Fazer doze no Totobola é coisa mais vulgar do que treze. Mas no que toca a falar-se dele é ao contrário. Do que se sempre fala sempre é do treze, quere se faça, quere se não faça. Há ele até umas rhythmas meias esquecidas que me lembram agora:
Com um brilhozinho nos olhos
Dissemos, sei lá,
Tudo o que nos passou pela tola
Do estilo: és o number one
Dou-te vinte valores
És um treze no Totobola
Claro que acabar o passo com És um doze no Totobola não passaria pela tola. Dizer, do estilo, és o number two, dou-te dez valores, és um doze no Totobola — não poria nenhum brilhozinho nos olhos a ninguém. Se pusesse, seria um brilhozinho nos olhos, de choro, tal a mediocridade da conversa. E às duas por três, beber um copo nem dava para fazer o quatro nem para pintar o sete. Por tais contas, calhando, só bebendo uns poucos de copos antes, não só um.
O Godinho não fez portanto por tanto nem por menos.
Por isso soube-lhe a pouco e a tanto.
Sérgio Godinho, Com Um Brilhozinho nos Olhos
(Versão sonora do álbum Canto da Boca, 1981, c/ imagens ao vivo no Coliseu de Lisboa, 1995)
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