequena dúvida.
Repare-se que esta praga do "acaju" nos cabelos contagiou-se a todas mulheres de todas as profissões e até às domésticas das mais pequenas vilas e aldeias de todo o País... incluindo as ex-emigrantes que regressaram aos seus lugares d'origem!

Uma coisa é certa, a inventividade das mulheres portuguesas, novas e velhas, pede meças. E isto é um facto comprovado.

Cumprimentos também para si e obrigada pela sua sempre bem-vinda resposta.
Maria

De [s.n.] a 20 de Junho de 2016
"oiço" e não ouço...:)
Maria
De [s.n.] a 20 de Junho de 2016
Ou é "ouço", de facto?... ou, indiferentemente, das duas maneiras? Parece-me que sim. Confirme-me lá, que sabe destas coisas mais do que ninguém:) Parece que já nem sei conjugar os verbos, isto está a ficar bonito. Será que estou inconscientemente a adoptar a língua de trapos, como os do Ministério querem que façamos (e o próprio sistema 'decretou'..., para eles cumprirem, não eu)? Vá de retro!
Maria
De Bic Laranja a 21 de Junho de 2016
Ouço/oiço são formas duplas, fonológicas, não ortográficas. Ao que me lembra ter lido alhures/algures, -ou- é mais nortenho -oi- mais meridional. Alhures/algures idem, como cobarde/covarde. Fonológicas.
Casos há de maior generalização em -oi- (dois, foice, doido, noite), ora de -ou- (cenoura, logradouro, matadouro, pelouro), em que as correspondentes se tornam raras: dous, noute...
Cumpts.
De [s.n.] a 22 de Junho de 2016
Tem razão. Bem me parecia quanto ao ouço/oiço. Fui ver a ligação que deixou (de 2006!, onde é que este ano já vai, como o tempo passa, Deus meu...) e achei graça aos exemplos que deu. De facto muita gente ainda hoje diz oiro em vez de ouro, sobretudo os mais velhos. Se não estou em erro, no Alentejo ainda se pronuncia "oiro". E, segundo afirmou, igualmente em algumas regiões do Norte.
E muito obrigada pelo esclarecimento. Conhecimentos enciclopédicos, esses seus, que maravilha.

Ainda um anacronismo. A Rua do Ouro era chamada no seu início Rua Áurea. A alteração terá tido a ver com a evolução da língua e adoptada pelos linguístas do tempo ou foi produto d'algum acordo ortográfico (o de 1911?) ocorrido na época? Pessoalmente achava bem mais original ter continuado a ser Rua Áurea.
Maria
De Bic Laranja a 21 de Junho de 2016
Lembro-me de ver o acaju em menino no mostruário das tintas da Colorelle, no cabeleireiro da minha mãe. O mostruário era um cartão com uns tufos de cabelo dispostos em linhas sucessivas e em cada um o nome da respectiva cor em baixo. Acaju era uma palavra exótica que muito me intrigava. Vai ver-se é mogno e do que me conta as cabeças de pau estão em voga.
;)
Cumpts.

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