Domingo, 4 de Dezembro de 2016

Ainda o Pateo dos Geraldes

Pátio do(s) Geraldes (ou Giraldes), Lisboa (E. Portugal, s.d.)


 Aspecto do Pateo dos Geraldes (ou Giraldes) tomado da Rotunda, do espólio de Eduardo Portugal no archivo  photographico da C.M.L. (cota B096636). O fio de casas baixas, à esquerda, são do quartel do Valle Pereiro. O casarão contra o horizonte em segundo plano, à direita, há-de ser o palácio Abrançalha, actual collegio das Dorotheias. Um esparso olival (?) era quanto havia entre aqui e lá, que é como quem diz, da Rotunda ao alto das Amoreiras de hoje. Não seriam, contudo, senão terras de semadura como é bom de ver das ceifeiras...

Terras de semeadura, Pateo dos Geraldes (J.A.L. Bárcia, c. 1900)


 Passada dezena e meia ou duas dezenas, quasi, de annos, o panorama tirado da mesma Rotunda era já outro. E as terras de semeadura eram uma convulsão de atêrros. Vêde o Pateo dos Geraldes à esq., detrás dos primeiros palacetes da Rotunda!

Primeira pedra do mom«numento ao Marquês de Pombal, Rotunda (J. Benoliel, 1917)


 Bom, mas não era isto que eu vinha contar.
 Quando me há dias referi ao Pateo do (ou dos) Geraldes (ou Giraldes) disse pouco saber da sua origem, além do que dizia:  que ficou à condessa da Foz de Arouce por herança do 2.º marquês da Graciosa. Continuo não sabendo muito mais, apesar de já hoje ter catado numa notícia antiga no Público de que pertenceu desde o início do séc. XVIII à família dos Andrades da Idanha, mais tarde marquêses da Graciosa.
 Mas, bem, continuo a divagar e quero passar ao que queria dizer. É uma daquelas coincidências.
 Dias, apenas, depois de publicado o verbete sôbre o que falo e de que pouco ou nada sabia e sei ainda, lia eu madrugada adentro as últimas páginas de In Illo Tempore de Trindade Coelho quando topei com uma engraçada história dos tempos de Coimbra do... 2.º marquês da Graciosa e que, por elle, se liga ao Pateo dos Geraldes. Treslado-a para aqui nas próprias palavras do auctor d' Os Meus Amores:

  Quando o commentador do Codigo Civil, o sr. Dias Ferreira, andava no 6.° anno para se doutorar, era veterano do sr. Fernando de Mello Geraldes, que foi depois marquez da Graciosa, e morreu ha pouco [Outubro de 1900 (*)].
  Este typo do
veterano vae hoje desapparecendo lá de Coimbra; porque ao presente, sahe-se da Universidade quasi sem bigode, e d'antes ia-se para lá já de barba na cara, e o Veterano era uma entidade veneranda — um como representante, para todos os effeitos, do patrio poder!
  O pae mandava a mezada e os conselhos; e o veterano fiscalisava a mezada, e dava contas ao pae, de quando em quando, do aproveitamento do caloiro, nome que ainda no 1.° anno, mesmo hoje, os novatos não perderam de todo.
  Explicava-lhe a lição, quando era preciso, e acompanhava-o de noite ás vésperas de feriado — para que lhe não cortassem o cabello, ou, como se diz em Coimbra, para que o não
esmonassem...
  Ora o Sr. Dias Ferreira, como disse, era o veterano do Fernando Geraldes — que tinha p'los modos o bom gosto de ser um grande cábula, e um verdadeiro insubmisso ás leis de Minerva !
  Diz-lhe uma vez o sr. Dias Ferreira:
  — Prepare-se, olhe que é chamado ámanhã. « Viu bem? »
  E o Geraldes:
  — Muito bem.
  Mas á noite, em vez de accender o candieiro de três bicos, de latão amarello, o novato tira-se de cuidados e péga da moca — e vae com os outros à caça dos gatos!
  No meu tempo ainda era tambem costume ir a gente á caça dos gatos — e aqui está (digo-o agora!) quem ajudou a dar cabo d'aquelle bichano maltez da poetisa D. Amélia Janny, e que a poetisa, diz-se, estimava muito!
  O crime... — prescreveu !
  Andou, pois, toda a noie aos gatos, o bom do Geraldes; e quando recolheu quasi de manhã, não quiz saber da
sebenta, e foi para a aula sem vêr palavra!
  Fez o lente a prelecção do costume, que era a lição para o dia seguinte; e no fim, já se vê, poz-se a folhear a caderneta, a vêr quem havia-de chamar...
  Pânico p'las bancadas! Á esquerda do sr. Geraldes ficava o seu condiscipulo Beirão — o sr. Francisco Antonio da Veiga Beirão, que tem sido ministro, — e que era um
urso.
  ... Até que diz o lente lá da cadeira:
  — « O Sr. Fernando de Mello Geraldes. »
  E o Mello Geraldes acotovella com furia o visinho da esquerda, e diz-lhe baixinho:
  — Beirão ! ó Beirão ! Olha que foste chamado!
  Levanta-se rápido o sr. Beirão, e prega, como era de esperar, uma lição formidável! A verdadeira lição de
urso!
  Diz-lhe o lente ao dar a hora:
  — Estou satisfeitissimo ! Tem dito muitissimo bem!
  E assenta uma lição optima... — ao Fernando de Mello Geraldes!
  Vae para casa o Fernando Geraldes, e conta a
historia ao sr. Dias Ferreira.
  — Oh, diabo! — diz-lhe de rábula o futuro causidico, — fez bem em me prevenir! «Vê bem?»
  — Não vejo...
  — Pois você verá.
  E faz-se encontrado com o lente, e com a confiança de meios-collegas e pergunta-lhe logo:
  — Então o rapaz? que tal andou?
  O lente, pasmado:
  — Optimamente! Você faz lá uma ideia?! Vou chamál-o ainda outra vez, e hei-de ferrar-lhe um premio no fim do anno!
  O sr. José Dias, prudente:
  — Homem, isso não ! Chamál-o outra vez, isso não!
(Prudentissimo!) Não vá o rapaz estragar o que fez!

Trindade Coelho, In Illo Tempore, Aillaud, Porto, 1902, pp. 375-379.


(*) As genealogias da Internete dão o 2.º marquês da Graciosa, Sr. Fernando de Mello Geraldes  Sampaio de Bourbon, como falecido em 1943. Deve haver engano. Consultando a Nobreza de Portugal e do Brasil (v. II, p. 645) leio: Foi 2.º Conde e 2.º Marquês Fernando de Melo Geraldes Sampaio de Bourbon, que nasceu em 29-VI-1839 e morreu solteiro e s.g. [sem geração] em Outubro de 1900, filho segundogénito (o primogénito morreu novo e s.g.) dos I.ºs Marqueses. Era bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra e grã-cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Foi-lhe renovado o título de Marquês por Decreto de 26-V-1886 (D. Luis). —  Parece-me isto mais em accôrdo da verdade e corroborado pelo que nos conta Trindade Coelho.

Photographias do espólio de Eduardo Portugal (s.d.), José Arthur Leitão Barcia (c. 1900) e Joshua Benoliel (1917), in archivo photographico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 16:23
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9 comentários:
De dv a 5 de Dezembro de 2016
Pode voxecelencia procurar no google pateo dos giraldes (ou geraldes, ou como lhe aprouver), tendo o cuidado de escolher no rectangulo apropriado(mais/ books/livros) ou que lhe apareca.

Talvez nao encontre nada que nao conheça, ou o contrario. Ha que tentar.

Pelo que encontrei (veja os links abaixo) o Saldanha tambem la morou, e pelo menos um dos livros diz que ao dito logar tambem se chamou Pateo do Saldanha (o que nao ajuda pois o palacio dos Condes de Ega tambem foi assim chamado...)

Fonte Os conventos de Lisboa - Página 37
O edifício era designado, em 1867, Quinta do Geraldes ou Pátio do Geraldes, por ter pertencido a essa família, e foi também, em devida altura, chamado Pátio do Saldanha, por nele ter habitado o Duque. CÍÈ NOSSA SENHORA DA ...

O roteiro das ruas de Lisboa e immediações de Eduardo Queiroz Velloso (o link seguinte clicando na roda dentada que aparece do lado direito pode fazer o download do pdf) de 1869 chama-lhe pateo do geraldes e aos condes de ega, pateo do saldanha.

https://books.google.pt/books?id=7phGAQAAMAAJ&pg=PA80&dq=pateo+geraldes&hl=pt-PT&sa=X&ved=0ahUKEwjF_c7FiNzQAhXBzRoKHWeSDDEQ6AEIGzAA#v=onepage&q&f=false

Norberto de Araujo Peregrinacoes vol 2 pag 99

Os descendentes dos Geraldes foram Marqueses da Graciosa, e dêstes a propriedade passou para a i Condessa da Foz de Arouce, filha de um Geraldes. Em 1869 habitou aqui o Marechal Duque de Saldanha, razão porque o Pátio Os descendentes dos Geraldes foram Marqueses da Graciosa, e dêstes a propriedade passou para a i Condessa da Foz de Arouce, filha de um Geraldes. Em 1869 habitou aqui o Marechal Duque de Saldanha, razão porque o Pátio se ...

Tudo isto e o que se segue encontrei online (nao tenho as Peregrinacoes...)

Dois livros que podem ter alguma coisita

Historia do Marechal Saldanha
Antonio da Costa de Souza de Macedo
Impr. Nacional, 1879

Guia de Portugal artístico - Volume 2 - Página 63
As antigas terras pedregosas e alcantiladas, do Geraldes e de Vale de Pereiro, que há trinta anos ainda,....

e mais uns links para outros livros ou excerptos

https://books.google.pt/books?hl=pt-PT&id=9v5WAAAAYAAJ&dq=pátio+dos+geraldes&focus=searchwithinvolume&q=+geraldes

https://books.google.pt/books?id=JDQjAQAAIAAJ&q=pateo+dos+giraldes&dq=pateo+dos+giraldes&hl=pt-PT&sa=X&ved=0ahUKEwjxt8eGhdzQAhVB2BoKHamoCtIQ6wEIJjAC

https://books.google.pt/books?id=8InEqDc4ygEC&q=pátio+dos+geraldes&dq=pátio+dos+geraldes&hl=pt-PT&sa=X&ved=0ahUKEwioyuSphtzQAhXLVhoKHToiDCE4FBDoAQgYMAA

(ja vi entretanto que alguma desta informaçao coincide com aquela que tem nos outros posts sobre o assunto... esperemos que nao toda!...)

bem haja

dv
De Bic Laranja a 5 de Dezembro de 2016
Alguma sim, a outra é a somar. O ganho é de monta. Muito lhe agradeço o interêsse e a generosidade em sintetizar aqui a copiosa informação que achou.
A história do casarão poderá assim tornar-se mais povoada do que se tira das poucas photographias que sobram.
Cumpts.
De dv a 5 de Dezembro de 2016
tem aqui mais, e talvez melhor

https://archive.org/stream/depoisdoterremot03sequ/depoisdoterremot03sequ_djvu.txt

https://archive.org/details/depoisdoterremot03sequ

"Em 1715, resolveu o Senado, em assento de verea-
ção de 18 de Novembro, que. um dos sítios onde se
deviam lançar os entulhos, lixo, caliça e mais detritos
fosse ano caminho que vai da porta do carro da quinta
dos padres do Oratório de São Filipe Nerj- até sair a
Campolide {]) ; isto é, na actual rua át Artilharia i , ou
antiga de Eutremuros, desde o pátio do Geraldes até
à velha circunvalação, o que parece provar que a casa
suburbana dos Oratorianos era nem mais nem menos
no local onde está o palácio, ainda hoje, chamado do
Geraldes (2).

Na planta levantada por ordem de Pombal em 1768
e em que trabalharam Eugénio dos Santos, Mardel,
Pope e Andreis, recortam-se no espaço compreendido
entre Vale do Pereiro, Entremuros, Azinhaga da Tor-
rinha e a Circunvalação (travessa de São Francisco
Xavier), começando pelo nascente; primeiro, as casas,
terras e quinta dos Congregados, depois a propriedade
do Geraldes e a seguir a quinta do Forador e a quinta
dos Jesuítas (ou dos Apóstolos), no alto de Campolide. "

"A rua dos Arciprestes, englobando toda a casaria
do Rato a Campolide, chamava- se, em 1796, rua Di-
reita dos Arciprestes. Em 1798 desdobrou-se, sepa-
rando-se delas a rua de São Felipe Neri, vindo a jun-
tar-se novamente, em i8o5, as duas ruas com o nome
de Estrada de EntrejJiuros de Campolide e Arcipres-
tes. Logo a seguir tornou a fazer-se a separação, passando o troço sul a ter o nome anteriormente designado em memória dos Congregados do Oratório, e
retomando por isso a estrada de Entremuros de Cam-
polide a sua autonomia.

O portão dos padres (pátio dos Geraldes) era o
ponto, divisório. _. "

cumprimentos
De Bic Laranja a 8 de Dezembro de 2016
Li o capítulo donde reproduziu o excerpto. É o último cap. do vol. III de Depois do Terramoto.
Gustavo de Matos Sequeira afirma perempròriamente que a casa conhecida ainda no seu tempo como o Pateo do Geraldes foi a antiga da congregação dos padres Nerys ou Quentais, como tanbem eram conhecidos. Não vejo razão para duvidar. Mas tambem diz que o era antes do Terramoto de 1755. E mais deix antender que cahiu com o dicto terramoto, o que levou os padres da congregação de S. Felipe de Nery a abarracarem-se por ali, nas terras que haviam sido de D. Helena M.ª de Melo, sua vizinha ali, e que annexaram à sua propriedade por dívida do seu marido.
Ora a questão que me surge é como pode a casa ter sido dos Andrades que vieram a ser marquêses da Graciosa «desde o início do séc. XVIII» como se diz na notíca do «Público» se, como vemos, a propriedade parece ter pertencido aos padres Quentais (ou Nerys) durante todo o séc. XVIII.
Um mystério.
Cumpts.
De Manuel Figueiredo a 30 de Agosto de 2018
A Quinta foi comprada após o terramoto à Congregação dos Padres de S. Filipe de Nerys
De [s.n.] a 7 de Dezembro de 2016
Um pedaço de texto que é uma verdadeira delícia. E que beleza a escrita rebuscada, mas simultâneamente muito cuidada, de Trindade Coelho. E que graça eu achei a certos termos por ele empregados no diálogo em presença.
Maria
De Bic Laranja a 8 de Dezembro de 2016
Trindade Coelho escrevia muito bem. Só parece rebuscado porque se já não acha quem fale ou escreva hoje assim. É o modo natural do português cultivado, mas simples, do seu tempo.
Nada do que se escuta para aí agora ressuma tal naturalidade. É triste e ninguém toma consciência da pêrda que é.
Cumpts.
De [s.n.] a 9 de Dezembro de 2016
Completamente verdade. Ainda que mesmo que eu quisesse não seria capaz, só porque não a aprendi deste modo. E tenho pena. Mesmo lendo alguma literatura antiga a que recorro volta e meia.

Mas ainda assim não perco tudo, acontece que também leio belos textos da sua lavra - ou parte deles - que a igualam em absoluto. E são outra delícia.
Maria
De Bic Laranja a 9 de Dezembro de 2016
Obrigado! Lisonjeia-me, mas não é verdade.

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