11 comentários:
De mujahedin a 16 de Março de 2014
Assim foi, há 53 anos, que começaram a destruir Portugal...

Triste efeméride...

Estes mortos ninguém os lembra... quase ninguém.
De Bic Laranja a 18 de Março de 2014
Efemérides que são noticia: o Cunhal, a fuga do Cunhal, o guarda que deixou fugir o Cunhal, o carro em que fugiu o Cunhal... E onde o Cunhal parou a fuga para poder dar um mijinha só não é notícia porque ainda não acharam o arbusto certo.
Cumpts.
De Paulo a 16 de Março de 2014
Há quatro anos ouvi da boca de um angolano oriundo de Carmona (vive agora em Luanda, foi professor e graduado do Exército Português) relatos das atrocidades cometidas. Coisas que em Portugal ninguém recorda, quando se fala desses tempos.
De Bic Laranja a 18 de Março de 2014
Os antropófagos arregimentados pelo Holden Roberto mataram, esquartejaram, queimaram e salgaram pretos, brancos, homens, mulheres, crianças e animaes.
Ah! libertadores!
Cumpts.
De mujahedin a 17 de Março de 2014
Coisas que em Portugal ninguém recorda

Quase ninguém...

Peço desculpa ao Bic pela publicidade, mas creio que interessará:

http://ultramar.github.io/pieter-lessing-substitute-for-an-introduction.html

http://ultramar.github.io/a-justificacao-da-tortura.html

De Bic Laranja a 18 de Março de 2014
O interêsse é inequívoco. Remissões directas:


Muito obrigado!
De Inspector Jaap a 20 de Março de 2014
Há (?) um livro que eu li em 1965, se a memória me não falha, brutalmente ilustrado com fotos sem Photoshop ” das atrocidades que se passaram em Angola; a minha memória já conheceu melhores dias, mas essas imagens ficar-me-ão bem vivas para todo o sempre; infelizmente, não tenho ideia de que o escreveu e, do título, só me recordo que conteria a palavra «terrorismo»; em qualquer caso, duvide que ainda se possa encontrar, a não ser em algum sítio muito particular; os relatos que li nas remissões, trouxeram-me à memória essa experiência, que deveria ser mais cultivada, não fora ela politicamente tão incorrecta: os bandidos éramos nós, claro.
Cumpts
De mujahedin a 21 de Março de 2014
O único que eu conheço com fotografias é o «The Fabric of Terror» de um Bernardo Teixeira, escrito em inglês.

Tem umas quantas fotografias no meio e dá conta de umas poucas de histórias dos terrores e horrores que por ali se passaram.
De mujahedin a 21 de Março de 2014
Uma das histórias mais arrepiantes e famosas, é a da serra mecânica do Luvo. Segundo se descreve no livro, os infelizes que tiveram o infortúnio de cair nas garras dos selvagens, foram cortados ao comprimento numa serraria que ali havia.

Dei conta pela primeira vez desta história num artigo de um jornal americano que dava conta, por sua vez, das dificuldades que sentiam os diplomatas portugueses em falar no estrangeiro, naquele caso o MNE numa universidade americana. O articulista invoca a história da serraria para exemplificar o tipo de coisas que quem vituperava e censurava os portugueses nunca se lembrava. Menciona também uma entrevista do facínora-mor Roberto ao Le Monde em que confessa despreocupadamente tais façanhas, que é a que acima se deu ligação sob o nome "Justificação da Tortura". Pode ser visto aqui, o artigo americano que fala do livro de Teixeira:

http://ultramar.github.io/os-terroristas-de-palco-ou-o-jornalismo-que-a-democracia-portuguesa-nunca-viu-nem-quer-ver.html#titulo
De Inspector Jaap a 23 de Março de 2014
Este seu segundo comentário vem aumentar extraordinariamente as probabilidades de se tratar, de facto, da mesma obra, já que esse horripilante episódio de barbárie, está bem vivo na minha memória e foi muito comentado por aqui, à época.
Cumpts
De Inspector Jaap a 23 de Março de 2014
No limite, até poderemos estar a falar da mesma obra, de facto, pois não haverá assim tantas a versar esse tema, penso eu; todavia, tenho uma ideia MUITO ténue de que o autor seria um jornalista, mas não garanto, de todo! A ser assim, e depois de ter lido a introdução na sua remissão, que lhe agradeço, só posso pensar que a censura deste magnífico regime, que a não tem, dizem eles, terá funcionado em pleno e o livro destruído, por, politicamente, mais do que incorrecto.
Obrigado pela achega, que vou ver se descubro a obra que teve a coragem de mencionar aqui; muito obrigado.
Cumpts

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