9 comentários:
De dv a 5 de Dezembro de 2016
Pode voxecelencia procurar no google pateo dos giraldes (ou geraldes, ou como lhe aprouver), tendo o cuidado de escolher no rectangulo apropriado(mais/ books/livros) ou que lhe apareca.

Talvez nao encontre nada que nao conheça, ou o contrario. Ha que tentar.

Pelo que encontrei (veja os links abaixo) o Saldanha tambem la morou, e pelo menos um dos livros diz que ao dito logar tambem se chamou Pateo do Saldanha (o que nao ajuda pois o palacio dos Condes de Ega tambem foi assim chamado...)

Fonte Os conventos de Lisboa - Página 37
O edifício era designado, em 1867, Quinta do Geraldes ou Pátio do Geraldes, por ter pertencido a essa família, e foi também, em devida altura, chamado Pátio do Saldanha, por nele ter habitado o Duque. CÍÈ NOSSA SENHORA DA ...

O roteiro das ruas de Lisboa e immediações de Eduardo Queiroz Velloso (o link seguinte clicando na roda dentada que aparece do lado direito pode fazer o download do pdf) de 1869 chama-lhe pateo do geraldes e aos condes de ega, pateo do saldanha.

https://books.google.pt/books?id=7phGAQAAMAAJ&pg=PA80&dq=pateo+geraldes&hl=pt-PT&sa=X&ved=0ahUKEwjF_c7FiNzQAhXBzRoKHWeSDDEQ6AEIGzAA#v=onepage&q&f=false

Norberto de Araujo Peregrinacoes vol 2 pag 99

Os descendentes dos Geraldes foram Marqueses da Graciosa, e dêstes a propriedade passou para a i Condessa da Foz de Arouce, filha de um Geraldes. Em 1869 habitou aqui o Marechal Duque de Saldanha, razão porque o Pátio Os descendentes dos Geraldes foram Marqueses da Graciosa, e dêstes a propriedade passou para a i Condessa da Foz de Arouce, filha de um Geraldes. Em 1869 habitou aqui o Marechal Duque de Saldanha, razão porque o Pátio se ...

Tudo isto e o que se segue encontrei online (nao tenho as Peregrinacoes...)

Dois livros que podem ter alguma coisita

Historia do Marechal Saldanha
Antonio da Costa de Souza de Macedo
Impr. Nacional, 1879

Guia de Portugal artístico - Volume 2 - Página 63
As antigas terras pedregosas e alcantiladas, do Geraldes e de Vale de Pereiro, que há trinta anos ainda,....

e mais uns links para outros livros ou excerptos

https://books.google.pt/books?hl=pt-PT&id=9v5WAAAAYAAJ&dq=pátio+dos+geraldes&focus=searchwithinvolume&q=+geraldes

https://books.google.pt/books?id=JDQjAQAAIAAJ&q=pateo+dos+giraldes&dq=pateo+dos+giraldes&hl=pt-PT&sa=X&ved=0ahUKEwjxt8eGhdzQAhVB2BoKHamoCtIQ6wEIJjAC

https://books.google.pt/books?id=8InEqDc4ygEC&q=pátio+dos+geraldes&dq=pátio+dos+geraldes&hl=pt-PT&sa=X&ved=0ahUKEwioyuSphtzQAhXLVhoKHToiDCE4FBDoAQgYMAA

(ja vi entretanto que alguma desta informaçao coincide com aquela que tem nos outros posts sobre o assunto... esperemos que nao toda!...)

bem haja

dv
De Bic Laranja a 5 de Dezembro de 2016
Alguma sim, a outra é a somar. O ganho é de monta. Muito lhe agradeço o interêsse e a generosidade em sintetizar aqui a copiosa informação que achou.
A história do casarão poderá assim tornar-se mais povoada do que se tira das poucas photographias que sobram.
Cumpts.
De dv a 5 de Dezembro de 2016
tem aqui mais, e talvez melhor

https://archive.org/stream/depoisdoterremot03sequ/depoisdoterremot03sequ_djvu.txt

https://archive.org/details/depoisdoterremot03sequ

"Em 1715, resolveu o Senado, em assento de verea-
ção de 18 de Novembro, que. um dos sítios onde se
deviam lançar os entulhos, lixo, caliça e mais detritos
fosse ano caminho que vai da porta do carro da quinta
dos padres do Oratório de São Filipe Nerj- até sair a
Campolide {]) ; isto é, na actual rua át Artilharia i , ou
antiga de Eutremuros, desde o pátio do Geraldes até
à velha circunvalação, o que parece provar que a casa
suburbana dos Oratorianos era nem mais nem menos
no local onde está o palácio, ainda hoje, chamado do
Geraldes (2).

Na planta levantada por ordem de Pombal em 1768
e em que trabalharam Eugénio dos Santos, Mardel,
Pope e Andreis, recortam-se no espaço compreendido
entre Vale do Pereiro, Entremuros, Azinhaga da Tor-
rinha e a Circunvalação (travessa de São Francisco
Xavier), começando pelo nascente; primeiro, as casas,
terras e quinta dos Congregados, depois a propriedade
do Geraldes e a seguir a quinta do Forador e a quinta
dos Jesuítas (ou dos Apóstolos), no alto de Campolide. "

"A rua dos Arciprestes, englobando toda a casaria
do Rato a Campolide, chamava- se, em 1796, rua Di-
reita dos Arciprestes. Em 1798 desdobrou-se, sepa-
rando-se delas a rua de São Felipe Neri, vindo a jun-
tar-se novamente, em i8o5, as duas ruas com o nome
de Estrada de EntrejJiuros de Campolide e Arcipres-
tes. Logo a seguir tornou a fazer-se a separação, passando o troço sul a ter o nome anteriormente designado em memória dos Congregados do Oratório, e
retomando por isso a estrada de Entremuros de Cam-
polide a sua autonomia.

O portão dos padres (pátio dos Geraldes) era o
ponto, divisório. _. "

cumprimentos
De Bic Laranja a 8 de Dezembro de 2016
Li o capítulo donde reproduziu o excerpto. É o último cap. do vol. III de Depois do Terramoto.
Gustavo de Matos Sequeira afirma perempròriamente que a casa conhecida ainda no seu tempo como o Pateo do Geraldes foi a antiga da congregação dos padres Nerys ou Quentais, como tanbem eram conhecidos. Não vejo razão para duvidar. Mas tambem diz que o era antes do Terramoto de 1755. E mais deix antender que cahiu com o dicto terramoto, o que levou os padres da congregação de S. Felipe de Nery a abarracarem-se por ali, nas terras que haviam sido de D. Helena M.ª de Melo, sua vizinha ali, e que annexaram à sua propriedade por dívida do seu marido.
Ora a questão que me surge é como pode a casa ter sido dos Andrades que vieram a ser marquêses da Graciosa «desde o início do séc. XVIII» como se diz na notíca do «Público» se, como vemos, a propriedade parece ter pertencido aos padres Quentais (ou Nerys) durante todo o séc. XVIII.
Um mystério.
Cumpts.
De Manuel Figueiredo a 30 de Agosto de 2018
A Quinta foi comprada após o terramoto à Congregação dos Padres de S. Filipe de Nerys
De [s.n.] a 7 de Dezembro de 2016
Um pedaço de texto que é uma verdadeira delícia. E que beleza a escrita rebuscada, mas simultâneamente muito cuidada, de Trindade Coelho. E que graça eu achei a certos termos por ele empregados no diálogo em presença.
Maria
De Bic Laranja a 8 de Dezembro de 2016
Trindade Coelho escrevia muito bem. Só parece rebuscado porque se já não acha quem fale ou escreva hoje assim. É o modo natural do português cultivado, mas simples, do seu tempo.
Nada do que se escuta para aí agora ressuma tal naturalidade. É triste e ninguém toma consciência da pêrda que é.
Cumpts.
De [s.n.] a 9 de Dezembro de 2016
Completamente verdade. Ainda que mesmo que eu quisesse não seria capaz, só porque não a aprendi deste modo. E tenho pena. Mesmo lendo alguma literatura antiga a que recorro volta e meia.

Mas ainda assim não perco tudo, acontece que também leio belos textos da sua lavra - ou parte deles - que a igualam em absoluto. E são outra delícia.
Maria
De Bic Laranja a 9 de Dezembro de 2016
Obrigado! Lisonjeia-me, mas não é verdade.

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